﻿{"id":26695,"date":"2013-02-16T00:00:00","date_gmt":"2013-02-16T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/entre-maquiavel-e-paulo-coelho-os-deputados-nao-leem-tanto\/"},"modified":"2013-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2013-02-16T02:00:00","slug":"entre-maquiavel-e-paulo-coelho-os-deputados-nao-leem-tanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/entre-maquiavel-e-paulo-coelho-os-deputados-nao-leem-tanto\/","title":{"rendered":"Entre Maquiavel e Paulo Coelho, os deputados n\u00e3o leem tanto"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<strong style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Marcos Nunes Carreiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 15px;\">Dizem que literatura e pol&iacute;tica concomitantemente se misturam. &Eacute; f&aacute;cil achar escritores tra&ccedil;ando conceitos para a pol&iacute;tica e n&atilde;o menos raro ouvir pol&iacute;ticos levando &agrave; boca famosos trechos liter&aacute;rios (muitos erroneamente). Ler ajuda na forma&ccedil;&atilde;o da ret&oacute;rica t&atilde;o &uacute;til aos homens p&uacute;blicos, assim como fornece o conhecimento necess&aacute;rio &agrave; arte pol&iacute;tica.<\/p>\n<p> A leitura &eacute; uma importante ferramenta para o desenvolvimento intelecto-social do ser humano. A leitura, como apontou a te&oacute;rica Adriane Andal&oacute;, &ldquo;n&atilde;o &eacute; uma simples pr&aacute;tica escolar, mas um processo desencadeado pela vontade, ou necessidade, do leitor em compreender os textos que est&atilde;o &agrave; sua volta&rdquo;, visto que ler expande a mente.<\/p>\n<p> E como declarou um deputado estadual goiano ao&nbsp;<strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Jornal Op&ccedil;&atilde;o<\/strong>, citando Einstein: &ldquo;A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltar&aacute; ao seu tamanho original&rdquo;. J&aacute; foi dito que &eacute; simples ver pol&iacute;ticos citando grandes escritores e diante de tal declara&ccedil;&atilde;o de um parlamentar goiano, &eacute; certo de que nos surge a pergunta: o que os deputados estaduais de Goi&aacute;s leem?<\/p>\n<p> Foram 17 deputados a responder &agrave; pergunta &ldquo;qual livro foi mais importante em sua forma&ccedil;&atilde;o intelectual?&rdquo;, mesmo que a Assembleia Legislativa esteja de recesso parlamentar at&eacute; o pr&oacute;ximo dia 18. Veja quais e que livros eles apontaram como os melhores em suas opini&otilde;es, sempre tentando ressaltar a import&acirc;ncia da literatura goiana em sua trajet&oacute;ria:<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> &Aacute;lvaro Guimar&atilde;es (PR):<\/strong><br \/> Bacharel em Direito pela Fa&shy;culdade de Direito de S&atilde;o Carlos, o deputado apontou &ldquo;O pr&iacute;ncipe&rdquo;, de Nicolau Maquiavel, como o livro mais marcante em sua trajet&oacute;ria pessoal e pol&iacute;tica. &ldquo;Acredito que todo pol&iacute;tico j&aacute; tenha lido esse livro, pois por ele &eacute; poss&iacute;vel ter uma no&ccedil;&atilde;o mais profunda do que s&atilde;o pol&iacute;tica e democracia&rdquo;, disse o parlamentar. Sobre a literatura goiana, por&eacute;m, o deputado disse n&atilde;o ter um livro marcante. &ldquo;J&aacute; li alguma coisa, mas n&atilde;o tenho um marcante para apontar.&rdquo;<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados1.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Bruno Peixoto (PMDB):<\/strong><br \/> Advogado e economista, Bruno Peixoto creditou seus autores marcantes &agrave; sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica em economia. Para ele, &ldquo;O Capital&rdquo;, de Karl Marx, foi fundamental para entender a forma&ccedil;&atilde;o do Estado, verificar os pontos falhos e cr&iacute;ticos do sistema e ver a realidade onde h&aacute; o encontro entre capitalismo, socialismo e a sociedade. &ldquo;O conhecimento &eacute; importante n&atilde;o apenas para o deputado, mas tamb&eacute;m para qualquer agente p&uacute;blico.