﻿{"id":26653,"date":"2011-03-26T00:00:00","date_gmt":"2011-03-26T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/celg-estatal-goiana-continua-em-pane\/"},"modified":"2011-03-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-03-26T03:00:00","slug":"celg-estatal-goiana-continua-em-pane","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/celg-estatal-goiana-continua-em-pane\/","title":{"rendered":"Celg-  Estatal goiana continua em pane"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<span style=\"background-color: rgb(242, 242, 242); font-size: 9px; font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 12px;\">os: Fernando Leite\/Jornal Op&ccedil;&atilde;o<\/span><\/p>\n<div class=\"post-img\" style=\"margin: 0px 10px 10px 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; float: left; max-width: 620px; overflow: hidden; font-family: Georgia, \u00b4Times New Roman\u00b4, Times, serif; line-height: 12px;\">\n<div class=\"post-img-url\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1863\/demo.jpg\" border=\"0\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\" alt=\"\" \/><\/div>\n<div class=\"post-img-descricao\" style=\"margin: 0px; padding: 4px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 10px; vertical-align: baseline; background-color: rgb(242, 242, 242); text-shadow: rgb(242, 242, 242) 0px 1px 1px;\">Senador Dem&oacute;stenes Torres garante que acordo est&aacute; avan&ccedil;ando,<br \/> ap&oacute;s ter conversa com ministros da presidente Dilma Rousseff<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"conteudo\" style=\"margin: 0px 0px 20px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 13px; vertical-align: baseline; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 15px;\">\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Jos&eacute; C&aacute;cio J&uacute;nior<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">A sa&iacute;da definitiva para resolver os problemas financeiros da Celg, ao que tudo indica, ainda est&aacute; longe de ser concretizada. O governo do Estado, ao mesmo tempo em que negocia um empr&eacute;stimo de R$ 2,7 bilh&otilde;es para quitar as d&iacute;vidas da estatal goiana (valor que ser&aacute; dividido em duas parcelas), discute a venda de at&eacute; 49% das a&ccedil;&otilde;es da Celg para outras empresas do setor el&eacute;trico. O que pode emperrar a resolu&ccedil;&atilde;o desse problema s&atilde;o, em suma, dois fatores: entraves pol&iacute;ticos e t&eacute;cnicos.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">No campo pol&iacute;tico, a presidente Dilma Roussef (PT) pode atravancar a solu&ccedil;&atilde;o do problema da Celg. Aliados do governo federal e pol&iacute;ticos pr&oacute;ximos ao governador Marconi Perillo (PSDB) negam que a presidente possa atrapalhar as negocia&ccedil;&otilde;es. Os dois lados querem mostrar servi&ccedil;o: quem faz parte da base da base quer passar a impress&atilde;o de que a presidente est&aacute; se empenhando para resolver o imbr&oacute;glio; j&aacute; a oposi&ccedil;&atilde;o, que precisa da libera&ccedil;&atilde;o do empr&eacute;stimo, n&atilde;o ir&aacute; criticar o governo federal.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Em meio a essas negocia&ccedil;&otilde;es, segundo um petista goiano, Dilma j&aacute; disse a pessoas pr&oacute;ximas que no primeiro ano de seu governo ir&aacute; priorizar a libera&ccedil;&atilde;o de recursos para aliados do Pal&aacute;cio do Planalto. Uma pr&aacute;tica recorrente e um sinal claro para Marconi: o problema da Celg ainda deve se arrastar por certo tempo. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; a mesma do ano passado. Ap&oacute;s a derrota de Iris Rezende (PMDB) na elei&ccedil;&atilde;o em outubro, o ex-presidente Lula (PT) tamb&eacute;m teria lavado as m&atilde;os em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Celg e n&atilde;o estaria preocupado em liberar o montante de R$ 3,728 bilh&otilde;es que era negociado. A assinatura do acordo anterior foi regido por interesses pol&iacute;ticos. A confirma&ccedil;&atilde;o da negocia&ccedil;&atilde;o foi feita um dia antes de o ent&atilde;o governador Alcides Rodrigues (PP) declarar apoio a Iris Rezende (PMDB) no segundo turno. &Agrave; &eacute;poca, Alcides negou que o apoio ao peemedebista foi condi&ccedil;&atilde;o para o governo federal assinar o empr&eacute;stimo.