Apesar de estarem disponíveis no portal que a Assembleia Legislativa mantém na internet, as informações sobre a verba indenizatória são divulgadas de forma incompleta. A Casa lista quanto e com qual dos itens cada um dos 41 deputados utilizou os R$ 21 mil mensais, mas não apresenta onde o dinheiro foi empregado.

Diferentemente do que acontece no Congresso Nacional, o Parlamento não dá detalhes a respeito das empresas para quais os pagamentos foram feitos e em quais datas isso aconteceu.

A situação já foi comentada pelo diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo. Na época, ele disse que “quem esconde informação, motivo tem”. “Quando você publica detalhes dos gastos com verba indenizatória, você precisa mostrar as notas fiscais. Será que não é nota de um ‘laranja’? Será que é interessante para eles mostrarem isso?”, questionou.

A entrevista foi concedida em agosto de 2011, quando a Assembleia lançou um novo portal, com a promessa de maior transparência. Apesar das mudanças e de consequentes promessas, pouco mudou.

Eleito presidente da Casa por unanimidade, o deputado estadual Helder Valin (PSDB) colocou a transparência “total” como um dos compromissos para a gestão que será iniciada em fevereiro e durará dois anos.

Procurado pela reportagem, o parlamentar afirmou que a ampliação da transparência faz parte de suas prioridades para a gestão que se iniciará. No entanto, ele diz que a questão ainda precisa ser estudada. “Esse é um assunto que vai ser tratado com a nova mesa diretora”, completou.