﻿{"id":26991,"date":"2013-05-28T00:00:00","date_gmt":"2013-05-28T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/a-influencia-das-redes-sociais\/"},"modified":"2013-05-28T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-28T03:00:00","slug":"a-influencia-das-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/a-influencia-das-redes-sociais\/","title":{"rendered":"A influ\u00eancia das redes sociais"},"content":{"rendered":"<p>Com o objetivo de ter maior aproxima&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o, expor suas  atividades, opini&otilde;es e debates, os pol&iacute;ticos utilizam cada vez mais as  redes sociais. Nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014 a influ&ecirc;ncia das redes para os  eleitores ser&aacute; bem maior, j&aacute; que o total de usu&aacute;rios segue um tend&ecirc;ncia  constante de crescimento. De ano para ano o crescimento &eacute; de  aproximadamente 15%.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisa do IBOPE em mar&ccedil;o deste ano, j&aacute;  ultrapassaram no Brasil 46 milh&otilde;es de usu&aacute;rios de redes sociais em um  total de 5,5 milh&otilde;es de usu&aacute;rios de internet.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o basta apenas ter um perfil nas redes sociais, pois s&atilde;o  apenas ferramentas. &Eacute; o que diz o consultor pol&iacute;tico e especialista em  marketing pol&iacute;tico e eleitoral, Leopoldo Veiga Jardim. Ele explica que o  grande resultado para se obter resultado n&atilde;o est&aacute; nas ferramentas e sim  na estrat&eacute;gia utilizada para que o amigo virtual torne-se de fato um  eleitor real. &quot;O grande segredo est&aacute; em gerar v&iacute;nculos, relacionamentos e  para isso um plano estrat&eacute;gico deve ser elaborado por um profissional,  que al&eacute;m de comandar a campanha digital, deve estar diretamente ligado &agrave;  campanha tradicional n&atilde;o deixando a campanha &quot;off&quot; em desarmonia com a  campanha &quot;on&quot;, explica o consultor pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Em compara&ccedil;&atilde;o as elei&ccedil;&otilde;es para governo em 2010, Leopoldo  afirma que o acesso a redes sociais atrav&eacute;s dos dispositivos m&oacute;veis  aumentou consideravelmente. &quot;Em 2010 t&iacute;nhamos o Orkut ainda como a  principal rede social do Pa&iacute;s e o Facebook e Twitter em crescimento.  Hoje o Facebook &eacute; a maior rede social no Brasil e possui v&aacute;rias  ferramentas interessantes que podem aproximar ainda mais o postulante a  cargo pol&iacute;tico do seu eleitor&quot;, afirma.<\/p>\n<p>Ainda em rela&ccedil;&atilde;o as campanhas de 2010, Leopoldo refor&ccedil;a que  v&aacute;rias campanhas majorit&aacute;rias utilizaram estrat&eacute;gias em suas redes  sociais, mas nenhuma teve uma repercuss&atilde;o que merecesse destaque, pois  as ferramentas eram novas e as estrat&eacute;gias de amplia&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncia e a  capitaliza&ccedil;&atilde;o de resultados n&atilde;o foram determinantes para nenhuma  vit&oacute;ria no pa&iacute;s. &quot;Hoje a realidade &eacute; diferente, pois o acesso &agrave; internet  r&aacute;pida no Brasil e os &quot;mobiles&quot; ganharam muito espa&ccedil;o. Acredito que em  2014 ser&aacute; um pouco diferente, pois a maioria dos brasileiros j&aacute; possuem  acesso &agrave; internet e j&aacute; se relacionam nas redes sociais&quot;, completa  Leopoldo.<\/p>\n<p>Para obter resultado efetivo e real, o consultor esclarece que  &eacute; fundamental, al&eacute;m de ter um planejamento estrat&eacute;gico, que as pessoas  sejam capacitadas e treinadas para criar uma grande rede de  relacionamento e de confian&ccedil;a. Ele acrescenta ainda que &eacute; poss&iacute;vel  mensurar e monitorar todo o trabalho diariamente durante o processo  eleitoral.<\/p>\n<p>Quanto aos principais cuidados ao trabalhar campanhas em redes  sociais, o consultor ressalta import&acirc;ncia em saber o que, como e quem  responder. &quot;Muitas campanhas perdem o foco estrat&eacute;gico quando gastam  muito tempo respondendo ataques ou agress&otilde;es que n&atilde;o tiveram nenhuma  repercuss&atilde;o al&eacute;m das pr&oacute;prias milit&acirc;ncias. A campanha virtual n&atilde;o &eacute;  feita para a equipe do candidato e sim para o &quot;amigo virtual indeciso&quot;  que poder&aacute; se tornar um eleitor real&quot;, afirma. Outro cuidado, segundo  Leopoldo, &eacute; tratar o amigo virtual em primeira pessoa e de forma direta,  j&aacute; que a comunica&ccedil;&atilde;o digital pretende encurtar as dist&acirc;ncias.