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Contrariando seus colegas partid&aacute;rios, o deputado Luis Cesar Bueno (PT) admite que o acordo possa n&atilde;o sair por causa de quest&otilde;es pol&iacute;ticas. O deputado petista &eacute; bem direto no assunto. Compara a rela&ccedil;&atilde;o entre o ex-governador Alcides Rodrigues, &ldquo;um aliado de primeira hora de Lula&rdquo;, com os parlamentares do PSDB e do DEM que, na vis&atilde;o de Luis Cesar, se destacam nacionalmente por fazer uma oposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;expl&iacute;cita&rdquo; a Dilma. &ldquo;Alcides era amigo de Lula e n&atilde;o conseguiu. Voc&ecirc; acha que PSDB e DEM v&atilde;o conseguir contratar o empr&eacute;stimo?&rdquo;, indaga o deputado, completando que o principal problema da Celg &eacute; de &ldquo;incompet&ecirc;ncia&rdquo; na gest&atilde;o da empresa.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Contesta&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; color: rgb(169, 169, 169);\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1863\/luisBueno.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 1px solid; outline: 0px; vertical-align: baseline; float: left; width: 320px; height: 220px;\" \/><\/span>Luis Cesar comenta a articula&ccedil;&atilde;o de Marconi para que o dinheiro n&atilde;o fosse liberado ano passado. Durante o trabalho da equipe de transi&ccedil;&atilde;o, Marconi enviou documento &agrave; Caixa Econ&ocirc;mica Federal &mdash; banco de onde sairia o dinheiro &mdash; dizendo que poderia contestar o empr&eacute;stimo caso ele fosse liberado. A equipe do ent&atilde;o governador eleito tamb&eacute;m listou supostas irregularidades que o contrato da negocia&ccedil;&atilde;o tinha. Para Luis Cesar, se a situa&ccedil;&atilde;o da Celg fosse resolvida, Alcides e Iris poderiam utilizar o fato com fins eleitorais, podendo causar inclusive a derrota de Marconi ao governo do Estado. Por isso a interfer&ecirc;ncia do tucano.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Um dos principais nomes da oposi&ccedil;&atilde;o ao governo federal no Senado, o senador Dem&oacute;stenes Torres (DEM) n&atilde;o acredita que Dilma ir&aacute; se pautar por problemas pol&iacute;ticos e partid&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o ao problema da Celg. Para Dem&oacute;stenes, Dilma j&aacute; pediu a seus ministros que se dediquem a resolver o problema da empresa. Ele conta que, em conversa com os ministros Edison Lob&atilde;o (Minas e Energia-MME) e Antonio Palocci (Casa Civil) na semana passada, ouviu dos aliados de Dilma que as negocia&ccedil;&otilde;es est&atilde;o avan&ccedil;adas. &ldquo;Se n&atilde;o apontar uma solu&ccedil;&atilde;o a&iacute; sim pode ser uma quest&atilde;o pol&iacute;tica. Mas n&atilde;o acredito nisso.&rdquo; Dem&oacute;stenes &eacute; um dos bra&ccedil;os direito de Marconi em Bras&iacute;lia e tem proximidade com Lob&atilde;o, de quem foi colega no Senado.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">O deputado estadual Humberto Aidar (PT) n&atilde;o acredita que Dilma ir&aacute; cair na &ldquo;pequenez&rdquo; de tratar a quest&atilde;o da Celg pelo vi&eacute;s pol&iacute;tico. Para o petista, a presidente, antes de pensar em Marconi como advers&aacute;rio pol&iacute;tico, precisa mostrar disposi&ccedil;&atilde;o em resolver os problemas do Estado. &ldquo;A opera&ccedil;&atilde;o &eacute; bem complexa. &Eacute; bobagem pensar que o governo federal esteja trabalhando para ser o motivo da derrocada da Celg.&rdquo; Outro problema que precisa ser resolvido, na vis&atilde;o de Aidar, s&atilde;o as d&iacute;vidas que a estatal tem a receber, mas que n&atilde;o s&atilde;o pagas, como as a&ccedil;&otilde;es na Justi&ccedil;a contra a empresa Codemin, pelo pagamento de incentivos fiscais &agrave; Codemin que eram devidos pelo governo federal; e contra o governo do Tocantins, pelo patrim&ocirc;nio da estatal que estava instalado na &aacute;rea que pertencia a Goi&aacute;s, antes da divis&atilde;o dos Estados. &ldquo;A quest&atilde;o &eacute; que quem deve a Celg n&atilde;o paga e quem ela deve cobra bastante&rdquo;, resume Aidar.