&rdquo; Bruno tamb&eacute;m n&atilde;o apontou nenhum livro de autores goianos como marcante.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados2.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Carlos Antonio (PSC):<\/strong><br \/> Para o radialista Carlos An&shy;tonio, &ldquo;O Alquimista&rdquo;, de Paulo Coelho, e &ldquo;Leite derramado&rdquo;, de Chico Buarque, foram as obras mais importantes em sua vida. &ldquo;&lsquo;O Alquimista&rsquo; trata de uma hist&oacute;ria interessante de busca e objetivos. E ler Chico Buarque &eacute; muito bom. Gosto da escrita do autor e das palavras que ele usa. Aproveito seu vocabul&aacute;rio em meus discursos&rdquo;, declarou. A respeita de Goi&aacute;s, o deputado falou: &ldquo;Aprecio a poesia goiana [Cora Coralina], mas, fora ela, n&atilde;o tenho muito apego &agrave; literatura goiana&rdquo;.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados3.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Daniel Messac (PSDB):<\/strong><br \/> Formado em Filosofia e Teologia, Daniel Messac disse que seu livro favorito &eacute; &ldquo;Vencendo os gigantes&rdquo;, do escritor Jorge Li&shy;nhares. &ldquo;&Eacute; um livro antigo que fala sobre a cultura social, al&eacute;m de ser um grande motivador nas dificuldades e crises mundiais. Ele me serviu de est&iacute;mulo para o dia a dia&rdquo;, relatou. O deputado disse n&atilde;o ter nenhum livro goiano de sua prefer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados4.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><\/p>\n<p> Daniel Vilela (PMDB):<\/strong><br \/> O novato Daniel Vilela falou que o livro mais marcante durante sua forma&ccedil;&atilde;o foi &ldquo;Os miser&aacute;veis&rdquo;, do franc&ecirc;s Victor Hugo. Segundo ele, o gosto pela obra veio por influ&ecirc;ncia de seu av&ocirc;.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados5.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><\/p>\n<p> Elias J&uacute;nior (PMN):<\/strong><br \/> Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), o deputado disse que o livro que marca &eacute; a B&iacute;blia. Fora ela, disse n&atilde;o ter mais nenhuma obra de influ&ecirc;ncia em sua carreira.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados6.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Francisco J&uacute;nior (PSD):<\/strong><br \/> O advogado e urbanista Fran&shy;cisco J&uacute;nior disse que gosta de ler biografias como a do estadista brit&acirc;nico Winston Churchill e a do empres&aacute;rio Steve Jobs. Mas, para ele, os livros mais importantes foram &ldquo;O Monge e o Executivo&rdquo;, de James Hunter, e &ldquo;O perfume&rdquo;, de Patrick S&uuml;skind. &ldquo;J&aacute; li essas obras h&aacute; alguns anos, logo que entrei na vida p&uacute;blica, mas foram importantes para mim.&rdquo; Na literatura goiana, o parlamentar afirmou que se identifica com &ldquo;Veias e Vinhos&rdquo;, do autor Miguel Jorge. &ldquo;Fui criado na rua 74, a rua onde ocorreu a chacina de que trata o livro. Al&eacute;m disso, conhe&ccedil;o o escritor&rdquo;, declarou ele.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados7.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Frederico Nascimento (PSD):<\/strong><br \/> Frederico Nascimento, advogado, relatou preferir as biografias do presidente Juscelino Kubitschek e do governador goiano Mauro Borges. &ldquo;Juscelino foi um grande presidente por ter sido desenvolvimentista. Foi ele o respons&aacute;vel por trazer desenvolvimento para Goi&aacute;s com a constru&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia, assim como Mauro Borges, que criou a Secretaria do Planejamento e mudou a hist&oacute;rica pol&iacute;tica de Goi&aacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados8.