<\/p>\n<p>Os usu&aacute;rios tamb&eacute;m devem ficar atentos na hora de seguir os  candidatos nas redes sociais. Para o soci&oacute;logo Flavio Sofiatti, os  seguidores dos pol&iacute;ticos devem ter o cuidado com as propagandas  enganosas nas &eacute;poca de elei&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o inevit&aacute;veis como em outras  m&iacute;dias. J&aacute; no exerc&iacute;cio de mandato, o soci&oacute;logo acredita que &eacute;  importante o uso das redes para informa&ccedil;&otilde;es referentes a presta&ccedil;&atilde;o de  contas e principalmente suas posi&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas. &quot;&Eacute; fundamental que os  pol&iacute;ticos aproveitem esse espa&ccedil;o para deixar evidente a sua posi&ccedil;&atilde;o e  defender projetos ou opini&otilde;es em temas pol&ecirc;micos&quot; acrescenta o  soci&oacute;logo.<\/p>\n<p>O publicit&aacute;rio e especialista em social media, Jo&atilde;o Ricardo  Matias, tamb&eacute;m considera as redes sociais como forma eficiente de  aproximar os pol&iacute;ticos dos eleitores. &quot;Se bem usado, esse debate  &quot;click-a-click&quot; pode influenciar desde a percep&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio eleitoral,  at&eacute; a forma como ser&atilde;o apresentadas as propostas de governo,  modificando eventualmente at&eacute; o pr&oacute;prio discurso do programa de TV&quot;,  afirma. Ele acredita que o eleitor que n&atilde;o gosta do hor&aacute;rio pol&iacute;tico na  TV, pode ser atra&iacute;do e inserido no debate nas redes sociais.<\/p>\n<p>Para Jo&atilde;o Ricardo, duas mudan&ccedil;as significativas acontecer&atilde;o em  2014: o uso maci&ccedil;o das redes sociais por parte dos candidatos, com  perfis bem definidos, e um maior n&uacute;mero de profissionais qualificados e  preparados para gerenciar equipes e departamentos que ser&atilde;o incorporados  na campanha pol&iacute;tica.&nbsp;<\/p>\n<p>Conectados<\/p>\n<p>Cerca de 80% dos membros do Executivo e Legislativo possuem um  perfil com seu nome nas redes. Entre os perfis de pol&iacute;ticos goianos  mais influentes no Twitter e Facebook est&atilde;o: o deputado federal Ronaldo  Caiado (DEM); senadora L&uacute;cia V&acirc;nia (PSDB); prefeito Paulo Garcia (PT);  vereador Djalma Araujo (PT); deputado estadual Mauro Rubem (PT);  deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) e vereador Virmondes Cruvinel  (PSD).<\/p>\n<p>O ex-governador paulista Jos&eacute; Serra (PSDB), um dos primeiros a  se lan&ccedil;ar na rede, formalizou sua pr&eacute;-candidatura a prefeito de S&atilde;o  Paulo em 2012 pelo microblog. Serra foi amplamente retuitado e ganhou  destaque na TV e jornais do dia seguinte. Jos&eacute; Serra tem mais de um  milh&atilde;o de seguidores em seu perfil no Twitter.<\/p>\n<p>O prefeito de Goi&acirc;nia Paulo Garcia (PT), j&aacute; utiliza o Twitter  h&aacute; quase quatro anos. Paulo tem mais de dez mil seguidores e faz quest&atilde;o  de ele mesmo movimentar a p&aacute;gina com a divulga&ccedil;&atilde;o de seus projetos,  andamento de obras da prefeitura, respostas a popula&ccedil;&atilde;o e opini&otilde;es.  &quot;Alguns me criticam por ser direto neste espa&ccedil;o. S&atilde;o daqueles que  preferem usar terceiros e se ocultar&quot;, tuitou o prefeito recentemente.<\/p>\n<p>&quot;Sempre gostei de novas tecnologias. &Eacute; um h&aacute;bito que tenho  antes mesmo de me tornar prefeito. Uso o Twitter para me comunicar com  toda a rede e o Facebook para manter contato com os amigos. Recebo  sugest&otilde;es, solicita&ccedil;&otilde;es e cr&iacute;ticas dos meus seguidores e fa&ccedil;o quest&atilde;o de  respond&ecirc;-los. &Eacute; uma ferramenta muito importante, n&atilde;o tem como n&atilde;o estar  conectado&quot;, afirma Paulo.<\/p>\n<p>O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) tamb&eacute;m &eacute; inteirado na  rede. O l&iacute;der do Democratas tem mais de 23 mil seguidores no Twitter e  mais de mil no Facebook. O deputado divulga e defende projetos,  informa&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es, al&eacute;m de participar de debates com seus  seguidores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de ter maior aproxima&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o, expor suas atividades, opini&otilde;es e debates, os pol&iacute;ticos utilizam cada vez mais as redes sociais. 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