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Estaca zero<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Para o deputado federal Rubens Otoni (PT), um dos principais interlocutores goianos com o governo federal, a situa&ccedil;&atilde;o da Celg ainda n&atilde;o foi resolvida, pois as negocia&ccedil;&otilde;es voltaram &agrave; estaca zero ap&oacute;s as mudan&ccedil;as da negocia&ccedil;&atilde;o propostas por Marconi. &ldquo;Se fosse o acordo anterior o problema j&aacute; estaria resolvido. O interesse do governo federal &eacute; salvar a Celg.&rdquo; Otoni tamb&eacute;m lembra o fato de Marconi ter recusado a proposta anterior e que, apesar disso, o Pal&aacute;cio do Planalto &ldquo;n&atilde;o tem medido esfor&ccedil;os&rdquo; para encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o para o problema.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; color: rgb(169, 169, 169);\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1863\/humberto.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 1px solid; outline: 0px; vertical-align: baseline; float: left; width: 320px; height: 229px;\" \/><\/span>O fato de n&atilde;o ter concretizado a negocia&ccedil;&atilde;o o ano passado implica mais um agravante para a situa&ccedil;&atilde;o da Celg. Como a empresa n&atilde;o pagou o Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (IMCS) devido aos cofres estaduais, o Estado n&atilde;o conseguiu cumprir o plano de ajuste fiscal do ano passado e pode ficar impedido de contrair empr&eacute;stimos com o governo federal. Esse &eacute; mais um problema t&eacute;cnico de v&aacute;rios que a empresa tem que resolver. &ldquo;Isso implica que esse ano o Estado vai ter que cumprir o plano de ajuste fiscal para conseguir, somente em 2012, as certid&otilde;es negativas da Uni&atilde;o para contrair empr&eacute;stimos&rdquo;, explica um t&eacute;cnico da empresa, que pediu para n&atilde;o ser identificado. A garantia oferecida por Alcides era exatamente as pr&oacute;prias parcelas do empr&eacute;stimo que seriam liberadas, j&aacute; que o dinheiro seria utilizado para quitar d&iacute;vidas da Celg com empresas do setor e o ICMS com o Estado.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">O governador Marconi articulou para que o empr&eacute;stimo fosse autorizado em fevereiro, j&aacute; que o governo federal pode divulgar a qualquer momento relat&oacute;rio dos Estados que n&atilde;o cumpriram o plano fiscal em 2010, impossibilitando assim que a negocia&ccedil;&atilde;o seja concretizada. &ldquo;E nunca houve exce&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimos para algum Estado que n&atilde;o tivesse cumprido as metas do plano fiscal&rdquo;, explica a fonte, deixando claro que a atual gest&atilde;o tem pouco tempo para conseguir liberar o empr&eacute;stimo ainda este ano.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">O acordo arquitetado por Marconi &eacute; bem parecido com a negocia&ccedil;&atilde;o conduzida por Alcides e com o projeto idealizado pelo ex-presidente da Celg &Ecirc;nio Branco. A diferen&ccedil;a principal era que o acordo da gest&atilde;o &Ecirc;nio previa somente a venda de 41,08% das a&ccedil;&otilde;es da Celg por R$ 1 bilh&atilde;o para a Eletrobras. &ldquo;Alcides tamb&eacute;m queria resolver de fato o problema da empresa, por isso n&atilde;o levou adiante o projeto de &Ecirc;nio&rdquo;, conta um pol&iacute;tico pr&oacute;ximo ao ex-governador.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Dessa forma, &Ecirc;nio se sentiu desprestigiado e entregou a presid&ecirc;ncia da Celg. &ldquo;&Ecirc;nio &eacute; um t&eacute;cnico muito competente. Mas como sua ideia n&atilde;o foi aceita, ele preferiu se afastar da empresa&rdquo;, explica a fonte. &Ecirc;nio hoje &eacute; o presidente da Diretoria Executiva da SC Parcerias, estatal de Santa Catarina que pode investir na Celg.