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><\/p>\n<p> Helio de Sousa (PSDB):<\/strong><br \/> O m&eacute;dico Helio de Sousa disse n&atilde;o ter nenhum livro marcante em sua forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> &nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 15px;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados9.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Isaura Lemos (PC do B):<\/strong><br \/> Em seu quarto mandato como deputada por Goi&aacute;s, a paulista Isaura Lemos afirmou estar em &ldquo;O Capital&rdquo;, de Karl Marx, e nas obras do russo Vladimir Lenin, sua maior base de conhecimento. &ldquo;Penso que a leitura reflete muito na forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Hoje existe quase um canibalismo pol&iacute;tico e isso n&atilde;o pode existir. O agente precisa convencer com o conhecimento e com a experi&ecirc;ncia de vida para conquistar apoio e lideran&ccedil;a pol&iacute;tica. Hoje em dia existe a falta de estrat&eacute;gia, pois nosso inimigo n&atilde;o &eacute; o povo, e sim os banqueiros que s&oacute; querem o lucro&rdquo;, disparou ela. Sobre a literatura goiana, Isaura disse que sua obra favorita &eacute; &ldquo;O Tronco&rdquo;, de Bernardo &Eacute;lis.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados10.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Jos&eacute; Vitti (DEM):<\/strong><br \/> Para o advogado Jos&eacute; Vitti n&atilde;o h&aacute; nenhum livro que tenha marcado sua forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, mas livros que o influenciaram em sua trajet&oacute;ria como pessoa. &ldquo;O encantador de vidas&rdquo;, de Eduardo Moreira, e &ldquo;O pr&iacute;ncipe&rdquo;, de Nicolau Maquiavel, s&atilde;o as obras marcantes para o deputado. &ldquo;Esses livros me trouxeram vis&atilde;o de mundo como pessoa. A pol&iacute;tica foi consequ&ecirc;ncia.&rdquo;,<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados11.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Luis Cesar Bueno (PT):<\/strong><br \/> O deputado petista, que tamb&eacute;m &eacute; professor de hist&oacute;ria graduado pela Pontif&iacute;cia Uni&shy;ver&shy;sidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (PUC-GO), descarregou in&uacute;meros nomes de livros como importantes em sua forma&ccedil;&atilde;o, mas conseguiu resumir seu gosto em apenas alguns. &ldquo;Minha Raz&atilde;o de Viver&rdquo;, de Samuel Wainer, &ldquo;Estado, Governo e Sociedade&rdquo;, de Nor&shy;berto Bobbio, e a &ldquo;Terceira Onda&rdquo;, de Alvin Toffler. &ldquo;Esses livros foram importantes para compreender o processo de forma&ccedil;&atilde;o da democracia e do Estado democr&aacute;tico no Brasil&rdquo;, disse. Na literatura goiana, o deputado afirmou que os escritos &ldquo;do saudoso pe. Lu&iacute;s Palac&iacute;n Gomez foram importantes para sua forma&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O pe. Lu&iacute;s Palac&iacute;n era espanhol e recebeu o t&iacute;tulo de cidad&atilde;o goiano. Ele escreveu a hist&oacute;ria de Goi&aacute;s quando percebeu que os goianos n&atilde;o a escreviam. A gente falava muito de barroco paulista, mineiro, baiano, etc. e ele disse que havia barroco em Goi&aacute;s, mas que n&atilde;o era feito por grandes artistas, como em outros lugares e sim por escravos, que faziam constru&ccedil;&otilde;es autodidatas, como o barroco de Piren&oacute;polis, por exemplo. &Eacute; um depoimento muito interessante acerca da hist&oacute;ria goiana.