﻿{"id":27735,"date":"2014-01-23T00:00:00","date_gmt":"2014-01-23T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/escolha-das-candidaturas-ainda-esta-no-1o-tempo-mas-a-oposicao-vai-estar-unida-nas-eleicoes-2\/"},"modified":"2014-01-23T00:00:00","modified_gmt":"2014-01-23T02:00:00","slug":"escolha-das-candidaturas-ainda-esta-no-1o-tempo-mas-a-oposicao-vai-estar-unida-nas-eleicoes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/escolha-das-candidaturas-ainda-esta-no-1o-tempo-mas-a-oposicao-vai-estar-unida-nas-eleicoes-2\/","title":{"rendered":"Escolha das candidaturas ainda est\u00e1 no 1\u00ba tempo, mas a oposi\u00e7\u00e3o vai estar unida nas elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;Um dos maiores articulares dos quadros do PT goiano e tamb&eacute;m um dos maiores opositores ao governo de Marconi Perillo (PSDB), o deputado Luis Cesar Bueno tem na cabe&ccedil;a a estrat&eacute;gia para que a oposi&ccedil;&atilde;o ven&ccedil;a as elei&ccedil;&otilde;es de 2014: n&atilde;o cometer o erro de 2006 &mdash; quando PMDB e PT lan&ccedil;aram candidaturas pr&oacute;prias &mdash; e se espelhar em 2010, quando por pouco Iris Rezende, apoiado pelos petistas, por pouco n&atilde;o ganhou o duelo com o governador tucano. Para isso, ele prega com todas as for&ccedil;as a uni&atilde;o, desde o primeiro turno, dos dois partidos e das demais siglas advers&aacute;rias do PSDB.<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na an&aacute;lise de Luis Cesar, a recupera&ccedil;&atilde;o da imagem de Marconi como gestor n&atilde;o significa autom&aacute;tico ganho eleitoral. Ele aposta que v&aacute;rios fatores devem influenciar negativamente o eleitor em rela&ccedil;&atilde;o ao governador, entre eles a crise de energia el&eacute;trica, o avan&ccedil;o da viol&ecirc;ncia, o tempo de mandato e o caso Cachoeira.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na an&aacute;lise interna sobre a disputa da cabe&ccedil;a de chapa, o presidente do diret&oacute;rio municipal do PT &eacute; diplom&aacute;tico: apesar de seu correligion&aacute;rio Ant&ocirc;nio Gomide, prefeito de An&aacute;polis, colocar claramente seu nome na disputa, Luis Cesar diz que todos da oposi&ccedil;&atilde;o devem apostar em seus nomes e depois, juntos, escolher o que tem maiores condi&ccedil;&otilde;es de vencer a disputa com o PSDB e seus aliados. &ldquo;O PT est&aacute; na mesa com um nome que tem proje&ccedil;&atilde;o e viabilidade eleitoral. Queremos o apoio para ele, mas tamb&eacute;m poderemos apoiar outro, desde que tenha densidade eleitoral, capacidade de aglutina&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a&rdquo;, pondera.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Ant&ocirc;nio Gomide [prefeito de An&aacute;polis] ser&aacute; o pr&eacute;-candidato oficial do PT?<\/strong><\/div>\n<div>Pode ser.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Pode ser ou vai ser?<\/strong><\/div>\n<div>Pode ser, desde que tenha o apoio do PMDB. N&oacute;s trabalhamos e vamos continuar trabalhando pela tese da unidade das oposi&ccedil;&otilde;es. Que&shy;re&shy;mos ter, unidos no mesmo palanque, de prefer&ecirc;ncia ainda no primeiro turno, os partidos que d&atilde;o sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave; presidenta Dilma e que fazem oposi&ccedil;&atilde;o ao governo do PSDB em Goi&aacute;s. Esse &eacute; o projeto macro. Estamos aos 15 minutos do primeiro tempo e o jogo termina dia 28 de fevereiro, com uma prorroga&ccedil;&atilde;o no m&ecirc;s de mar&ccedil;o. Acreditamos que at&eacute; l&aacute; &eacute; preciso construir v&aacute;rios ce&shy;n&aacute;rios &mdash; com Gomide, com J&uacute;&shy;nior Friboi (PMDB), com Iris Re&shy;zen&shy;de (PMDB), al&eacute;m de trabalhar quem seria vice e quem seria candidato ao Senado. Tamb&eacute;m queremos tentar incorporar a terceira via. Se for poss&iacute;vel, queremos Vanderlan Cardoso (PSB), longe do DEM, vin&shy;do para uma composi&ccedil;&atilde;o. Temos de desenhar v&aacute;rios cen&aacute;rios. O di&aacute;logo &eacute; demorado, mas &eacute; o caminho mais r&aacute;&shy;pido para um entendimento. Uma coisa &eacute; fato: a oposi&ccedil;&atilde;o vai estar unida em Goi&aacute;s nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; A declara&ccedil;&atilde;o de Gomide, ao dizer que Paulo Garcia [prefeito de Goi&acirc;nia] s&oacute; fala por ele ao advogar a prioridade do PMDB de encabe&ccedil;ar a chapa em Goi&aacute;s, n&atilde;o abre uma crise dentro do PT?<\/strong><\/div>\n<div>O PT n&atilde;o tem defini&ccedil;&atilde;o sobre candidatura a governador em 2014. N&atilde;o definimos nome como partido pol&iacute;tico. Temos, sim, uma defini&ccedil;&atilde;o de lan&ccedil;amento de um nome que represente a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es. O PT ter&aacute; seus encontros e suas conven&ccedil;&otilde;es, nos quais, como partido, deliberaremos se vamos lan&ccedil;ar candidatura pr&oacute;pria ou apoiar um nome de outro partido. Mas a linha estabelecida pela dire&ccedil;&atilde;o nacional &mdash; e tamb&eacute;m pela orienta&ccedil;&atilde;o que a dire&ccedil;&atilde;o estadual est&aacute; dando &mdash; &eacute; trabalhar a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es em Goi&aacute;s. O PT est&aacute; na mesa com um nome que tem proje&ccedil;&atilde;o e viabilidade eleitoral. N&oacute;s queremos o apoio para nosso nome, mas tamb&eacute;m poderemos apoiar outro nome, desde que mantenha alguns crit&eacute;rios: densidade eleitoral, capacidade de aglutina&ccedil;&atilde;o e que tenha lideran&ccedil;a. Se juntarmos um nome com esses crit&eacute;rios, teremos condi&ccedil;&otilde;es de ter apoio ao nosso nome. Quem tem postulado essa indica&ccedil;&atilde;o &eacute; o prefeito de An&aacute;polis, Ant&ocirc;nio Gomide, que tem feito uma gest&atilde;o com brilhantismo e compet&ecirc;ncia, e tem proje&ccedil;&atilde;o eleitoral. Eu, pessoalmente, trabalharei para manter a unidade da oposi&ccedil;&atilde;o em Goi&aacute;s. Se conseguirmos com nosso nome, &oacute;timo; se n&atilde;o conseguirmos, vamos ver se &eacute; poss&iacute;vel apresentarem outro nome que supere o nosso para discutir a possibilidade de apoio. O que &eacute; extremamente importante &eacute; manter a unidade dos partidos de oposi&ccedil;&atilde;o em Goi&aacute;s.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Eu vou reformular a pergunta: o PT, neste jogo da negocia&ccedil;&atilde;o, vai colocar o nome de Ant&ocirc;nio Gomide como pr&eacute;-candidato oficial?<\/strong><\/div>\n<div>N&oacute;s temos colocado o nome do prefeito Ant&ocirc;nio Gomide e o do prefeito Paulo Garcia para a elabora&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios, em uma articula&ccedil;&atilde;o com os partidos pol&iacute;ticos. Estamos fazendo isso. E agora &eacute; a hora de medir a prefer&ecirc;ncia dos nossos nomes. Estamos em um momento de estabelecer cen&aacute;rios. O jogo tem 90 minutos e, talvez, prorroga&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s estamos nos 15 minutos do primeiro tempo, ainda. N&atilde;o podemos retirar nosso nome da mesa de negocia&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do jogo. &Eacute; at&eacute; importante para fortalecer &nbsp;processo de negocia&ccedil;&atilde;o dos cen&aacute;rios.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Mas a quest&atilde;o, voltando para Goi&acirc;nia, &eacute; que parece que tem havido, como discurso pelo menos de parte do PT, de buscar mais a defesa de candidatura do PMDB, de dizer que a prefer&ecirc;ncia &eacute; do PMDB, ao contr&aacute;rio de jogar esse jogo colocando com for&ccedil;a um nome do PT na mesa. Est&aacute; jogando mais em prol do PMDB do que para o pr&oacute;prio partido. O sr. entende dessa forma?