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline;\">&ldquo;S&oacute; Eletrobr&aacute;s e Cemig t&ecirc;m caixa para comprar a&ccedil;&otilde;es da Celg&rdquo;<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline; color: rgb(169, 169, 169);\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.jornalopcao.com.br\/arquivos\/images\/1863\/marconiAecio.jpg\" style=\"margin: 5px 10px; padding: 0px; border: 1px solid; outline: 0px; vertical-align: baseline; float: left; width: 320px; height: 202px;\" \/><\/span>Uma das alternativas para capta&ccedil;&atilde;o de recursos para a Celg &eacute; a venda de at&eacute; 49% das a&ccedil;&otilde;es estatal a empresas do setor el&eacute;trico. Isso vem sido discutido desde a &eacute;poca das reuni&otilde;es da equipe de transi&ccedil;&atilde;o, em meados de novembro do ano passado. Desde ent&atilde;o tem sido ventilado que empresas de Minas Gerais (Cemig), Paran&aacute; (Copel) e Santa Catarina (SC Parcerias) estariam dispostas a firmarem parceria com a Celg. A diretoria da Celg tamb&eacute;m discute a venda de a&ccedil;&otilde;es para a Eletrobr&aacute;s, estatal federal que participa da gest&atilde;o de diversas empresas do setor. O vice-governador e presidente da Celg, Jos&eacute; Eliton (DEM), confirmou semana passada que as negocia&ccedil;&otilde;es com a Cemig est&atilde;o avan&ccedil;adas e devem ser conclu&iacute;das em breve. O governo espera receber at&eacute; R$ 1 bilh&atilde;o pela venda das a&ccedil;&otilde;es da Celg.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">&ldquo;S&oacute; Eletrobr&aacute;s e Cemig t&ecirc;m caixa para comprar a&ccedil;&otilde;es da Celg. Se n&atilde;o conseguirem com a empresa mineira, a sa&iacute;da para a Celg &eacute; vender a&ccedil;&otilde;es para a Eletrobr&aacute;s&rdquo;, cita um t&eacute;cnico do setor el&eacute;trico, sob sigilo. Al&eacute;m das empresas do setor el&eacute;trico citadas, uma concession&aacute;ria do Maranh&atilde;o e outro da regi&atilde;o Nordeste tamb&eacute;m negociam a compra de a&ccedil;&otilde;es da Celg. A empresa do Maranh&atilde;o, revela o t&eacute;cnico, est&aacute; passando por dificuldades financeiras e o grupo que a gere pode n&atilde;o conseguir captar recursos para concretizar as a&ccedil;&otilde;es financeiras, indica&ccedil;&atilde;o de que as negocia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o devem vingar. Light (Rio de Janeiro) e Chesf (Bahia), tamb&eacute;m j&aacute; foram citadas como poss&iacute;veis parceiras da Celg, mas, segundo a fonte, n&atilde;o possuem dinheiro em caixa para uma opera&ccedil;&atilde;o desse porte.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">A participa&ccedil;&atilde;o da Cemig &mdash; que deve comprar boa parte das a&ccedil;&otilde;es &agrave; venda caso a negocia&ccedil;&atilde;o se concretize &mdash; aponta para dois cen&aacute;rios. Primeiro, o interesse de outras empresas do setor &eacute; um sinal de que o governo do Estado deve fechar o empr&eacute;stimo com o governo federal. Nenhum grupo privado investe em uma empresa que tende a quebrar. A Celg tem d&iacute;vidas estimadas em R$ 7 bilh&otilde;es. O valor da venda de 49% das a&ccedil;&otilde;es d&aacute; al&iacute;vio, mas n&atilde;o resolve o problema financeiro da empresa.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Em segundo lugar, a Cemig &#8211; uma empresa s&oacute;lida, que em fator de presen&ccedil;a de mercado s&oacute; perde para a Eletrobr&aacute;s &mdash;- pode ser uma forma de a atual administra&ccedil;&atilde;o pressionar o governo federal a fechar o acordo financeiro e mostra que o Estado tem alternativa para resolver o problema. Al&eacute;m disso, a presen&ccedil;a da empresa mineira deu for&ccedil;a para Marconi negociar com outras empresas do setor, pois se trata de uma prov&aacute;vel parceira que possui credibilidade no mercado. A participa&ccedil;&atilde;o da estatal mineira tamb&eacute;m faz parte de uma proximidade pol&iacute;tica entre o governador Marconi Perillo e o senador A&eacute;cio Neves (PSDB-MG).