&rdquo;<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados12.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><\/p>\n<p> Luiz Carlos do Carmo (PMDB):<\/strong><br \/> Segundo o deputado Luiz Carmo do Carmo, n&atilde;o h&aacute; ne&shy;nhum livro importante em sua forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados13.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Major Ara&uacute;jo (PRB):<\/strong><br \/> Para o militar J&uacute;nio Alves Ara&uacute;jo, o livro &ldquo;O monge e o Executivo&rdquo;, de James Hunter, e &ldquo;O c&oacute;digo da intelig&ecirc;ncia&rdquo;, de Augusto Cury, foram as obras marcantes. O major disse n&atilde;o ter uma obra espec&iacute;fica goiana da qual goste mais a n&atilde;o ser as poesias de seu cunhado Almaquio Bastos Filho.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados14.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Talles Barreto (PTB):<\/strong><br \/> Formado em Direito pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (PUC-GO), o parlamentar apontou &ldquo;O Pr&iacute;ncipe&rdquo;, de Nicolau Maquiavel, como a mais importante em sua forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Na literatura goiana, Talles disse que gosta do autor Miguel Jorge n&atilde;o s&oacute; por sua escrita como tamb&eacute;m por ter amizade com ele.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados15.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/><br \/> Valcen&ocirc;r Braz (PTB):<\/strong><br \/> Administrador, Valcen&ocirc;r Braz dedicou a Antoine de Saint-Exup&eacute;ry, autor de &ldquo;O pequeno pr&iacute;ncipe&rdquo;, sua devo&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria. Para ele, a &ldquo;simplicidade e as palavras f&aacute;ceis tornam a obra magn&iacute;fica e fundamental, pois ela n&atilde;o s&oacute; enriquece como facilita o linguajar e d&aacute; novos conhecimentos ao leitor&rdquo;. Contudo, nenhum autor goiano dividiu com o franc&ecirc;s as gl&oacute;rias do parlamentar.<\/p>\n<p> <strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados16.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 100px; height: 100px; float: left;\" \/>Wagner Siqueira (PMDB):<\/strong><br \/> O&#8200;peemedebista se diz viciado em biografias. &ldquo;As biografias s&atilde;o a hist&oacute;ria real da vida humana. J&aacute; li v&aacute;rias obras assim, mas como principais indico a dos presidentes Nelson Mandela, Bill Clinton e Jos&eacute; Sarney, assim como a de alguns esportistas como o treinador de v&ocirc;lei Bernardinho e do jogador de basquete Oscar Sch&shy;midt&rdquo;, afirmou. No campo goiano, o parlamentar se lembrou de que &ldquo;os versos da poetisa Cora Co&shy;ra&shy;lina foram primordiais, principalmente, na juventude. Leitura &eacute; cultura e a cultura em geral, expande a mente e a capacidade mental&rdquo;, pon&shy;tuou o deputado.<\/p>\n<p> <span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 18px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">&ldquo;A falta de leitura &eacute; reflexo da p&eacute;ssima educa&ccedil;&atilde;o brasileira&rdquo;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 15px;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados17(1).jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 382px; height: 321px; float: right;\" \/>Em um pa&iacute;s onde a leitura n&atilde;o &eacute; valorizada seria injustific&aacute;vel afirmar que os pol&iacute;ticos s&atilde;o pessoas com vasto conhecimento cultural. Alguns realmente s&atilde;o, mas outros, obviamente, n&atilde;o. E num mundo liter&aacute;rio em que grandes nomes s&atilde;o citados, como Nicolau Maquiavel e Victor Hugo, mas em que aparecem outros de menor