<\/strong><\/div>\n<div>N&oacute;s queremos apoiar o nome que v&aacute; vencer as elei&ccedil;&otilde;es e que represente a oposi&ccedil;&atilde;o ao projeto do PSDB, em Goi&aacute;s. Nas pesquisas o nome do ex-prefeito Iris Rezende aparece muito bem colocado, apesar de oficialmente o PMDB j&aacute; ter a pr&eacute;-candidatura do empres&aacute;rio J&uacute;nior Friboi. O PT apresenta &agrave; mesa de negocia&ccedil;&otilde;es Ant&ocirc;nio Roberto Gomide e Paulo Garcia. Vamos at&eacute; mar&ccedil;o verificar qual &eacute; o nome que aglutina mais, que estabelece um cen&aacute;rio vitorioso. Eu vejo muita preocupa&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, com os nomes da oposi&ccedil;&atilde;o. Mas pergunto aos pr&oacute;prios jornalistas se eles est&atilde;o preocupados com o fato do PSDB at&eacute; hoje n&atilde;o ter candidato ao governo. Do governador Marconi Perillo (PSDB), nos bastidores da Assembleia Legislativa, ouvimos muito que ele n&atilde;o &eacute; candidato, que seria o vice-governador [Jos&eacute; Eliton, do PP]. Acho que a pauta sobre a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; balanceada com a mesma intensidade no questionamento das candidaturas do lado do governo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Mas &eacute; porque jornalismo n&atilde;o trabalha com coisas falsas.<\/strong><\/div>\n<div>O candidato do governo &eacute; Marconi, exceto se acontecer um terremoto.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Dilma tamb&eacute;m n&atilde;o se diz candidata. O sr. j&aacute; ouviu ela dizer que &eacute;?<\/strong><\/div>\n<div>A decis&atilde;o &eacute; do PT. O Lula j&aacute; disse, o PT j&aacute; definiu. Ela n&atilde;o pode falar porque ela &eacute; presidente.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Por que parte do PT prefere apoiar Iris Rezende a J&uacute;nior Friboi e Ant&ocirc;nio Gomide?<\/strong><\/div>\n<div>O PT quer apoiar um nome que v&aacute; vencer as elei&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; N&atilde;o, parte do PT quer apoiar Iris Rezende.<\/strong><\/div>\n<div>O PT quer apoiar um nome que v&aacute; vencer as elei&ccedil;&otilde;es (enf&aacute;tico). N&oacute;s vamos definir isso nos nossos f&oacute;runs de decis&atilde;o interna. Agora, nesse elaborar de cen&aacute;rios existem diversas posi&ccedil;&otilde;es, mas que n&atilde;o s&atilde;o oficiais por parte do PT. N&oacute;s temos na mesa a candidatura de Gomide e Paulo; queremos construir uma unidade da oposi&ccedil;&atilde;o com nossos nomes. Caso se comprove um cen&aacute;rio que venha a vencer as elei&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es melhores do que os nossos, n&oacute;s podemos apoiar tamb&eacute;m, por meio de decis&otilde;es. N&oacute;s queremos a unidade. Uma coisa &eacute; concreta: PT, PMDB e demais partidos que fazem oposi&ccedil;&atilde;o ao governo de Marconi precisam estar unidos. E acho que essa uni&atilde;o tem de se dar j&aacute; para o primeiro turno.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Pelo que o sr. falou, ficou claro que o candidato ser&aacute; do PMDB. Porque o sr. disse &ldquo;n&oacute;s vamos tentar convenc&ecirc;-los a apoiar o candidato do PT&rdquo;. Eles j&aacute; falaram que n&atilde;o apoiam. O candidato &eacute; do PMDB.<\/strong><\/div>\n<div>Sim, mas se a candidatura deles n&atilde;o decolar e a nossa estiver em me&shy;lhores condi&ccedil;&otilde;es, n&oacute;s queremos tencionar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel para que a candidatura seja nossa. Por&eacute;m, isso n&atilde;o significa fechar a quest&atilde;o, dizer que vai haver rompimento. N&atilde;o ha&shy;ve&shy;r&aacute; rompimento entre PT e PMDB. N&oacute;s estaremos juntos em 2014. Ou com a cabe&ccedil;a de chapa do PT ou com a cabe&ccedil;a de chapa do PMDB.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; A declara&ccedil;&atilde;o de Gomide vai radicalmente contra isso: &ldquo;N&oacute;s n&atilde;o temos compromisso com a alian&ccedil;a do PT com PMDB&rdquo;.<\/strong><\/div>\n<div>A declara&ccedil;&atilde;o do prefeito de An&aacute;polis foi clara. Ele falou que n&oacute;s precisamos manter a unidade da oposi&ccedil;&atilde;o para governar Goi&aacute;s. O PT precisa do PMDB.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Mas essa unidade n&atilde;o pode ser feita para o segundo turno? Por que n&atilde;o for&ccedil;ar um segundo turno com um PT com uma candidatura forte e o PMDB com uma candidatura forte?<\/strong><\/div>\n<div>Existem alguns que defendem esse cen&aacute;rio de sair tr&ecirc;s ou quatro candidaturas da oposi&ccedil;&atilde;o e, depois, unir no segundo turno. Eu sou contra, porque entendo que as diverg&ecirc;ncias de campanha se acentuam muito e geram um fator desaglutinador. N&oacute;s temos de dar uma demonstra&ccedil;&atilde;o de maturidade politica para unir as oposi&ccedil;&otilde;es e ir para o primeiro turno com as oposi&ccedil;&otilde;es unidas. Vamos trabalhar para isso.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Percebe-se claramente que h&aacute; dentro do PT um jogo, hoje, entre dois grupos. O grupo de Paulo Garcia e o grupo de Ant&ocirc;nio Gomide. O sr. percebe isso ou n&atilde;o?<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; S&oacute; complementando: o que a gente percebe &eacute; que a alternativa a Friboi, dentro desse grupo de Paulo Garcia, n&atilde;o &eacute; Ant&ocirc;nio Gomide, mas Iris Rezende. Ou seja, se Friboi n&atilde;o emplacar, n&atilde;o vir&aacute; um petista, mas Iris.<\/strong><\/div>\n<div>N&oacute;s estamos debatendo nossos nomes, sem rompimento. N&atilde;o queremos rompimento. O nome que tiver a melhor perspectiva eleitoral ser&aacute; o nome que n&oacute;s vamos apoiar. Ent&atilde;o, vamos estabelecer v&aacute;rios cen&aacute;rios: o cen&aacute;rio com Iris, o cen&aacute;rio com J&uacute;nior, o cen&aacute;rio com Go&shy;mide ou, talvez, com um nome que nem esteja a&iacute;. H&aacute; esse entendimento entre os partidos para manter a oposi&ccedil;&atilde;o unida. Entretanto, se n&oacute;s n&atilde;o tiv&eacute;ssemos a viabilidade de vencer as elei&ccedil;&otilde;es, n&oacute;s n&atilde;o estar&iacute;amos nessa articula&ccedil;&atilde;o intensa entre os partidos para indicar uma cabe&ccedil;a de chapa. Se n&oacute;s estamos fazendo isso &eacute; porque temos viabilidade para vencer as elei&ccedil;&otilde;es em Goi&aacute;s. As pesquisas mostram um desgaste muito grande de Marconi Perillo. H&aacute; uma recupera&ccedil;&atilde;o da imagem do governo &mdash; lenta, mas existe &mdash;, mas isso n&atilde;o sig&shy;nifica recupera&ccedil;&atilde;o da proje&ccedil;&atilde;o elei&shy;toral. Portanto, a perspectiva de elei&ccedil;&atilde;o de um nome da oposi&ccedil;&atilde;o &eacute; real.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Portanto, n&atilde;o h&aacute; uma contenda, hoje, na pol&iacute;tica dentro do PT, entre os grupos de Paulo e de Ant&ocirc;nio Gomide?<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o, o PT est&aacute; unido. N&oacute;s vamos trabalhar a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es. N&oacute;s queremos a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es, teremos de trabalhar para o PT manter sua unidade e vou fazer isso, como presidente do partido de Goi&acirc;nia.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos_2013\/images\/2010\/e1.jpg\" align=\"right\" alt=\"\" \/>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. falou algo interessante sobre a possibilidade de outro nome. Qual, por exemplo? O sr. acha que poderia ser Edward Madureira, ex-reitor da UFG?<\/strong><\/div>\n<div>Acho que &eacute; um bom nome. N&oacute;s temos v&aacute;rios nomes que podem vir a disputar. O momento &eacute; de estabelecer esses cen&aacute;rios e debater com eles em janeiro, fevereiro e at&eacute; in&iacute;cio de mar&ccedil;o. A&iacute;, n&oacute;s conseguiremos construir uma viabilidade real. At&eacute; l&aacute;, teremos um momento de muita efervesc&ecirc;ncia pol&iacute;tica, n&atilde;o dentro do PT apenas, mas no PMDB tamb&eacute;m. Voc&ecirc;s j&aacute; est&atilde;o vendo uma efervesc&ecirc;ncia no PMDB, como h&aacute; no PT. Isso &eacute; tradicional nos per&iacute;odos pr&eacute;-eleitorais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Pelo que eu percebo, o cen&aacute;rio mais aproximado ser&aacute; um candidato do PMDB, com um vice do PT e um senador do PMDB, embora a orienta&ccedil;&atilde;o nacional do PT seja para o partido eleger senadores.