<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">O senador mineiro &eacute; cotado como candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica em 2014. N&atilde;o &eacute; segredo algum que em seu projeto pol&iacute;tico, Marconi pretende al&ccedil;ar voos mais altos e disputar elei&ccedil;&atilde;o para presidente. Como Goi&aacute;s n&atilde;o tem for&ccedil;a pol&iacute;tica para bancar um candidato a presidente da Rep&uacute;blica, a parceria pode vingar em frutos eleitorais para Marconi e o pr&oacute;prio A&eacute;cio. &Eacute; cedo para se tratar dessa engenharia eleitoral, mas j&aacute; demonstra as a&ccedil;&otilde;es da parceria. A indica&ccedil;&atilde;o de Sim&atilde;o Cirineu para Secretaria da Fazenda tamb&eacute;m &eacute; outro fator que mostra a liga&ccedil;&atilde;o entre os dois tucanos. Sim&atilde;o ocupou o mesmo cargo quando A&eacute;cio era governador em Minas.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">A venda de parte das a&ccedil;&otilde;es tem sido uma das pol&ecirc;micas que giram em torno do assunto Celg. Pol&iacute;ticos e militantes da oposi&ccedil;&atilde;o alegam que o governo est&aacute; privatizando parte do patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. O governo justifica dizendo que precisa captar recursos para investir na infraestrutura da empresa, que est&aacute; deficit&aacute;ria. N&atilde;o vis&atilde;o do deputado estadual Humberto Aidar (PT), o ideal seria que o Estado mantivesse o controle de todas as a&ccedil;&otilde;es da Celg. Mas, se n&atilde;o tiver outra sa&iacute;da e o acordo for vantajoso &agrave; estatal, a venda para a iniciativa privada passa a ser vi&aacute;vel. &ldquo;Uma coisa &eacute; viajar no assunto de privatiza&ccedil;&atilde;o, outra &eacute; a realidade da empresa. A prefer&ecirc;ncia seria a venda das a&ccedil;&otilde;es para o governo federal. Se n&atilde;o restar alternativa, a venda para a iniciativa privada pode ser vantajosa.&rdquo;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><strong style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\"><span style=\"margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; font-size: 16px; vertical-align: baseline;\">Eletrobr&aacute;s n&atilde;o ter&aacute; controle da Celg<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">Diferentemente do acordo que era discutido na gest&atilde;o anterior, a Eletrobr&aacute;s abriu m&atilde;o de controlar a gest&atilde;o da Celg. De acordo com pol&iacute;ticos pr&oacute;ximos ao presidente da Celg, Jos&eacute; Eliton (DEM), a Eletrobr&aacute;s pode comprar uma pequena parte das a&ccedil;&otilde;es da empresa goiana, o que faria com n&atilde;o houvesse peso pol&iacute;tico e administrativo na Celg. Outro fator &eacute; de empresas que s&atilde;o geridas pela Eletrobr&aacute;s n&atilde;o apresentarem equil&iacute;brio financeiro, explica a fonte.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; border: 0px; outline: 0px; vertical-align: baseline;\">A presen&ccedil;a da Cemig tamb&eacute;m &eacute; um fator que pode ter mudado os planos da Eletrobr&aacute;s. Concorrentes no setor el&eacute;trico, a presen&ccedil;a de representantes das duas empresas tamb&eacute;m pode ter inviabilizado as negocia&ccedil;&otilde;es ou at&eacute; mesmo a gest&atilde;o na administra&ccedil;&atilde;o da Celg. A gest&atilde;o tida como compartilhada na negocia&ccedil;&atilde;o anterior &mdash; a Celg indicaria somente o presidente, os demais diretores seriam indica&ccedil;&atilde;o da Eletrobr&aacute;s &mdash; foi uma das principais pol&ecirc;micas em rela&ccedil;&atilde;o ao acordo anterior. A alega&ccedil;&atilde;o era que a gest&atilde;o da empresa seria entregue ao governo federal.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;os: Fernando Leite\/Jornal Op&ccedil;&atilde;o Senador Dem&oacute;stenes Torres garante que acordo est&aacute; avan&ccedil;ando, ap&oacute;s ter conversa com ministros da presidente Dilma Rousseff Jos&eacute; C&aacute;cio J&uacute;nior A [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26653\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}