Luis Cesar Bueno - Seriedade na Política

Opositores trocam acusações

Publicado 08/03/2013

O episódio das retiradas de assinaturas dos requerimentos das CPIs na Assembleia Legislativa acabou abalando a recém-montada bancada de oposição. Na sessão de ontem, quando os deputados Paulo Cezar Martins (PMDB) e Simeyzon Silveira (PSC) se manifestaram oficialmente sobre as retiradas, deputados do grupo trocaram acusações e mostraram que terão de superar diferenças para conseguirem seguir unidos.

O primeiro a dar declarações, Paulo Cezar abriu seu pronunciamento acusando o colega de base, deputado Luis Cesar Bueno (PT), de usar a CPI para a promoção de interesses políticos pessoais. “O deputado desfez o acordo de entregar todos os requerimentos juntos. Ficou tentando se justificar, dizendo que tinha denúncias contra o governador. Se tinha, já devia ter apresentado”, alfinetou. Ao responder o colega, Luis Cesar acusou o partido de não ter liderança na Casa. “Não posso concordar com a desculpa de Paulo Cezar. Acredito que faltou liderança por parte do PMDB. Tinha de ser firme, ter pulso, fechado questão. Lutamos muito para conseguir 16 deputados”, reclamou.

Líder do partido, Bruno Peixoto sinalizou que o colega não deve ser punido, pois a orientação teria sido de bancada de oposição e não de partido. “A reunião da bancada foi integrada com a da oposição, não houve a do PMDB. Foi um acordo de oposição, eu orientei, mas não houve uma ata”, tentou justificar.

Já Simeyzon, na tentativa de explicar sua mudança de posicionamento, acabou expondo o grupo. “Chegaram com os requerimentos pra eu assinar no primeiro dia, às pressas, sem discutir o que era. Percebi que era jogo político e, pra mim, parlamento é coisa séria”. Mesmo assim, ele disse que voltará a assinar os requerimentos, para provar que não negociou a retirada de assinaturas. “Agora já não há mais clima”, sentenciou Luis Cesar.

Entrevista / Simeyzon Silveira

“Não consigo digerir CPI por intriga”

Depois de se justificar, o deputado Simeyzon Silveira (PSC) demonstra chateação com a bancada de oposição e dá a entender que a possível construção de uma terceira via, a partir da união de seu partido com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), fica comprometida.

08 de março de 2013 (sexta-feira)
Sebastião Nogueira

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O senhor considera que agora a questão está resolvida?

Nós tivemos esse impasse com relação a CPI e, então, estou hoje recompondo a minha assinatura. Não porque deixo de enxergar equívocos nas CPIs, mas porque me colocaram em xeque, como se eu tivesse recebido alguma coisa para retirar o meu nome. Então, eu reafirmo minha posição para mostrar que não houve nenhuma negociata. E existe uma série de equívocos nas CPIs, tenho meus questionamentos. Não fui avisado, nem recebi telefonema com relação a elas e estão querendo me cobrar agora uma posição.

Como o senhor recebeu as críticas do deputado Ronaldo Caiado?

Cada uma fala o que quer, né? Respeito o candidato Caiado. Acho que ele tem um partido para cuidar e, no meu partido, nós temos as nossas convicções. Respeito as suas posições, apesar de achar extremamente equivocadas.

 

A situação prejudica uma possível aliança com o DEM para a eleição do ano que vem?

Com relação a mim, não. A não ser que já houvesse essa predisposição para fazer essa ruptura e tentava-se achar um motivo.

 

Houve alguma tentativa de cooptação por parte do governo para que o senhor mudasse a opinião?

Não. A decisão foi minha, pessoal, pela série de equívocos que existe na apresentação das CPIs. Comissões têm de ter um rito e eu achei que isso já havia sido realizado. Não há condições regimentais, não há objeto claro, não há organização. Entendo que CPI é uma ação política séria e que o Parlamento deve ser respeitado. Eu não consigo digerir CPI simplesmente para fazer intrigas políticas.

 

Quando exatamente o senhor retirou a sua assinatura?

No terceiro dia. Assinei no primeiro dia de plenário e no terceiro retirei.

 

E o senhor retirou as assinaturas e não comentou com a bancada de oposição?

Não. Eu retirei o meu nome e fiz uma série de viagens, não estive no Plenário. Eu estava na ANTT com o prefeito de Senador Canedo discutindo questões da prefeitura.

 

Depois desse episódio das CPIs, não fica inseguro de seguir com o grupo de oposição?

Não, até porque o meu grupo e meu projeto é bem definido. Hoje, com minha posição política de estar com Vanderlan Cardoso (PSC), eu sou naturalmente oposição.

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