express&atilde;o intelectual, como Paulo Coelho e Augusto Cury, a reportagem recorreu a cientistas pol&iacute;ticos e historiadores para indicar quais os livros deveriam, obrigatoriamente, serem lidos pelos pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p> O historiador Nasr Chaul indicou um conjunto de obras para os deputados goianos lerem. Ele dividiu as obras indicadas como conhecimento sobre a hist&oacute;ria goiana e conhecimento pol&iacute;tico. &ldquo;Alguns [livros] s&atilde;o para conhecimento b&aacute;sico do processo hist&oacute;rico goiano, tanto por autor quanto por obra. Outros s&atilde;o para conhecimento da pr&oacute;pria casa legislativa que v&atilde;o dirigir. Outros sobre cultura goiana, um m&iacute;nimo significativo&rdquo;, justificou. Os livros indicados por Chaul s&atilde;o:<\/p>\n<p> &ldquo;Hist&oacute;ria da terra e do homem no Planalto Central&rdquo;, de Paulo Bertran; &ldquo;O s&eacute;culo do ouro em Goi&aacute;s&rdquo;, de Lu&iacute;s Palac&iacute;n Gomez; &ldquo;Hist&oacute;ria de uma oligarquia: os Bulh&otilde;es&rdquo;, de Maria Augusta Sant&rsquo;anna de Moraes; &ldquo;Poder e paix&atilde;o: os Caiado de Goi&aacute;s&rdquo;, de Lena Castelo Branco de Freitas; &ldquo;Caminhos de Goi&aacute;s: da constru&ccedil;&atilde;o da decad&ecirc;ncia aos limites da modernidade&rdquo;, de Nasr Fayad Chaul; &ldquo;Assembleia Legislativa de Goi&aacute;s: o olhar, a voz e a casa de um povo&rdquo;, organizadores Marcelo S&aacute;fadi e Sandro S&aacute;fadi; &ldquo;Dicion&aacute;rio do Brasil Central&rdquo;, de Bariani Ort&ecirc;ncio; &ldquo;Geografia socioecon&ocirc;mica de Goi&aacute;s&rdquo;, de Horieste Gomes; &ldquo;O legislativo em Goi&aacute;s&rdquo; (Volumes. 1, 2 e 3), de Francisco Itami Campos e Ar&eacute;dio Teixeira; al&eacute;m das obras completas de Hugo de Carvalho Ramos, Bernardo &Eacute;lis e Jos&eacute; J. Veiga.<\/p>\n<p> J&aacute; o historiador Ademir Luiz da Silva, professor na Universidade Estadual de Goi&aacute;s (UEG), declarou que, apesar de ser moda exaltar o que chamam &ldquo;pretensas boas inten&ccedil;&otilde;es&rdquo; como algo mais importante do que a forma&ccedil;&atilde;o cultural dos pol&iacute;ticos brasileiros, n&atilde;o concorda com essa vis&atilde;o. &ldquo;Vendo as centenas de postagens apolog&eacute;ticas acerca da atua&ccedil;&atilde;o parlamentar do &lsquo;ass&iacute;duo&rsquo; deputado [federal] Tiririca nas redes sociais, discordo totalmente dessa perspectiva da boa inten&ccedil;&atilde;o. Acho estranh&iacute;ssimo representantes p&uacute;blicos demonstrarem orgulho de pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia e usarem isso como bandeira. Como S&eacute;rgio Paulo Rouanet demonstrou em &lsquo;As raz&otilde;es do iluminismo&rsquo;, a erudi&ccedil;&atilde;o &eacute; desprezada no Brasil. O &lsquo;elitismo&rsquo;, no sentido de possuir altos padr&otilde;es &eacute;ticos e culturais, &eacute; considerado mera soberba.&rdquo;<\/p>\n<p> Para ele, mesmo os l&iacute;deres populares, oriundos das esferas mais pobres da popula&ccedil;&atilde;o, deveriam se preocupar com sua forma&ccedil;&atilde;o cultural. &ldquo;Por um motivo muitos simples: o verdadeiro l&iacute;der popular &eacute; aquele que ascende moral e culturalmente a m&eacute;dia de sua classe de origem, seja ela qual for (o mesmo vale para um burgu&ecirc;s ou aristocrata), sem abandonar seus valores fundamentais. Via de regra, sem generalizar, o que se v&ecirc; no Brasil &eacute; algo totalmente diverso. L&iacute;deres burgueses que mant&ecirc;m a baix&iacute;ssima m&eacute;dia de leitura do restante de sua classe e l&iacute;deres populares que, subindo de vida, muitas vezes gra&ccedil;as a sua milit&acirc;ncia pol&iacute;tica, passam a consumir como burgueses, usando ternos finos e consumindo bebidas caras, sem se preocupar em aproveitar as novas oportunidades que angariou para ganhar certo verniz cultural. Mal comparando, &eacute; o mesmo caso do atleta brasileiro que vai atuar na Europa, mas leva o Brasil na mala. N&atilde;o visita um museu sequer, mas promove feijoadas e rodas de samba para os agregados que importou da &lsquo;Terrinha&rsquo;&rdquo;, analisa Ademir.