Privatização: sim ou não?

Publicado 21/05/2019

Todos os defensores do estado mínimo, do modelo econômico ágil e eficiente correram para defender a privatização da Celg. Passado vinco anos, os problemas de distribuição de energia elétrica no estado de Goiás não foram resolvidos. Os produtores estão perdendo leite, as indústrias estão paralisando, as pessoas não estão tendo acesso a eletricidade no campo e nos bairros da cidade também.

A privatização da Celg e da Vale do Rio Doce, que recentemente deixou centenas de mortos em Brumadinho no começo do ano, mostra que o modelo neoliberal de privatização de setores estratégicos da economia, como a distribuição de energia e minério, é um total desastre para o nosso país. Não gerou desenvolvimento, não rendeu tributos, ao contrário, gerou tragédia e péssima qualidade dos serviços. Isso é um exemplo para os arautos do estado mínimo que querem através do mercado, abocanhar um pedaço da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de outras joias da economia da União.

O Governo deve sim terceirizar alguns setores da atividade econômica, mas jamais entregar setores estratégicos para o mercado selvagem que não está preocupado com o desenvolvimento do país, e sim com o lucro de suas empresas.

Esperamos que a CPI instalada na Assembleia Legislativa de Goiás dê resultados, esse é um bom momento para o deputados mostrarem a que vieram, fiscalizar os contratos do executivo e a prestação de seviços para a população.

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