﻿{"id":26767,"date":"2012-11-01T00:00:00","date_gmt":"2012-11-01T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/a-importancia-do-fortalecimento-do-campo-para-a-diminuicao-do-exodo-rural-e-do-inchaco-dos-centros-urbanos\/"},"modified":"2012-11-01T00:00:00","modified_gmt":"2012-11-01T02:00:00","slug":"a-importancia-do-fortalecimento-do-campo-para-a-diminuicao-do-exodo-rural-e-do-inchaco-dos-centros-urbanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/a-importancia-do-fortalecimento-do-campo-para-a-diminuicao-do-exodo-rural-e-do-inchaco-dos-centros-urbanos\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do fortalecimento do campo para a diminui\u00e7\u00e3o do \u00eaxodo rural e do incha\u00e7o dos centros urbanos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No meu dia a dia como gerente de Pol&iacute;ticas Habitacionais da Secretaria das Cidades, tive a oportunidade de conviver com o agricultor e presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es de Produtores Rurais do Estado de Goi&aacute;s (Feago), Jer&ocirc;nimo Martins de Paulo. Ele estava presente na secretaria em busca de linhas de financiamento para constru&ccedil;&atilde;o de Habita&ccedil;&atilde;o Rural para os seus associados, atrav&eacute;s do Banco do Brasil. Entre in&uacute;meros assuntos tratados, pudemos abordar temas relacionados &agrave; agricultura familiar e &agrave;s dificuldades vividas pelo produtor rural. Este assunto me inspirou para elaborar este artigo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A popula&ccedil;&atilde;o rural &eacute; vista, com dados do IBGE, como uma popula&ccedil;&atilde;o condenada ao esquecimento. Podem-se considerar povos do campo todos e todas que mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o de intimidade com a terra: caboclos, pe&otilde;es, quilombolas, ind&iacute;genas, roceiros, posseiros, sem-terra, caipiras, assentados, acampados, agricultores, arrendat&aacute;rios e outros.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Com o avan&ccedil;o do capitalismo no campo, subordinadas &agrave; l&oacute;gica do capital, criaram-se tr&ecirc;s problemas para os camponeses\/as: um desenvolvimento desigual, um processo excludente que veio se caracterizar no &ecirc;xodo rural e, por fim, um modelo de agricultura que produz rela&ccedil;&otilde;es sociais ora atrasadas ora modernas. Este capitalismo voraz e selvagem gerou a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade e da renda, a concentra&ccedil;&atilde;o urbana, o desemprego e a intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, al&eacute;m de demarcar o urbano como superior ao rural.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A agricultura familiar rural foi abandonada, ao longo do s&eacute;culo XX, pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas do Estado brasileiro. A pol&iacute;tica agr&iacute;cola adotada pelos entes governamentais prioriza a agricultura capitalista patronal, baseada na monocultura exportadora que busca atender ao mercado global, marginalizando, por outro lado, a agricultura familiar rural destinada &agrave; subsist&ecirc;ncia e ao mercado local. A perspectiva dos agricultores familiares numa vis&atilde;o pessimista seria o desaparecimento, a migra&ccedil;&atilde;o para os grandes centros urbanos, ou reiniciar a luta pela terra; alguns se incorporando ao sistema, assumindo as novas tecnologias, por meio da coopera&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola ou reorganizando-se com novas experi&ecirc;ncias.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A perspectiva dos pequenos agricultores &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de alternativas, como &eacute; o caso das experi&ecirc;ncias das cooperativas. As cooperativas s&atilde;o uma contribui&ccedil;&atilde;o especial para o projeto alternativo, pois podem gerar empregos, barateando os alimentos e liberando venda para outros setores da economia, al&eacute;m de melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida do povo. Para que isso se efetive, &eacute; necess&aacute;ria uma invers&atilde;o pol&iacute;tica por parte das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas referentes aos projetos agr&aacute;rios.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A expans&atilde;o da soja, da pecu&aacute;ria extensiva e dos agrocombust&iacute;veis teve como resultado um sistema que tem destinado para as fam&iacute;lias rurais uma qualidade de vida cada vez mais pobre, sem acesso &agrave; sa&uacute;de, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o no campo e &agrave; moradia.