﻿{"id":26789,"date":"2011-06-20T00:00:00","date_gmt":"2011-06-20T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/na-assembleia-mais-uma-cpi\/"},"modified":"2011-06-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-20T03:00:00","slug":"na-assembleia-mais-uma-cpi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/na-assembleia-mais-uma-cpi\/","title":{"rendered":"Na Assembleia, mais uma CPI&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<span style=\"color: rgb(102, 102, 102); font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 18px;\">Foi grande a movimenta&ccedil;&atilde;o na Assembleia Legislativa semana passada. Na mira das pol&ecirc;micas, a mais nova CPI criada para investigar as rela&ccedil;&otilde;es do governo do Estado e prefeituras com os esquemas comandados por Carlinhos Ca&shy;choeira e denunciado pela O&shy;pera&ccedil;&atilde;o Monte Carlo, da Po&shy;l&iacute;&shy;cia Federal (PF). A nova comiss&atilde;o, por&eacute;m, j&aacute; nasce enfraquecida pelo hist&oacute;rico recente de CPIs (veja o quadro), que n&atilde;o apresentaram desdobramentos pr&aacute;ticos e geralmente se deixam influenciar pela briga pol&iacute;tica do parlamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 15px 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 18px;\">Isso &eacute; bem exemplificado j&aacute; nas primeiras reclama&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas da oposi&ccedil;&atilde;o, que teme ficar de coadjuvante durante as investiga&ccedil;&otilde;es. Na semana passada, durante os debates, membros oposicionistas acusaram a base governista de querer desviar o foco da CPI para investigar somente os contratos da construtora Delta &ndash; onde Ca&shy;cho&shy;ei&shy;ra tinha influencia &ndash; com as prefeituras de Goi&acirc;nia e A&shy;n&aacute;&shy;polis, comandadas pelo PT, e de Aparecida de Goi&acirc;nia e Ca&shy;ta&shy;l&atilde;o, administradas pelo PMDB. A situa&ccedil;&atilde;o negou esta inten&ccedil;&atilde;o.<br \/> As CPIs s&atilde;o influenciadas pelo jogo pol&iacute;tico presente na Casa. Quando o objeto de in&shy;vestiga&ccedil;&atilde;o &eacute; pol&iacute;tico e do interesse tanto de situa&ccedil;&atilde;o, quanto da oposi&ccedil;&atilde;o, h&aacute; sempre uma guerra de vers&otilde;es e disputas. A base do governo quase sempre leva a melhor &ndash; por ter a maioria das cadeiras da Casa, indicam sempre o maior n&uacute;mero de deputados nas comiss&otilde;es e, dessa forma, tamb&eacute;m conseguem emplacar presidente e relator. Com o maior n&uacute;mero de membros, a base pode barrar qualquer convoca&ccedil;&atilde;o indesejada, al&eacute;m de ter o poder de aprovar, ou n&atilde;o, o relat&oacute;rio final.<br \/> A &uacute;ltima CPI realizada na Casa foi no ano passado. O objetivo era investigar poss&iacute;veis irregularidades nas contas de 2010 do governo Alcides Rodrigues (2006-2010). Os trabalhos da comiss&atilde;o terminaram com bate boca entre situa&ccedil;&atilde;o e oposi&ccedil;&atilde;o. O relator da CPI, deputado Joaquim de Castro (PSD, na &eacute;poca PPS), apresentou um relat&oacute;rio indicando um d&eacute;ficit de R$ 2 bilh&otilde;es, que teria sido acumulado durante o governo de Alcides. Os deputados oposicionistas Francisco Gedda (PTN) e Lu&iacute;s C&eacute;sar Bueno (PT) questionaram esse n&uacute;mero. Segundo eles, o documento t&eacute;cnico do Tribunal de Conta do Estado (TCE), que n&atilde;o foi considerado, apontou um d&eacute;ficit de apenas R$ 566 milh&otilde;es.<br \/> A comiss&atilde;o terminou com um impasse na vota&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio final que ilustra bem a disputa pol&iacute;tica dentro das CPIs. Os governistas Jos&eacute; Vitti (DEM, na &eacute;poca PRTB) e Joa&shy;quim de Castro votaram pela a&shy;prova&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio, enquanto os oposicionistas Bueno e Gedda apresentaram voto em separado para considerar o d&eacute;ficit apontado pelo TCE. Em meio a um empate, o presidente Cl&aacute;udio Meirelles (PR), governista, se manifestou por n&atilde;o a&shy;catar o projeto da oposi&ccedil;&atilde;o e a&shy;provar o relat&oacute;rio de Joaquim. Os governistas venceram por 3 a 2.<br \/> Quase um ano depois, as discuss&otilde;es mostram que a CPI n&atilde;o sanou as d&uacute;vidas quanto &agrave;s supostas irregularidade no governo Alcides. O presidente Cl&aacute;udio Meirelles defende o relat&oacute;rio aprovado na comiss&atilde;o. &ldquo;A CPI apontou que as metas fiscais n&atilde;o foram atingidas, que a folha de dezembro n&atilde;o foi paga e h&aacute; exageros nas despesas com publicidade&rdquo;, aponta. J&aacute; Francisco Gedda retruca. &ldquo;Se voc&ecirc; fizer um comparativo do que foi gasto com publicidade no governo Marco&shy;ni e no governo Alcides, ver&aacute; que foi muito maior. No governo Marconi se gastou R$ 180 milh&otilde;es e no governo Alcides R$ 47 milh&otilde;es&rdquo;, mostra.