<\/p>\n<p> Assim, ele indicou aqueles que deveriam ser os &ldquo;livros de cabeceira&rdquo; de um pol&iacute;tico: biografias de grandes estadistas, como Napole&atilde;o, Roosevelt, Lincoln e, principalmente, a autobiografia de Churchill; &ldquo;Os her&oacute;is&rdquo;, do historiador ingl&ecirc;s Paul Johnson; &ldquo;Homens em tempos sombrios&rdquo;, da fil&oacute;sofa Hannah Arendt; &ldquo;O fim da Utopia&rdquo;, de Russell Jacoby; e &ldquo;O fim da hist&oacute;ria e o &uacute;ltimo homem&rdquo;, de Francis Fukuyama. E para provocar ainda mais o conhecimento dos pol&iacute;ticos, o professor declara: &ldquo;Acho que esse n&uacute;mero de p&aacute;ginas &eacute; o suficiente para ocupar os quatro anos de mandato. [Os deputados] N&atilde;o precisam se preocupar muito em ler Maquiavel ou Rousseau. No tempo que gastariam com eles, podem assistir futebol ou ver novela. Talvez possam ler por divers&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1962\/deputados18.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; width: 152px; height: 225px; float: right;\" \/>O ex-governador Irapuan Costa J&uacute;nior pontua que a falta de leitura n&atilde;o &eacute; um problema apenas dos pol&iacute;ticos, mas reflexo da p&eacute;ssima educa&ccedil;&atilde;o brasileira. &ldquo;Temos uma p&eacute;ssima educa&ccedil;&atilde;o nos tr&ecirc;s n&iacute;veis, o que n&atilde;o acontece nos pa&iacute;ses mais adiantados, onde h&aacute; um est&iacute;mulo &agrave; leitura nos tr&ecirc;s n&iacute;veis, o que mostra a import&acirc;ncia da leitura. Aqui, ela passou a ser deixada de lado com o advento com a TV e da internet. E n&atilde;o houve a contrapartida da escola. Ent&atilde;o, temos o adulto com uma forma&ccedil;&atilde;o superficial de TV e de internet. E quando se l&ecirc;, temos os livros de autoajuda, que n&atilde;o &eacute; uma leitura cultural. Todos os problemas brasileiros hoje est&atilde;o sendo discutidos com superficialidade. N&atilde;o h&aacute; planejamento, que &eacute; tamb&eacute;m uma defici&ecirc;ncia de cultura t&eacute;cnica e falta de leitura.&rdquo;<\/p>\n<p> Segundo Irapuan, as obras primordiais para a leitura dos caros parlamentares s&atilde;o: &ldquo;Os Sert&otilde;es&rdquo;, de Euclides da Cunha (que trata da hist&oacute;ria brasileira); &ldquo;Bandei&shy;rantes e pioneiros&rdquo;, de Vianna Moog, (para ver como o Brasil era antes); &ldquo;Brasil de Get&uacute;lio a Castello&rdquo;, de Thomas Skidmore, (que &eacute; um retrato pol&iacute;tico dos &uacute;ltimos 50 anos); a Biografia do Carlos Lacerda, de Foster Dulles (para ver como a pol&iacute;tica brasileira se desenvolveu); os livros do jornalista e escritor Elio Gaspari (quatro volumes); &ldquo;A verdade sufocada&rdquo;, do coronel Brilhante Ustra (que trata do per&iacute;odo de regime militar); &ldquo;Democracia na Am&eacute;rica&rdquo;, de Tocqueville (que traz a cultura democr&aacute;tica, fala de como se desenvolveu o sistema democr&aacute;tico)&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Marcos Nunes Carreiro &nbsp; Dizem que literatura e pol&iacute;tica concomitantemente se misturam. &Eacute; f&aacute;cil achar escritores tra&ccedil;ando conceitos para a pol&iacute;tica e n&atilde;o menos raro [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26695"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}