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A luta dos trabalhadores do campo teve in&iacute;cio na d&eacute;cada de 60. Aqui em Goi&aacute;s havia uma Delegacia Regional da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura &nbsp;(Contag), instalada por volta de 1966, com a finalidade de coordenar e defender os interesses dos trabalhadores rurais no Estado de Goi&aacute;s, encarregando-se, tamb&eacute;m, da funda&ccedil;&atilde;o de sindicatos de trabalhadores rurais no Estado. O primeiro Sindicato de Trabalhadores Rurais fundado em Goi&aacute;s &eacute; o de An&aacute;polis, cuja funda&ccedil;&atilde;o ocorreu em 04 de junho de 1967. Depois dele, outros sindicatos foram sendo fundados, como os de Piren&oacute;polis, Goian&aacute;polis, Nova Veneza, Catura&iacute; e Catal&atilde;o. &nbsp;Em 28 de outubro de 1970, foi &nbsp;fundada a Federa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goi&aacute;s, criada com a finalidade de coordenar e defender os interesses dos trabalhadores rurais goianos. A partir da funda&ccedil;&atilde;o da Fetaeg, novos Sindicatos de Trabalhadores Rurais foram sendo criados no Estado, tendo a Igreja Cat&oacute;lica desempenhado um papel significativo, apoiando e incentivando os trabalhadores, na d&eacute;cada de 70, na cria&ccedil;&atilde;o de novas entidades sindicais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Outras iniciativas foram sendo tomadas, entre elas, cria&ccedil;&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es de Produtores Rurais do Estado de Goi&aacute;s (Feago), que, segundo o seu presidente, Jer&ocirc;nimo Martins, em todo o Estado existem 1.817 associa&ccedil;&otilde;es de produtores agr&iacute;colas. Outra iniciativa &eacute; o &nbsp;Movimento Campon&ecirc;s Popular (MCP), que nasceu da necessidade dos camponeses e das camponesas em assumirem sua miss&atilde;o de produzir alimentos saud&aacute;veis para o seu consumo e para o povo brasileiro, garantindo a autonomia e a diversidade dos povos do campo. Ele foi criado em 3 de agosto de 2008 , foi batizado como MCP, e tem &agrave; frente Altacir Bunde (coordenador) e Agnaldo Machado da Silva, presidente da Central de Associa&ccedil;&otilde;es de Mini e Pequenos Produtores Rurais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Estas organiza&ccedil;&otilde;es representativas t&ecirc;m desenvolvido v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es, em especial no campo da moradia rural. O Programa Nacional de Habita&ccedil;&atilde;o Rural (PNHR) foi criado pela medida provis&oacute;ria n&ordm; 459, de 25\/03\/2009, no &acirc;mbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, lastreado com recursos do Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o (OGU), para subsidiar a produ&ccedil;&atilde;o de unidade habitacional a agricultores familiares, ind&iacute;genas, comunidades quilombolas, dentre outros benefici&aacute;rios. No Norte de Goi&aacute;s, j&aacute; s&atilde;o 31 projetos dentro do PNHR contratados, totalizando R$ 3,89 milh&otilde;es em recursos aplicados. A Ag&ecirc;ncia Goiana de Habita&ccedil;&atilde;o (Agehab) ganhou destaque nacional em 2011, sendo reconhecida com o Pr&ecirc;mio Melhores Pr&aacute;ticas da Caixa em Gest&atilde;o Local 2011\/2012, com dois projetos inscritos. A premia&ccedil;&atilde;o foi concedida a 35 projetos do Brasil inteiro, entre eles o Goi&aacute;s Mais Moradia &ndash; Real Conquista Sustent&aacute;vel, de execu&ccedil;&atilde;o direta da Agehab, e o Moradia Rural, em conv&ecirc;nio com a Caixa e com o Movimento Campon&ecirc;s Popular (MCP), financiado pelo Cheque-Moradia do Governo de Goi&aacute;s. O programa Moradia Rural tamb&eacute;m foi selecionado entre os 20 projetos que ser&atilde;o enviados ao Pr&ecirc;mio de Dubai 2012 para Melhores Pr&aacute;ticas, do programa Habitat da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O programa Moradia Rural, executado pelo Movimento Campon&ecirc;s Popular, em parceira com a Agehab e Caixa, respeita costumes, peculiaridades e necessidades dos moradores do campo. As moradias s&atilde;o mais amplas, cada im&oacute;vel possui uma &aacute;rea constru&iacute;da de 80,57 m&sup2;, dividida em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e &aacute;rea de servi&ccedil;o. O valor m&eacute;dio de cada unidade &eacute; de R$ 21,6 mil. O Governo do Estado de Goi&aacute;s disponibilizou R$ 9 mil para a constru&ccedil;&atilde;o de cada unidade e cada fam&iacute;lia tamb&eacute;m recebeu um subs&iacute;dido de R$ 12,6 mil do PNHR\/PMCMV para constru&ccedil;&atilde;o das casas e, nos pr&oacute;ximos quatro anos, ser&aacute; respons&aacute;vel pelo pagamento de uma parcela anual no valor de R$ 120,00.