<\/strong><\/div>\n<div>Poderemos ter esse cen&aacute;rio ou outro, com governador do PT, vice de outro partido, um senador do PMDB; podemos ter outro ainda, com governador do PMDB, vice do PT e senador de outro partido. &Eacute; es&shy;se comparativo de cen&aacute;rios que te&shy;mos de trabalhar agora e ter a maturidade e a grandeza suficiente, assim como capacidade de articula&ccedil;&atilde;o, para, ao analisar os v&aacute;rios cen&aacute;rios, trabalhar a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es. Consegui&shy;re&shy;mos fazer isso, j&aacute; tivemos momentos piores. Acredito que n&oacute;s n&atilde;o cometeremos os mesmos erros de 2006, quando o PT lan&ccedil;ou candidatura pr&oacute;pria. Traba&shy;lha&shy;remos a exemplo de 2010. Na&shy;que&shy;le ano toda a m&iacute;dia, toda a im&shy;pren&shy;sa, os articuladores pol&iacute;ticos, apostavam em um rompimento do PT com o PMDB e mantivemos a alian&ccedil;a. E, com Iris Rezende, perdemos por 170 mil votos, menos de 2%.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Por isso mesmo que a imprensa fica em cima da oposi&ccedil;&atilde;o. O sr. acha que &eacute; persegui&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; que a oposi&ccedil;&atilde;o, com esse hist&oacute;rico de rompimento, est&aacute; sempre sendo surrada. Por isso o interesse da imprensa.<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; A hist&oacute;ria &eacute; que a imprensa ou qualquer um que analisar &mdash; e o pr&oacute;prio PT sabe disso &mdash; vai ver que o PMDB n&atilde;o ser&aacute; vice do PT. Essa possibilidade n&atilde;o existe. A possiblidade de ter um J&uacute;nior Friboi ou Iris Rezende, qualquer um, como vice do PT, n&atilde;o existe. O PMDB n&atilde;o aceita, pela tradi&ccedil;&atilde;o &mdash; podemos dizer at&eacute; pela arrog&acirc;ncia pol&iacute;tica, por ser o &ldquo;partid&atilde;o&rdquo;, o &ldquo;maior partido de Goi&aacute;s&rdquo;. A base peemedebista no interior, os prefeitos, os deputados n&atilde;o aceitam ser vice do PT. Ent&atilde;o, esse cen&aacute;rio estaria descartado. A partir da&iacute;, como o PT trabalhar&aacute; uma candidatura?<\/strong><\/div>\n<div>Em 2008 se dizia isso tamb&eacute;m, quando n&oacute;s quer&iacute;amos apoiar Iris Rezende. N&atilde;o fa&ccedil;a comparativos no PT com essa certeza. O PT &eacute; um partido que tem um debate pol&iacute;tico intenso dentro de suas inst&acirc;ncias. Temos um n&uacute;cleo, que &eacute; uma c&eacute;lula de nove filiados nos bairros, nos segmentos organizados; depois, diret&oacute;rios zonais por regi&atilde;o &mdash; s&atilde;o dez diret&oacute;rios regionais em Goi&acirc;nia; depois, temos o diret&oacute;rio municipal e ainda a plen&aacute;ria municipal. Mais ainda, depois temos um congresso municipal, que elege os delegados, pegando o voto de todos os filiados. N&oacute;s temos um processo de efervesc&ecirc;ncia. Por&shy;tanto, nenhuma decis&atilde;o no PT &eacute; tomada sem passar por essas inst&acirc;ncias. C&uacute;pula nenhuma do PT, sozinha, decide nada. Em 2008, quando da unidade do PT com o PMDB indicando Paulo Garcia como vice de Iris, todos afirmaram que n&oacute;s est&aacute;vamos blefando e quando n&oacute;s chamamos o voto deu um resultado de alian&ccedil;a. N&atilde;o subestime a democracia interna no PT. &Eacute; uma democracia interna que pulsa, que &eacute; viva.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Mas isso n&atilde;o &eacute; t&atilde;o verdade, pois, no Maranh&atilde;o, Lula impediu que o PT tivesse candidato, exatamente para n&atilde;o atrapalhar a elei&ccedil;&atilde;o de Roseana Sarney (PMDB).<\/strong><\/div>\n<div>Sim, mas houve um debate intenso no Maranh&atilde;o e uma decis&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o nacional de privilegiar uma unidade em torno da presidente Dilma que era sustentada por Jos&eacute; Sarney, que carregava o PMDB. Eu costumo dizer o seguinte: cada dia que passa, cada processo eleitoral, as elei&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m uma conota&ccedil;&atilde;o mais federalizada. Existe uma decis&atilde;o no debate, em torno do projeto nacional; fechado o projeto nacional, vem um debate nos Estados. Para consolidar um leque de possibilidades em torno do projeto nacional, h&aacute; concess&otilde;es nos Estados. No caso espec&iacute;fico do Maranh&atilde;o prevaleceu a federa&ccedil;&atilde;o, prevaleceu o debate nacional. Foi feita uma concess&atilde;o. L&aacute;, se n&atilde;o fosse feita a alian&ccedil;a com o PMDB, haveria interven&ccedil;&atilde;o. J&aacute; no caso espec&iacute;fico de Goi&aacute;s, n&oacute;s estamos seguindo o projeto nacional. Qual &eacute; o projeto nacional? Alian&ccedil;a com o PMDB. Por isso, quando voc&ecirc; insiste nessa tese de ruptura, eu lhe digo: n&oacute;s temos um aliado preferencial, que &eacute; o PMDB, que tem o vice da presidenta Dilma [Michel Temer] e seis minist&eacute;rios importantes; aqui, tem o vice do prefeito Paulo Garcia [Agenor Mariano]. Eu te digo: certamente n&oacute;s continuaremos unidos com o PMDB e vamos trabalhar a unidade das oposi&ccedil;&otilde;es em Goi&aacute;s.<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos_2013\/images\/2010\/e4.jpg\" width=\"100%\" alt=\"\" \/><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Deputado Luis Cesar Bueno fala ao Jornal Op&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Quem estabilizou a economia foi o governo do presidente Lula&rdquo;<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; O sr. explicitou a democracia interna do PT, o que &eacute; verdade, por&eacute;m a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; o PT. A quest&atilde;o &eacute; o PMDB. Ent&atilde;o, n&atilde;o existe um equil&iacute;brio nessa rela&ccedil;&atilde;o.<\/strong><\/div>\n<div>Mas o PMDB tamb&eacute;m segue orienta&ccedil;&otilde;es da dire&ccedil;&atilde;o nacional. Na composi&ccedil;&atilde;o nacional, o PT faz concess&otilde;es, mas o PMDB tamb&eacute;m faz concess&otilde;es. N&oacute;s pedimos concess&atilde;o ao PMDB para disputar as elei&ccedil;&otilde;es no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais. At&eacute; na diverg&ecirc;ncia h&aacute; um entendimento, &ldquo;olha, neste Estado aqui n&oacute;s vamos divergir&rdquo;. Por&eacute;m, h&aacute; um discurso federal. H&aacute; um discurso da Federa&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. mostra a cren&ccedil;a que Vanderlan Cardoso pode apoiar a candidatura do PT e do PMDB. Entretanto, o partido dele, o PSB, j&aacute; est&aacute; dando mostras de que ir&aacute; fazer interven&ccedil;&otilde;es em Estados onde o PSB se aliar&aacute; ao PMDB e ao PT.<\/strong><\/div>\n<div>&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil. Acredito que a candidatura do ex-prefeito do Senador Canedo Vanderlan Car&shy;doso &eacute; um projeto que vem de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo do Estado e que poderia estar conosco, mas tem esses limitadores. No Cear&aacute;, houve uma interven&ccedil;&atilde;o recente no PSB. &Eacute; esse o dado. Acredito que em Goi&aacute;s existe um sentimento muito grande de apresentar para um projeto alternativo ao Estado. Esse sentimento tamb&eacute;m envolve Vanderlan, n&oacute;s podemos estar dentro de uma a&ccedil;&atilde;o articulada.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;O projeto do PSDB&#8200;est&aacute; sucateado&rdquo;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; A candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE) preocupa o PT?<\/strong><\/div>\n<div>Preocupa. Toda candidatura que nos tire votos, principalmente em um Estado importante como Pernambuco, preocupa. Ser&aacute; uma campanha muito disputada. N&oacute;s temos de prestar contas de tr&ecirc;s mandatos. Estamos preparados para isso, porque o Brasil que n&oacute;s vivemos hoje &eacute; melhor do que o Brasil de 10, 12, 15 anos atr&aacute;s. &Eacute; esse debate que n&oacute;s faremos. N&oacute;s temos um segmento da juventude muito grande que nem votava quando o presidente Lula assumiu o governo. Ser&aacute; uma campanha onde o debate pol&iacute;tico tem de prevalecer. Dentro do PT eu tenho defendido a tese de que n&oacute;s temos que intensificar muito o processo de forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. N&oacute;s distribu&iacute;mos 1,5 milh&atilde;o bolsas de estudos do ProUni, onde pessoas que estavam fora do processo entraram atrav&eacute;s na universidade por meio do ProUni. A&iacute;, pergunta-se: essas bolsas de estudos geraram quantos ativistas pol&iacute;ticos de esquerda no movimento estudantil? N&oacute;s investimos na forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica desses novos estudantes, conseguimos fazer uma interlocu&ccedil;&atilde;o como se fazia antigamente nas universidades? N&atilde;o. O governo federal distribuiu mais de 2 mi&shy;lh&otilde;es de casas, construiu milhares de conjuntos habitacionais em to&shy;do o Brasil, com o programa Mi&shy;nha Casa Minha Vida, muito presente em Goi&aacute;s. Qualquer cidade a que voc&ecirc; for aqui tem um conjunto habitacional do Minha Casa Mi&shy;nha Vida. Pergunta-se: quantas as&shy;socia&ccedil;&otilde;es de moradores, de cunho ideol&oacute;gico e pol&iacute;tico-organizadas n&oacute;s conseguimos fazer? Muito pouco, quase nenhuma. A capacidade de organizar politicamente os beneficiados dos programas sociais do governo n&atilde;o foi muito intensa. Por isso, durante a campanha n&oacute;s deixaremos, na propaganda eleitoral, nos instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, muito claros os nossos programas e os programas do governo anterior. O retrato do Brasil de hoje e o retrato do Brasil de mais de uma d&eacute;cada atr&aacute;s.