Criminalidade em Goiânia é discutida em audiência com o ministro da Justiça

Publicado 31/07/2012

 Uma comissão esteve em Brasília nesta terça-feira (31) em uma audiência com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. A ideia era discutir a criminalidade em Goiânia e a atuação de grupos de extermínio no Estado de Goiás. Um momento específico da reunião foi destinado ao caso do assassinato do advogado Davi Sebba.

Estiveram presentes representantes da sociedade civil, do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), do SindPerícias (Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de Goiás), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), tanto em âmbito estadual quanto regional, além de parlamentares como a deputada federal Marina Sant´anna e os estaduais Mauro Rubem e Luis Cesar Bueno, todos eles da bancada petista. Representando a família de Davi Sebba estava o advogado Manoel Rocha.

O grupo apresentou para o ministro a situação em que se encontram as polícias do Estado, relatando casos de ameaças e intimidações que interferem no andamento das investigações. O advogado Manoel Rocha citou o caso de delegados que alegam estar amedrontados em dar continuidade nos trabalhos. Segundo ele, até mesmo a delegada-geral da PC, (Polícia Civil) Adriana Accorsi, e a delegada titular da DIH (Delegacia de Investigação de Homicídios), Adriana Ribeiro, estariam sendo intimidadas dessa maneira.

O advogado também relatou ao Jornal Opção que os presentes se manifestaram de forma unânime a respeito do trabalho do secretário estadual de Segurança Pública, João Furtado. “Ele está sendo uma peça meramente decorativa, sem autoridade, sem comando sobre ninguém”, declarou Rocha, alegando que, por isso, as instituições policiais estão agindo de forma independente. Os presentes teriam solicitado, inclusive, a tomada de medidas urgentes para sanar a situação “calamitosa” em que se encontra o Estado, por meio da ação da Polícia Federal, sem que isso ofenda a autonomia estadual.

O ministro Cardozo, por sua vez, demonstrou que não estava a par da situação da segurança pública em Goiânia e sugeriu que entidades como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a PGR (Procuradoria Geral da República) e o Conselho Nacional do Ministério Público, sejam comunicados a fim de colaborarem. Diante dos relatos, Cardozo teria considerado a situação como “grave e urgente”.

A respeito do caso Davi Sebba, o ministro demonstrou interesse em ajudar, determinando a tomada de algumas providências. Entretanto, o advogado da família preferiu resguardar quais serão essas ações, a fim de não atrapalhar o andamento das mesmas.

A reunião começou na parte da manhã e seguiu até por volta das 13h. Apesar da presença dos representantes do Sinpol e do SindPerícias, a questão da greve das categorias não foi discutida com o ministro.

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