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Outra a&ccedil;&atilde;o importante que est&aacute; sendo desenvolvida &eacute; o Programa de Reflorestamento com Fruteiras do Cerrado, desenvolvido nos munic&iacute;pios de Silv&acirc;nia, Gameleira e S&atilde;o Miguel do Passa Quatro. O projeto &eacute; realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o de Desenvolvimento, Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural de Goi&aacute;s (Fundater) e pela Ag&ecirc;ncia Goiana de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica, Extens&atilde;o Rural e Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Emater), em parceria com a Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es de Produtores Rurais do Estado de Goi&aacute;s (Feago). O objetivo deste projeto &nbsp;&eacute; recuperar &aacute;reas degradadas por meio do plantio de esp&eacute;cies frut&iacute;feras do Cerrado. At&eacute; o momento, foram plantados cerca de 65 hectares de mudas de baru, cagaita, seriguela, caju do campo, tamarindo, mangaba, murici, jatob&aacute;, araticum, entre outras.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Mas existem gargalos que precisam ser superados, um deles &eacute; &nbsp;a Educa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;rio viabilizar as cooperativas de &nbsp;Escolas T&eacute;cnicas Agr&iacute;colas e prever a livre organiza&ccedil;&atilde;o dos segmentos da comunidade escolar para promover o gerenciamento de atividades produtivas e a gera&ccedil;&atilde;o de renda. No Brasil, assim como em Goi&aacute;s, n&atilde;o houve pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o efetivas que viessem atender &agrave;s reais necessidades dos camponeses. Estes sempre foram marginalizados, deixados &agrave; parte, fora de lugar, sem nenhuma participa&ccedil;&atilde;o na elabora&ccedil;&atilde;o e, muito menos, na constru&ccedil;&atilde;o de uma educa&ccedil;&atilde;o que viesse tirar o peso de 500 anos de exclus&atilde;o social.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No Estado de Goi&aacute;s, a pol&iacute;tica de educa&ccedil;&atilde;o esteve nas m&atilde;os da elite que est&aacute; ligada &agrave; oligarquia rural, &nbsp;por isso, no Estado de Goi&aacute;s, sempre existiram conflitos de terra entre essa oligarquia rural de cunho coronelista com os milh&otilde;es de sem-terra, pobres e exclu&iacute;dos do acesso &agrave; terra. Em Goi&aacute;s, v&ecirc; que no atual momento o que se precisa &eacute; intensificar a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e lutar para estruturar as fam&iacute;lias camponesas e n&atilde;o produzir agrocombust&iacute;vel. Deve-se ofertar ensino t&eacute;cnico &agrave; juventude rural, capacitando-a e gerando oportunidade de emprego e renda. Sem o amparo t&eacute;cnico, a agricultura familiar n&atilde;o consegue competir com os grandes produtores. Eles precisam ter acesso &agrave; pesquisa agropecu&aacute;ria, &agrave;s novas tecnologias, &agrave;s sementes renovadas, al&eacute;m de suporte para que possamos tra&ccedil;ar nossas estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Setor P&uacute;blico Agr&iacute;cola do Estado de Goi&aacute;s (Sindiagri), existem 79 mil produtores de agricultura familiar espalhados em Goi&aacute;s e apenas 300 t&eacute;cnicos agr&iacute;colas para prestar atendimento. N&atilde;o existe nenhuma matem&aacute;tica l&oacute;gica que consiga fazer com que todos os produtores sejam atendidos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Outro segmento que deve ser incentivado para contribuir para fixa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o na zona rural &eacute; o Turismo Rural e Ecol&oacute;gico. Um projeto de lei, de autoria do deputado Luis Cesar Bueno (PT), tramita pela Assembleia Legislativa. A proposta disp&otilde;e sobre uma pol&iacute;tica de fomento ao turismo rural em Goi&aacute;s, visando &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de parcerias entre o poder p&uacute;blico, entidades privadas, ONGs, institui&ccedil;&otilde;es de ensino e &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blicos nacionais e internacionais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Enfim, in&uacute;meras s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es a serem tomadas pelos governantes com o desafio de construir n&atilde;o uma nova hist&oacute;ria, mas de continuar a hist&oacute;ria e construir um modelo de agricultura que respeite a rela&ccedil;&atilde;o homem\/mulher com a terra e sua biodiversidade, alicer&ccedil;ada na autonomia e na justi&ccedil;a social, vivendo melhor ambientalmente e construindo um futuro ainda mais promissor. A natureza agradece.<span style=\"background-color: rgb(245, 245, 245); font-size: 14px; line-height: 20.15625px; text-align: justify; text-indent: 14.399999618530273px;\">(Garibaldi Rizzo, arquiteto e urbanista. Gerente de Pol&iacute;ticas Habitacionais da Secretaria de Estado das Cidades)<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; No meu dia a dia como gerente de Pol&iacute;ticas Habitacionais da Secretaria das Cidades, tive a oportunidade de conviver com o agricultor e [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26767"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26767\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}