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; O sr. diz que os programas do governo federal t&ecirc;m que de ser instrumentalizados a favor do partido?<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o. N&oacute;s temos de discutir a forma&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica da nova classe m&eacute;dia. Esse debate est&aacute; sendo feito, porque a nova classe m&eacute;dia, que foi formada pelos programas sociais, com as conquistas do governo, foram as camadas que mais ascenderam socialmente e &eacute; a camada que mais faz oposi&ccedil;&atilde;o ao nosso governo. Eu acho que carece a&iacute;, n&atilde;o a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o e partidariza&ccedil;&atilde;o, mas o debate pol&iacute;tico, o debate dos programas do governo. O PT tem que investir na forma&ccedil;&atilde;o de seu eleitorado.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; &Eacute; verdade que o sr., mais o deputado estadual Francisco Gedda (PTN) e a deputada Iris Ara&uacute;jo (PMDB) foram at&eacute; a presidente Dilma para reclamar dos recursos que o governo federal estava mandando para o governo de Goi&aacute;s e de que isso estava atrapalhando os planos da oposi&ccedil;&atilde;o para as elei&ccedil;&otilde;es aqui?<\/strong><\/div>\n<div>Eu fui pedir recursos para Goi&aacute;s. Fui at&eacute; a ministra Ideli Salvatti [Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais] para pedir a retomada das obras do aeroporto de Goi&acirc;nia e a duplica&ccedil;&atilde;o da BR-060. O resto &eacute; boato e mentira.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; O sr. s&oacute; responde por si mesmo sobre essa hist&oacute;ria?<\/strong><\/div>\n<div>Sim, desconhe&ccedil;o essa hist&oacute;ria, &eacute; a primeira vez que estou ouvindo falar disso.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O governador Marconi Perillo, se vencer as elei&ccedil;&otilde;es, ficar&aacute; 16 anos no governo e passa a ser o governador que mais tempo ficou no poder. Em 1998, uma de suas principais bandeiras foi a cr&iacute;tica dos 16 anos de poder do PMDB.<\/strong>&nbsp;Mas, em 2014, tanto o tempo quanto o pr&oacute;prio caso Cachoeira ir&atilde;o contra ele. Qual desses dois fatores vai abalar mais a campanha de Marconi, que hoje lidera as pesquisas?<\/div>\n<div>Nenhum governador jamais conseguiu chegar a quatro mandatos. Nem Iris Rezende, nem Pedro Ludovico Teixeira. Ent&atilde;o, acredito que isso tamb&eacute;m n&atilde;o v&aacute; ocorrer com a atual gest&atilde;o. O que vai prevalecer ser&aacute; o debate de projetos. O Estado precisa reduzir a viol&ecirc;ncia e garantir a infraestrutura para que os investimentos ocorram. Hoje, se um empres&aacute;rio quiser investir em um empreendimento de grande monta ele n&atilde;o conseguir&aacute; nem a autoriza&ccedil;&atilde;o concernente &agrave; energia el&eacute;trica. Assim, o que enfraquecer&aacute; o governador ser&aacute; o debate de projetos. O projeto desenvolvido pelo PSDB est&aacute; sucateado e &eacute; necess&aacute;rio que a oposi&ccedil;&atilde;o ofere&ccedil;a um novo modelo de gest&atilde;o para ganhar as elei&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Mas por que, mesmo com todo esse desgaste, a figura do governador ainda aparece em primeiro nas pesquisas?<\/strong><\/div>\n<div>Ele est&aacute; com a m&aacute;quina do governo na m&atilde;o. Mas as pesquisas tamb&eacute;m mostram que a avali&ccedil;&atilde;o do governo n&atilde;o &eacute; positiva. &Eacute; o 17&deg; governador no ranking nacional. Em recente mat&eacute;ria publicada no jornal &ldquo;O Estado de S. Paulo&rdquo;, ele &eacute; apontado como um dos governadores na linha de risco.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; As pesquisas mostram que a popularidade do governador &eacute; ascendente e a rejei&ccedil;&atilde;o, decrescente.<\/strong><\/div>\n<div>A avalia&ccedil;&atilde;o do governo &eacute; ascendente. Agora, um governo que tem quase R$ 15 bilh&otilde;es, injetados pelo governo federal em curto prazo, para desenvolver a&ccedil;&otilde;es estruturantes, poderia ter uma desenvoltura muito superior &agrave; atual.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Mas o fato de a popularidade do governador estar crescendo, principalmente em Goi&acirc;nia, n&atilde;o preocupa a oposi&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/div>\n<div>Aqui voltamos &agrave; quest&atilde;o: quem tem a estrutura de governo tende sempre a estar na frente. O que deveria ser discutido &eacute; o fato de o ex-prefeito de Goi&acirc;nia Iris Re&shy;zende estar fora do governo e, em muitas pesquisas, aparecer quase na mesma linha do atual governador. Ent&atilde;o, h&aacute; uma contraposi&ccedil;&atilde;o. Um governador que gastou R$ 210 milh&otilde;es em 2013, apenas com m&iacute;dia, aparecer praticamente empatado com o ex-prefeito que est&aacute; fora de todas as estruturas do Estado h&aacute; mais de quatro anos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos_2013\/images\/2010\/e2.jpg\" align=\"left\" alt=\"\" \/>Frederico Vitor &mdash; Ao chegar mar&ccedil;o ou maio, se o PMDB comunicar ao PT que entende que J&uacute;nior Friboi &eacute; o melhor nome para ser governador de Goi&aacute;s. Hipoteticamente, se isso acontecer, o sr. avalia que o Friboi &eacute; o melhor nome, ele tem capacidade para ser governador de Goi&aacute;s?<\/strong><\/div>\n<div>Tem. Iris tem, tamb&eacute;m. Assim como Ant&ocirc;nio Gomide, Paulo Garcia. O que n&oacute;s precisamos &eacute; de maturidade suficiente para n&atilde;o construir a ruptura, mas sim a unidade. N&oacute;s vamos ter.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Voltando a uma preocupa&ccedil;&atilde;o que o sr. colocou nessa quest&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o, essa nova classe que surgiu &mdash; e eu concordo que h&aacute; uma ascens&atilde;o forte dessa classe&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>(interrompendo) Com o avan&ccedil;o do Pa&iacute;s, porque nas estruturas pol&iacute;ticas do passado quanto ao desenvolvimento econ&ocirc;mico, ela jamais teria essa ascens&atilde;o. A fam&iacute;lia que tinha um carro hoje tem tr&ecirc;s. A fam&iacute;lia que n&atilde;o tinha ne&shy;nhum, hoje tem um. Isso mostra poder de consumo. Praticamente todos tem acesso a habita&ccedil;&atilde;o, transporte, informa&ccedil;&atilde;o, ensino superior etc.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Elder Dias &mdash; Sim, mas tem uma quest&atilde;o fundamental que n&atilde;o foi trabalhada pelo PT e seria importante para influenciar diretamente essa classe que ascendeu. Uma coisa &eacute; ascens&atilde;o econ&ocirc;mico-social, outra &eacute; ascender como pessoa, quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o pessoal, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o houve, a meu ver, um tempo necess&aacute;rio para que essa classe ascendesse tamb&eacute;m dessa forma. A quest&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o ficou para tr&aacute;s, n&atilde;o evoluiu.<\/strong><\/div>\n<div>Na pr&aacute;tica, a esquerda abdicou do modelo marxista, de forma&ccedil;&atilde;o de quadros, e isso teve uma interfer&ecirc;ncia muito direta na interlocu&ccedil;&atilde;o da conscientiza&ccedil;&atilde;o desses segmentos intermedi&aacute;rios que formam opini&atilde;o nessa classe m&eacute;dia. Por outro lado, n&oacute;s n&atilde;o desenvolvemos um modelo chavista de comunica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; muito personalista. A propaganda chavista &eacute; um culto &agrave; personalidade. O PT desenvolveu um modelo republicano &mdash; alguns falam republicano ao extremo, haja vista, por exemplo, a rela&ccedil;&atilde;o com Goi&aacute;s. Marconi Perillo jamais poder&aacute; reclamar do governo do Partido dos Trabalha&shy;do&shy;res na rela&ccedil;&atilde;o com nosso Estado.