<\/p>\n<p style=\"margin: 15px 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 18px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; background-color: transparent;\">Endividamento<\/strong><br \/> As elei&ccedil;&otilde;es de 2010 acirraram os &acirc;nimos da Casa e a d&iacute;vida do Estado passou a fazer parte das discuss&otilde;es internas. Entre as discuss&otilde;es envolvendo iristas, alcidistas e marconistas, foi feita uma CPI para investigar o endividamento do Estado, de 1991 a 2009. A comiss&atilde;o contou com apenas um deputado de oposi&ccedil;&atilde;o, Mauro Rubem (PT), e quatro parlamentares da situa&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez, a briga pol&iacute;tica pautou as discuss&otilde;es.<br \/> O relat&oacute;rio final, que ficou a cargo do ent&atilde;o deputado Honor Cruvinel (PSDB), apontou que o per&iacute;odo de menor endividamento foi nos dois primeiros governos de Marconi Perillo. &ldquo;No relat&oacute;rio, ficou bem claro quem s&atilde;o os respons&aacute;veis pela d&iacute;vida, que hoje (2010) consome 18% do or&ccedil;amento do Estado&rdquo;, declarou na &eacute;poca o relator Honor Cruvi&shy;nel, que hoje ocupa uma cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas dos Munic&iacute;pios (TCM), indicado pelo governador, no in&iacute;cio de 2011.<br \/> O deputado Mauro Rubem tem uma opini&atilde;o contr&aacute;ria da expressa no relat&oacute;rio final. &ldquo;As pessoas achavam que o governador Marconi n&atilde;o tinha influ&ecirc;ncia na d&iacute;vida, mas o que descobrimos &eacute; que ele contribuiu, e muito, para o aumento do endividamento&rdquo;, diz. J&aacute; o presidente Cl&aacute;udio Meirelles lembra que a comiss&atilde;o apontou que todos os governadores anteriores tiveram responsabilidade pela d&iacute;vida. &ldquo;Descobrimos tamb&eacute;m que o d&eacute;ficit de R$ 100 milh&otilde;es por m&ecirc;s (que o governo Marconi teria deixado para o governo Alcides) nunca existiu&rdquo;, defende o governista.<br \/> Fruto de mais um embate entre oposi&ccedil;&atilde;o e situa&ccedil;&atilde;o, a CPI da Celg (2009) tamb&eacute;m terminou com opini&otilde;es diversas. O presidente da comiss&atilde;o, deputado H&eacute;lio de Souza (DEM), aponta a venda da usina de Cachoeira Dourada, durante o governo Maguito Vilela (1995-1998), como a principal causa do endividamento da empresa, objeto principal de discuss&atilde;o. J&aacute; o ex-deputado Jos&eacute; Nelto (PMDB) disse, logo ap&oacute;s a conclus&atilde;o das investiga&ccedil;&otilde;es, que a CPI verificou que as contas danificadas da estatal foi devido &ldquo;a m&aacute; gest&atilde;o dos presidentes e diretores da companhia&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"margin: 15px 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 18px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; background-color: transparent;\">Outras CPIs<\/strong><br \/> Das cinco CPIs instaladas nos &uacute;ltimos cinco anos, duas tiveram motiva&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e, por isso, as movimenta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas n&atilde;o afetaram as investiga&ccedil;&otilde;es. Mesmo assim, as comiss&otilde;es n&atilde;o conseguiram grandes resultados pr&aacute;ticos. Uma delas foi instalada para investigar o rompimento da usina Espora, que ocorreu em janeiro de 2008, no sudoeste do Estado. Segundo o presidente da comiss&atilde;o, Paulo Cezar Martins (PMDB), a CPI foi &ldquo;razo&aacute;vel&rdquo; e que teve como objetivo apressar as indeniza&ccedil;&otilde;es aos atingidos.<br \/> O deputado F&aacute;bio Sousa (PSDB) presidiu a CPI da pedofilia, com o objetivo de identificar as redes do crime no Estado. Segundo o tucano, a comiss&atilde;o foi a fundo no caso, mas faltaram a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. &ldquo;Tivemos a promessa do presidente do TJ, Paulo Telles (na &eacute;poca), para criar a vara especializada para crimes de pedofilia, mas ficou s&oacute; na promessa. Muito pouco se avan&ccedil;ou no tema. Atitudes poderiam ter sido tomadas, mas at&eacute; hoje estamos esperando&rdquo;, reclama.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Foi grande a movimenta&ccedil;&atilde;o na Assembleia Legislativa semana passada. 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