Imposto de renda aumenta desigualdade no país

Publicado 12/02/2020

Segundo levantamento do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, teve uma alta de 4,31%, e a defasagem da tabela do Imposto de Renda em relação à inflação chegou a 103% e superou a marca dos 100% pela primeira vez.

Se fosse totalmente corrigida, a faixa de isenção do Imposto de Renda saltaria de R$ 1.903,98 para R$ 3.881,65, e cerca de 10 milhões de contribuintes deixariam de pagar o tributo. O preocupante é que esse descompasso afeta, sobretudo, os mais pobres, já que vai trazendo pessoas com salários cada vez menores para dentro da base de contribuição.

Janeiro nem completou duas semanas e R$ 100 bilhões já deixaram o bolso dos brasileiros em direção aos cofres dos governos. Quanto mais pobre é a população, maior é a fatia da renda que ela compromete com o consumo e, consequentemente, com os impostos.

O Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, equivalente ou até superior à carga de nações desenvolvidas. Vivemos nesse cenário triste onde os assalariados pagam caro por conta da defasagem da tabela do imposto de renda.

A Reforma tributária é uma emergência, é preciso simplificar o sistema tributário e reduzir impostos e taxas. O brasileiro é cada vez mais prejudicado por um governo que visa sempre arrecadar o pouco dos mais pobres e enriquecer os mais ricos com políticas econômicas injustas que reforçam a desigualdade em nosso país.

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