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Mas isso n&atilde;o &eacute; vantagem, n&atilde;o. O&#8200;governo federal &eacute; de todos os Estados, n&atilde;o s&oacute; dos aliados.<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o. N&atilde;o. Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo com Marconi?<\/div>\n<div>Vamos comparar? Foram R$ 6 bilh&otilde;es para a Celg e a Celg continua ruim. Tem de salvar a Celg. Faltou energia no Centro na quarta-feira, 8; &agrave;s 2 da tarde, faltava energia l&aacute; e em outros barros de Goi&acirc;nia. No interior, o governo Marconi apanha por causa da Celg, porque o produtor de l&aacute; fica dois dias sem luz, tr&ecirc;s dias sem luz. O produtor perde o leite e n&atilde;o existe propaganda que mude essa imagem! (enf&aacute;tico) A Celg foi um problema no in&iacute;cio do governo Mar&shy;coni e vai ser um problema muito maior no final do governo dele.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; N&atilde;o estou entendendo: a Celg n&atilde;o est&aacute; sendo comandada pela Eletrobr&aacute;s?<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o. At&eacute; hoje o governo do Estado n&atilde;o transferiu a Celg para a Eletrobr&aacute;s. Tentou fazer, mas quando foi fazer, a m&eacute;dia salarial dos servidores da Celg estava acima da m&eacute;dia nacional. Foi solicitada, em cima de toda estrutura, um choque de gest&atilde;o para adequar a Celg ao sistema nacional el&eacute;trico nacional. Isso n&atilde;o foi feito at&eacute; hoje.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Mas o que est&aacute; fazendo aquele presidente [Leonardo Lins], ent&atilde;o? Ele veio para c&aacute; como representante da Eletrobr&aacute;s.<\/strong><\/div>\n<div>O acordo que foi feito, inicialmente, antes da transfer&ecirc;ncia, obrigava a Celg a ter uma gest&atilde;o profissionalizada. A indica&ccedil;&atilde;o da diretoria da empresa ficou por conta do governo de Goi&aacute;s, mas a Celg n&atilde;o est&aacute; com a Eletrobr&aacute;s.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; E agora? O que vai acontecer com a Celg?<\/strong><\/div>\n<div>Precisa de investimento. O governo do Marconi pegou R$ 6 bilh&otilde;es e n&atilde;o resolveu o problema e agora quer devolv&ecirc;-la, de novo. Quer vender, de novo, o problema. O governo federal n&atilde;o entra nesse problema mais. Ele que resolva o problema da Celg.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O problema da Celg &eacute; um problema do Marconi?<\/strong><\/div>\n<div><strong>&Eacute; do governo do Estado. Marconi est&aacute; tentando entregar a Celg. A nova jogada &eacute; valorizar a Celg. Como se valoriza uma empresa que tem apenas mais um ano de concess&atilde;o?<\/strong>&nbsp;Daqui um ano, sim, a concess&atilde;o do servi&ccedil;o de distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica acaba e n&atilde;o a Celg. A Celg fica por conta do governo, a concess&atilde;o volta para o governo federal. Essa &eacute; a quest&atilde;o.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. considera que as OSs, como est&atilde;o sendo implantadas em Goi&aacute;s, s&atilde;o uma forma de privatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de?<\/strong><\/div>\n<div>Da forma com que est&aacute; sendo feita, sim. As organiza&ccedil;&otilde;es sociais s&atilde;o entidades de direito privado. N&oacute;s comprovamos na Assembleia Legislativa, por meio de den&uacute;ncias e farta documenta&ccedil;&atilde;o, irregularidades na contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal, na lavanderia do Hospital de Urg&ecirc;ncias de Goi&acirc;nia (Hugo) &mdash; com superfaturamento em que a lavanderia gastava mais do que o setor de antibi&oacute;ticos. O modelo adotado aqui j&aacute; mostrou em outros Estados que n&atilde;o deu certo. O que &eacute; preciso ser feito na &aacute;rea da sa&uacute;de s&atilde;o investimentos nas unidades. N&atilde;o podemos mais conviver com a situa&ccedil;&atilde;o em que os prefeitos do Sudoeste goiano, do Norte, da Regi&atilde;o da Estrada de Ferro, do Vale do Araguaia tenham de fazer investimento n&atilde;o em sa&uacute;de, mas em ambul&acirc;ncias e casas de apoio, constantemente superlotando as unidades de Goi&acirc;nia com pacientes do interior. O que o governo estadual precisa fazer &eacute; cumprir o compromisso de campanha de construir os hospitais de urg&ecirc;ncia da regi&atilde;o Norte e da regi&atilde;o Nordeste, am&shy;pliar o atendimento na regi&atilde;o Sudoeste e nas demais regi&otilde;es do Estado. Ou seja, temos de atender o paciente em sua regi&atilde;o, sem traz&ecirc;-lo para Goi&acirc;nia. H&aacute; recursos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para isso. O que &eacute; preciso &eacute; ter vontade pol&iacute;tica para entender que sa&uacute;de &eacute; um instrumento p&uacute;blico de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, n&atilde;o privado. O governo federal n&atilde;o vai fazer investimento em unidades que s&atilde;o mantidas por organiza&ccedil;&otilde;es sociais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Mas o p&uacute;blico que busca os hospitais quer saber &eacute; se o atendimento &eacute; de boa ou m&aacute; qualidade. A oposi&ccedil;&atilde;o tem informa&ccedil;&otilde;es sobre se h&aacute; m&aacute; qualidade no atendimento nessas unidades em que agora est&atilde;o atuando as OSs?<\/strong><\/div>\n<div>A qualidade do atendimento no setor p&uacute;blico depende da motiva&ccedil;&atilde;o do pessoal. O servidor p&uacute;blico precisa ter um plano de carreira revitalizado e ter empolga&ccedil;&atilde;o para o trabalho. Quando o presidente Lula assumiu o governo havia d&eacute;cadas em que n&atilde;o havia concursos para o setor p&uacute;blico. A m&aacute;quina p&uacute;blica estava totalmente sucateada. Houve um investimento no aparelho do Estado pelos gestores e v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es de chefias e dire&ccedil;&atilde;o, que eram de cargo comissionado, passaram a ser de carreira. Em um Estado que enche a m&aacute;quina com servidores comissionados e terceiriza a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os por meio de contratos com OSs n&atilde;o vai ter, por parte do servidor p&uacute;blico da sa&uacute;de, uma motiva&ccedil;&atilde;o para o trabalho. Precisa&shy;mos profissionalizar o aparelho do Estado e faz&ecirc;-lo eficiente na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas na sa&uacute;de, mas em todas as &aacute;reas estrat&eacute;gicas. Esse conceito &mdash; que est&aacute; crescendo muito em Goi&aacute;s, como no debate para a privatiza&ccedil;&atilde;o da Ceasa [Centrais de Abaste&shy;cimento de Goi&aacute;s S\/A] &mdash; de que o Estado &eacute; ineficiente para conduzir a gest&atilde;o &eacute; um conceito atrasado, da d&eacute;cada de 80, da &eacute;poca do Consenso de Wa&shy;shin&shy;gton, da famigerada onda neoliberal que derrotou os governos tucanos no Brasil. O que se prega hoje &eacute; a efici&ecirc;ncia. A crise econ&ocirc;mica de 2008, quando o Estado norte-americano teve de investir na GM, na Chrysler e salvar outras grandes em&shy;presas do setor automobil&iacute;stico mostrou que o discurso neoliberal &eacute; um discurso falido. N&atilde;o vai ser o governo tucano de Goi&aacute;s que vai conseguir restabelecer esse debate. (enf&aacute;tico)<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos_2013\/images\/2010\/e3.jpg\" align=\"left\" alt=\"\" \/>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Vou citar alguns nomes para que o sr. analise: o atendimento no Hugo, no HGG [Hospital Geral de Goi&acirc;nia], no HDT [Hospital de Doen&ccedil;as Tropicais], no Materno-Infantil e no Crer [Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o e Readapta&ccedil;&atilde;o Dr. Henrique Santillo] s&atilde;o ruins?<\/strong><\/div>\n<div>Continua ineficiente. Houve uma redu&ccedil;&atilde;o da quantidade para melhor a qualidade. Isso faz com que se amplie o n&uacute;mero de exclu&iacute;dos do servi&ccedil;o de sa&uacute;de.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; E o atendimento nos Cais [centros de assist&ecirc;ncia integral a sa&uacute;de, administrados pela Prefeitura de Goi&acirc;nia] e Ciams [centros integrados de assist&ecirc;ncia municipal &agrave; sa&uacute;de], &eacute; bom?<\/strong><\/div>\n<div>O sr. poderia ir a um Cais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Fui ao da Serrinha [em frente ao campo do Goi&aacute;s], domingo passado, durante uma crise renal, e n&atilde;o tinha rem&eacute;dios nem ningu&eacute;m para me atender.<\/strong><\/div>\n<div>J&aacute; eu tenho tido boas informa&ccedil;&otilde;es, pelo que tenho perguntado &agrave;s pessoas. De forma geral, o atendimento nos Cais tem melhorado significativamente. Goi&acirc;nia tem sido um exemplo nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de nas &aacute;reas locais. E isso enfrentando todo o sucateamento da estrutura em fun&ccedil;&atilde;o de uma demanda que n&atilde;o &eacute; s&oacute; da capital, mas da regi&atilde;o metropolitana e do interior, com pacientes n&atilde;o conveniados, mas que Goi&acirc;nia tem de atender. Houve a&ccedil;&otilde;es importantes. Por exemplo, foram abertas 873 vagas para m&eacute;dicos; foi entregue uma unidade de pronto atendimento (UPA), no Jardim Itaipu; v&aacute;rias unidades est&atilde;o sendo constru&iacute;das nos bairros; h&aacute; um programa de atendimento localizado que est&aacute; sendo muito bem feito; a Maternidade Dona Iris tem cumprido seu papel; e a Prefeitura, visando fazer sua parte no tratamento de urg&ecirc;ncias, est&aacute; planejando implantar um hospital de urg&ecirc;ncias. Enfim, as a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de sa&uacute;de de Goi&acirc;nia melhoraram significativamente, apesar da explos&atilde;o da demanda e da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de atendimentos nas unidades do Estado.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Est&atilde;o dizendo que a viol&ecirc;ncia caiu em Goi&aacute;s. Isso procede?<\/strong><\/div>\n<div>Se caiu, n&atilde;o foi em Goi&aacute;s. Pelo menos, os &iacute;ndices mostram, isso sim, que houve uma explos&atilde;o da criminalidade. O n&uacute;mero de pessoas mortas por homic&iacute;dio em 2010 era inferior a mil. Segundo os dados apresentados &agrave; imprensa pela pr&oacute;pria Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, em 2013 foram 2.576 v&iacute;timas de homic&iacute;dio. Ou seja, mais do que dobrou o n&uacute;mero de 2010. Vou mostrar a gravidade: a popula&ccedil;&atilde;o de Ipiranga de Goi&aacute;s tem 2.844 habitantes; a popula&ccedil;&atilde;o de cidades como Panam&aacute;, C&oacute;rrego do Ouro, Buriti de Goi&aacute;s e Adel&acirc;ndia tem entre 2.400 e 2.600 habitantes. Isso significa que, se reunirmos todas as pessoas mortas por homic&iacute;dio,seria como dizimar, exterminar a popula&ccedil;&atilde;o de uma dessas cidades, tamanha a gravidade. As cidades goianas eram hospitaleiras, tranquilas, pacatas, no sentido da rela&ccedil;&atilde;o com a viol&ecirc;ncia e o crime. Hoje o crack est&aacute; presente em 205 das 246 cidades do Estado. Este governo do PSDB, que comanda o Estado de Goi&aacute;s, foi eleito com uma proposta muito consistente de reduzir a criminalidade, combater o tr&aacute;fico de drogas e instituir os chamados Credeqs [centros de refer&ecirc;ncia e excel&ecirc;ncia em depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica]. At&eacute; hoje isso n&atilde;o saiu do papel. Estamos muito preocupados e, por sucessivas vezes, usei a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar a explos&atilde;o dos &iacute;ndices de criminalidade no Estado. Todas as vezes que fomos &agrave; tribuna a bancada do PSDB acusava n&oacute;s, do PT e da esquerda, de estar fazendo o discurso de defesa dos direitos humanos. Sucessivas vezes usavam o chav&atilde;o de que &ldquo;bandido bom &eacute; bandido morto&rdquo;. A quest&atilde;o &eacute; que, lendo os &iacute;ndices, quem morre n&atilde;o s&atilde;o os bandidos, que continuam soltos. Quem est&aacute; morrendo s&atilde;o os filhos do povo, s&atilde;o jovens de 15 a 24 anos, s&atilde;o os filhos dos trabalhadores que est&atilde;o sendo v&iacute;timas dos homic&iacute;dios. &Eacute; uma a&ccedil;&atilde;o muito preocupante, que exige uma mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade para desenvolver uma campanha pela paz para reduzir os &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia. Outra quest&atilde;o &eacute; em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de furtos de ve&iacute;culos. Em 2013, foram 9.119 ve&iacute;culos furtados no Estado de Goi&aacute;s. Uma frota significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao total emplacado durante um ano. Isso reflete no valor dos seguros de ve&iacute;culos. Goi&aacute;s &eacute; um dos Estados onde o seguro &eacute; dos mais caros, justamente porque as seguradoras entendem que o Estado, principalmente a regi&atilde;o metropolitana, &eacute; uma &aacute;rea de alt&iacute;ssimo risco. A popula&ccedil;&atilde;o paga, no seguro, por essa falta de seguran&ccedil;a.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. fez bem em trabalhar com dados espec&iacute;ficos. Mas, por outro lado, se o sr. omitisse o nome do Es&shy;ta&shy;do, algu&eacute;m de Sergipe, ou do Ma&shy;ra&shy;nh&atilde;o, ou de S&atilde;o Paulo, ou da Ba&shy;hia, qualquer um desses poderia dizer que o sr. estaria se referindo ao Estado deles. Quando o mi&shy;nistro da Justi&ccedil;a [Jos&eacute; Eduardo Cardozo] vem a p&uacute;blico e fala que sua pasta errou ao n&atilde;o aplicar o su&shy;ficiente em pres&iacute;dios, o sr. n&atilde;o acha que est&aacute; fazendo uma cr&iacute;tica mais pol&iacute;tica do que independente?<\/strong><\/div>\n<div>O fato de certos Estados, como o Rio de Janeiro, que tem uma tradi&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica de figurar entre os que s&atilde;o mais violentos e de maior consumo de drogas n&atilde;o pode ser refer&ecirc;ncia para compara&ccedil;&atilde;o com Goi&aacute;s. &Eacute; algo muito diferente, existem alguns focos que precisam ser enfrentados. No ponto de vista da generalidade da a&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; viol&ecirc;ncia, os dados apresentados pela Secretaria Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Senasp) indicam que os investimentos sociais no Brasil, que reduziram significativamente a mis&eacute;ria e a fome e garantiram emprego e renda, deram tamb&eacute;m mais seguran&ccedil;a &agrave;s fam&iacute;lias. Milh&otilde;es de brasileiros ascenderam &agrave; classe m&eacute;dia e outros sa&iacute;ram da pobreza absoluta. Isso s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es que com certeza ajudaram a conter a viol&ecirc;ncia. &Eacute; bom observar que n&atilde;o estou fazendo de Goi&aacute;s uma ilha. Estamos integrados em um contexto, no qual somos um dos tr&ecirc;s ou quatro Estados em que a viol&ecirc;ncia mais cresceu. Isso precisa ser analisado e enfrentado, inclusive com apoio do governo federal. Alguns governadores e prefeitos solicitaram a presen&ccedil;a da For&ccedil;a Nacional de Seguran&ccedil;a. Por aqui, ela foi chamada para fazer a conclus&atilde;o de alguns inqu&eacute;ritos na &aacute;rea da Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria, o que est&aacute; sendo realizado com efici&ecirc;ncia. Quando explodiu a onda de crimes no Entorno do DF, a For&ccedil;a Nacional foi chamada e fez um bom trabalho. &Eacute; importante ressaltar que o governo federal &eacute; um parceiro e n&atilde;o um competidor na hora de tratar as quest&otilde;es da seguran&ccedil;a p&uacute;blica. &Eacute; preciso entender isso, que a responsabilidade na quest&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica &eacute; dividida e o governo federal tem garantido o apoio necess&aacute;rio. Vamos lembrar que o atual governo do Estado devolveu recursos para construir nove pres&iacute;dios. Esses recursos tinham vindo em 2009 e eu fui relator desse processo. O pr&oacute;prio Tribunal de Justi&ccedil;a chegou a questionar o porqu&ecirc; estariam devolvendo esses recursos federais. A concep&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica no Brasil foi mal elaborada na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Os pa&iacute;ses desenvolvidos municipalizaram a &aacute;rea. Nos Estados Unidos, o xerife e o juiz s&atilde;o eleitos juntamente com o prefeito. Se a seguran&ccedil;a p&uacute;blica vai mal, o prefeito n&atilde;o &eacute; reeleito, n&atilde;o ganha elei&ccedil;&atilde;o. Na Europa h&aacute; os comissariados de pol&iacute;cia local. Ent&atilde;o, a popula&ccedil;&atilde;o participa do processo de seguran&ccedil;a p&uacute;blica localmente, com a&ccedil;&otilde;es do prefeito. Aqui no Brasil, se tiv&eacute;ssemos feito constitucionalmente a unifica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias, civil e militar, e a municipaliza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica, n&atilde;o ter&iacute;amos uma viol&ecirc;ncia t&atilde;o desencadeada como a de hoje. O policial tem de ficar junto &agrave; sua comunidade.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; O ex-presidente Lula disse uma vez que n&atilde;o iria construir pres&iacute;dios, mas escolas, como se uma coisa eliminasse a outra. Uma vis&atilde;o tacanha.<\/strong><\/div>\n<div>O governo federal n&atilde;o constr&oacute;i pres&iacute;dios. Ele faz conv&ecirc;nios, repassa o dinheiro aos Estados e estes constroem. Os pres&iacute;dios federais de seguran&ccedil;a m&aacute;xima sob administra&ccedil;&atilde;o do governo federal est&atilde;o todos eles s&oacute;lidos e em funcionamento. O que n&atilde;o pode acontecer &eacute; enviar recursos e os Estados n&atilde;o conseguirem desenvolver projetos e devolver. Isso infelizmente aconteceu em Goi&aacute;s e tamb&eacute;m em outros Estados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Estranhamente, a aten&ccedil;&atilde;o do governo federal para os pres&iacute;dios s&oacute; foi despertada a partir do momento em que petistas foram para a cadeia.<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o &eacute; verdade, isso sempre foi denunciado pelas entidades. A situa&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria no Brasil &eacute; muito ruim, um problema hist&oacute;rico. Nosso principal pres&iacute;dio [Complexo Prisional Odenir Guimar&atilde;es, antigo Cepaigo] foi constru&iacute;do ainda pelo governador Mauro Borges, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 60. Agora, como existe uma onda de privatiza&ccedil;&atilde;o em Goi&aacute;s, fala-se tamb&eacute;m em fazer isso no sistema prisional, no cuidado aos presos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;Nosso plano econ&ocirc;mico para o Pa&iacute;s &eacute; muito bom&rdquo;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. &eacute; contra essa privatiza&ccedil;&atilde;o dos pres&iacute;dios?<\/strong><\/div>\n<div>N&atilde;o sou contra privatiza&ccedil;&atilde;o alguma &mdash; desde que haja contrapartida da iniciativa privada. Sou a favor da entrega da concess&atilde;o. Se a iniciativa privada tirar recursos de seu caixa e construir os pres&iacute;dios com recursos pr&oacute;prios, acho que fica at&eacute; mais barato fazer a manuten&ccedil;&atilde;o por consumo per capita do preso. O que n&atilde;o pode acontecer &eacute; como est&aacute; programado pela Agetop [Ag&ecirc;ncia Goiana de Transportes e Obras] com a privatiza&ccedil;&atilde;o das rodovias estaduais. Elas estavam abandonadas e esburacadas e a presidenta Dilma Rousseff liberou para o governador as recuperar. Depois que as rodovias foram totalmente reconstru&iacute;das, falam em privatiza&ccedil;&atilde;o pagando ped&aacute;gio de 8 reais em cada trecho de 50 quil&ocirc;metros. Quem n&atilde;o quer um neg&oacute;cio desses, se &eacute; s&oacute; colocar um guich&ecirc; no in&iacute;cio do trecho e cobrar? Quanto de investimento dessa empresa houve na recupera&ccedil;&atilde;o daquela rodovia? Zero. A&iacute; n&atilde;o &eacute; privatiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; entrega da concess&atilde;o, mas, sim, uma parceria totalmente desproporcional para o poder p&uacute;blico. &Eacute; bem diferente do que a presidenta Dilma est&aacute; fazendo, em que a iniciativa privada ter&aacute; de investir bilh&otilde;es de reais na duplica&ccedil;&atilde;o e na extens&atilde;o da malha rodovi&aacute;ria para, na sequ&ecirc;ncia, em 15, 20, 25 anos, cobrar o que foi investido. &Eacute; a forma que est&aacute; sendo feita nos aeroportos e nos portos, onde h&aacute; um investimento pesado da iniciativa privada com o consequente retorno em forma de pagamento do ped&aacute;gio. &Eacute; bom ressaltar que o processo assim desenvolvido n&atilde;o &eacute; privatiza&ccedil;&atilde;o, mas uma concess&atilde;o do servi&ccedil;o. Mas h&aacute; alguns setores para os quais n&atilde;o h&aacute; nem essa possibilidade: eu acho que o poder p&uacute;blico tem de assumir sa&uacute;de, seguran&ccedil;a e educa&ccedil;&atilde;o. Imagine se come&ccedil;assem a privatizar as escolas estaduais, ou os hospitais p&uacute;blicos, como o governo de Goi&aacute;s est&aacute; fazendo. Na Bahia, o governo &eacute; do meu partido, mas sou contra o processo que est&atilde;o fazendo de transfer&ecirc;ncia da sa&uacute;de para as OSs [organiza&ccedil;&otilde;es sociais]. Sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a e seguran&ccedil;a nacional s&atilde;o instrumentos estrat&eacute;gicos do aparelho do Estado que, pelo bem dele pr&oacute;prio, n&atilde;o devem ser repassados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Frederico Vitor &mdash; Continuando a falar de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, no Brasil, em 2013, foram registrados 54 mil homic&iacute;dios, n&uacute;meros de guerra&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>Quase 3 mil s&oacute; em Goi&aacute;s.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Frederico Vitor &mdash; Exatamente. Fala-se sempre na quest&atilde;o de unifica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias. De que forma isso pode ocorrer e como pode ser redefinido o papel da seguran&ccedil;a p&uacute;blica no Brasil?<\/strong><\/div>\n<div>Vou ampliar sua linha de racioc&iacute;nio, em fun&ccedil;&atilde;o do papel do Congresso Nacional, tamb&eacute;m. A Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira foi elaborada para servir a um governo parlamentarista. Posteriormente, houve um plebiscito [em 1993] e o resultado vitorioso foi pelo governo presidencialista. Com isso, houve uma desestrutura&ccedil;&atilde;o do nosso texto constitucional. Com a aus&ecirc;ncia de um regime parlamentarista e uma Cons&shy;titui&ccedil;&atilde;o fr&aacute;gil, n&atilde;o conseguimos avan&ccedil;ar nas reformas. &Eacute; inadmiss&iacute;vel, por exemplo, que n&atilde;o haja uma reforma tribut&aacute;ria diante do n&uacute;mero expressivo de tributos que se cobra hoje. Vi com bons olhos as manifesta&ccedil;&otilde;es de junho. O povo foi &agrave;s ruas pedir melhor qualidade dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Ningu&eacute;m pediu melhor qualidade de vida, mais empregos, melhor sal&aacute;rio ou o fim da mis&eacute;ria. Basicamente, exigiram um basta &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o e a melhoria na qualidade dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos. Para melhor&aacute;-los, especificamente no caso da seguran&ccedil;a p&uacute;blica, &eacute; preciso fazer reformas estruturais: &eacute; preciso discutir a unifica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias e a municipaliza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, por exemplo. O presidente Lula enviou ao Congresso, em 2009, o projeto de reforma tribut&aacute;ria e o de reforma pol&iacute;tica. Tanto um como o outro ficaram presos no Congresso at&eacute; hoje, n&atilde;o andam. O que precisamos, em minha opini&atilde;o, &eacute; de um Congresso espec&iacute;fico para fazer uma revis&atilde;o do texto constitucional. N&atilde;o d&aacute; mais para ter o sistema de seguran&ccedil;a p&uacute;blica com as leis que a&iacute; est&atilde;o, principalmente em quest&otilde;es como a maioridade penal, menoridade, o calend&aacute;rio dos tempos de pris&atilde;o etc. Da mesma forma, n&atilde;o d&aacute; para ter um sistema tribut&aacute;rio com 32 tipos de impostos. Para mim, seriam necess&aacute;rios apenas tr&ecirc;s tipos para um pa&iacute;s: um imposto sobre a renda, para a Uni&atilde;o; um sobre o consumo, para o Estado; e um sobre a propriedade, para o munic&iacute;pio. N&atilde;o precisaria de mais nada, s&oacute; isso. A&iacute; o que ir&iacute;amos discutir seria a forma de distribui&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o d&aacute; para ir de novo para uma campanha pol&iacute;tica &mdash; para eleger presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais &mdash; em que o poder determinante de novo ser&aacute; o econ&ocirc;mico. Precisamos de financiamento p&uacute;blico de campanha urgente, com voto em lista, discutindo se ser&aacute; um voto em lista misto ou fechado. O Pa&iacute;s precisa das reformas, daquelas reformas pelas quais o povo foi &agrave;s ruas ainda no governo Jo&atilde;o Goulart [d&eacute;cada de 60], na &eacute;poca das Diretas J&aacute; [d&eacute;cada de 80], na constru&ccedil;&atilde;o de uma Constitui&ccedil;&atilde;o parlamentarista &mdash; e vivemos em um presidencialismo. Eu esperava que o Congresso Nacional, ouvindo as vozes das ruas de junho, se atentasse aos projetos que o presidente Lula e a presidenta Dilma j&aacute; colocaram na pauta do Congresso, mas que nunca saem de l&aacute;! (enf&aacute;tico)<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Mas o governo tem um &ldquo;trator&rdquo; no Congresso&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>O PT n&atilde;o tem maioria ideol&oacute;gica no Congresso, ao contr&aacute;rio do governo Fernando Henrique Cardoso, que tinha. O conceito republicano e de forma&ccedil;&atilde;o de governo de coaliz&atilde;o, desenvolvido tanto pelo presidente Lula como pela presidenta Dilma, &eacute; muito mais amplo que o de FHC. Jos&eacute; Sarney [presidente entre 1985 e 1990], por exemplo, fez o Plano Cruzado, que durou um ano e elegeu 26 governadores; FHC [presidente entre 1995 e 2002] fez o Plano Real, que elegeu 19 governadores. Nosso plano econ&ocirc;mico, em vigor, &eacute; muito superior, mas nunca o usamos politicamente e nunca conseguimos eleger mais do que cinco governadores. Isso &eacute; muito debatido no PT, ainda n&atilde;o soubemos capitalizar esse resultado.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cezar Santos &mdash; Mas o Plano Real n&atilde;o tem influ&ecirc;ncia na economia atual?<\/strong><\/div>\n<div>No fim do governo FHC a infla&ccedil;&atilde;o era alt&iacute;ssima. Quem a estabilizou foi o governo do presidente Lula, por meio de pol&iacute;ticas r&iacute;gidas baseadas em uma &acirc;ncora cambial desenvolvida pelo ent&atilde;o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ent&atilde;o ministro da Economia, Antonio Palocci.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; Ent&atilde;o temos de rever a hist&oacute;ria, n&atilde;o foi Fernando Henrique Cardoso quem controlou a infla&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/div>\n<div>Fernando Henrique estabeleceu as linhas para o Plano Real, mas n&atilde;o conseguiu conduzi-las. Houve uma estabilidade no come&ccedil;o, mas posteriormente, no &uacute;ltimo ano, ele entregou com 27% de infla&ccedil;&atilde;o ao ano. Com o governo do PT, chegamos a ter infla&ccedil;&atilde;o de 2% ao ano e depois nunca chegou a mais do que 6%.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. omite uma informa&ccedil;&atilde;o, a de que o PT, apesar de n&atilde;o eleger governadores nos Estados, fez um pacto faustiano com algumas elites estaduais &mdash; a fam&iacute;lia Sarney no Maranh&atilde;o, J&aacute;der Barbalho (PMDB) no Par&aacute;, Renan Calheiros (PMDB) em Alagoas &mdash;, com o argumento da governabilidade. Setores do PT t&ecirc;m criticado sempre isso, de forma veemente.<\/strong><\/div>\n<div>&Eacute; por isso que as reformas est&atilde;o travadas no Congresso Nacional. &Eacute; por isso que n&atilde;o temos reforma pol&iacute;tica nem eleitoral nem tribut&aacute;ria nem do sistema prisional nem qualquer outra. &Eacute; o pre&ccedil;o que estamos pagando, em 12 anos de governo, com uma governabilidade muito ampla com setores muito conservadores. Isso foi o que levou a popula&ccedil;&atilde;o &agrave;s ruas, em junho. A presidenta Dilma tentou retomar as r&eacute;deas depois dessas manifesta&ccedil;&otilde;es, encaminhando v&aacute;rias medidas ao Con&shy;gresso, entre elas a da reforma pol&iacute;tica, o que n&atilde;o avan&ccedil;ou. Tenta&shy;mos at&eacute; o &uacute;ltimo minuto fazer a reforma pol&iacute;tica, por meio de um Congresso Constituinte espec&iacute;fico ou uma reforma eleitoral mais ampla, mas n&atilde;o conseguimos. N&atilde;o conseguimos porque temos um Congresso conservador, que n&atilde;o quer as mu&shy;dan&shy;&ccedil;as. A Lei de Licita&ccedil;&otilde;es &eacute; t&atilde;o ul&shy;tra&shy;passada que, se o presidente Jus&shy;celino Kubitschek fosse construir Bras&iacute;lia hoje jamais o faria em quatro anos. Talvez n&atilde;o fizesse nem o projeto nesse tempo. (risos) Pre&shy;ci&shy;sa&shy;mos agilizar as estruturas do Estado e, para isso, precisamos de um novo texto constitucional. Ent&atilde;o, o pre&ccedil;o dessas alian&ccedil;as que o PT tem feito est&aacute; realmente muito alto.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O fil&oacute;sofo Marcos Nobre e o soci&oacute;logo Francisco de Oliveira disseram que o PT est&aacute; repetindo a pol&iacute;tica de FHC, mas est&aacute; colocando na cabe&ccedil;a das pessoas que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer outra pol&iacute;tica. Oliveira diz que o PT passa a ser uma esp&eacute;cie de gerente do capitalismo, com o dominado fazendo o jogo do dominante.<\/strong><\/div>\n<div>N&oacute;s vivemos em um pa&iacute;s capitalista e n&atilde;o estamos em transi&ccedil;&atilde;o para qualquer outro modelo ut&oacute;pico. O Partido dos Trabalhadores n&atilde;o assumiu a gest&atilde;o para conduzir ao socialismo, mas para garantir uma melhor qualidade de vida, uma melhor renda, trabalho, desenvolvimento. Se formos analisar o manifesto de funda&ccedil;&atilde;o do PT, todas as nossas bandeiras hist&oacute;ricas que sempre defendemos conseguimos cumprir &mdash; na educa&ccedil;&atilde;o superior e na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, na &aacute;rea social, na estabilidade econ&ocirc;mica do Pa&iacute;s, na soberania nacional. Nunca tivemos um pa&iacute;s t&atilde;o soberano como agora. O PT cumpriu seu papel hist&oacute;rico. Do ponto de vista de conduzir a sociedade a um est&aacute;gio mais ut&oacute;pico, mais desenvolvido, houve uma crise do marxismo e do socialismo real, com a queda do Leste europeu. A pr&oacute;pria esquerda mundial n&atilde;o tem um modelo, hoje. O PT &eacute; um coadjuvante da formula&ccedil;&atilde;o de um novo projeto na Am&eacute;rica Latina, que tem o Brasil como expoente. Isso ainda est&aacute; em gesta&ccedil;&atilde;o. Hugo Ch&aacute;vez tentou na Venezuela, Evo Morales na Bol&iacute;via etc. Com a queda do Leste europeu n&atilde;o d&aacute; para fazer um discurso ideol&oacute;gico sobre modelo de sociedade. O real &eacute; o que vivemos no capitalismo. E o PT de um pa&iacute;s capitalista como o Brasil, vai procurar, dentro de suas estruturas cumprir seu programa, para fortalecer a democracia, o estado democr&aacute;tico de direito e propiciar &agrave;s pessoas uma melhor qualidade de vida. Se enveredarmos por esse debate &mdash; e aqui relembro Norberto Bobbio [fil&oacute;sofo italiano] em &ldquo;O Futuro da De&shy;mocracia&rdquo;&mdash;, estaremos trabalhando a&ccedil;&otilde;es de enfraquecimento do sistema democr&aacute;tico e do poder real de conduzir o real que existe, que &eacute; um governo de um pa&iacute;s capitalista.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Euler de Fran&ccedil;a Bel&eacute;m &mdash; O sr. falou sobre a quest&atilde;o da Ceasa. O que h&aacute; exatamente com a Ceasa?<\/strong><\/div>\n<div>A Ceasa era uma empresa do governo federal, com a extinta Cobal. Posteriormente, a Cobal virou a Conab. Nesse processo de transfer&ecirc;ncia de Cobal para Conab, houve um pedido do governo de Goi&aacute;s para ter o controle da Ceasa. Como naquela &eacute;poca viv&iacute;amos a onda neolibera<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Um dos maiores articulares dos quadros do PT goiano e tamb&eacute;m um dos maiores opositores ao governo de Marconi Perillo (PSDB), o deputado Luis Cesar [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":27736,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27735"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}