﻿{"id":25384,"date":"2012-01-13T00:00:00","date_gmt":"2012-01-13T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/governo-nao-precisa-atropelar-afirmou-luis-cesar-bueno-em-entrevista\/"},"modified":"2012-01-13T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-13T02:00:00","slug":"governo-nao-precisa-atropelar-afirmou-luis-cesar-bueno-em-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/governo-nao-precisa-atropelar-afirmou-luis-cesar-bueno-em-entrevista\/","title":{"rendered":"\u201cGoverno n\u00e3o precisa atropelar\u201d, afirmou Luis Cesar Bueno em entrevista"},"content":{"rendered":"<p>O petista prega que &eacute;&nbsp; necess&aacute;rio mais &ldquo;respeito&rdquo; do governo e da bancada governista ao poder legislativo. &ldquo;Hoje o executivo n&atilde;o exige uma maioria, mas exige a submiss&atilde;o do legislativo&rdquo;, defende. Nesta entrevista cedida aos jornalistas Eduardo Sartorato, Frederico Jotab&ecirc;, Lis Lemos e Marcos Aur&eacute;lio Alves Bandeira, na ter&ccedil;a, 27, Luis Cesar qualifica o acordo de recupera&ccedil;&atilde;o da Celg, entre os&nbsp; governos estadual e federal, de &ldquo;desvantajoso&rdquo; para Goi&aacute;s, mas comemora o fato da estatal n&atilde;o ter sido privatizada.<\/p>\n<p> Qual balan&ccedil;o o sr. faz na Assembleia Legislativa em 2011?<br \/> Lutamos o bom combate. O governo n&atilde;o esperava oposi&ccedil;&atilde;o na Assembleia. As vota&ccedil;&otilde;es de interesse do governo, quando perceb&iacute;amos que eram projetos que contrariavam o interesse do povo, votamos contra e tivemos o apoio integral da bancada do PT e parte da bancada do PMDB. Ent&atilde;o, acredito que fizemos uma oposi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, contundente e combativa. Logo no in&iacute;cio do ano votamos a reforma administrativa, que fechava empresas, privatizava, fazia fus&atilde;o de outras. O poder legislativo entregava uma esp&eacute;cie de cheque em branco&nbsp; ao executivo, atrav&eacute;s de uma Lei Delegada. Imediatamente a bancada do PT entrou na justi&ccedil;a com uma Adin [A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade], que ser&aacute; julgada no pr&oacute;ximo dia 15, no Tribunal de Justi&ccedil;a. Posteriormente vieram medidas de mais desgaste para o governo. O ajuste fiscal imp&ocirc;s um rigor muito grande nos investimentos do Estado. Se analisarmos a situa&ccedil;&atilde;o financeira vamos ver que os investimentos foram percentualmente muito pequenos em compara&ccedil;&atilde;o aos &uacute;ltimos 20 anos. O l&iacute;der do governo emendou um projeto de lei, onerando o Estado com a cria&ccedil;&atilde;o de 1600 cargos em comiss&atilde;o, somados aos mais de nove mil que existem e dando um aumento de sal&aacute;rio para esses servidores comissionados de quase 300%. Isso quer dizer que o governo se contradiz ao falar de um ajuste fiscal. A sa&uacute;de e a seguran&ccedil;a p&uacute;blica est&atilde;o um caos. Com todo esse quadro, percebemos que a popula&ccedil;&atilde;o, assustada, come&ccedil;a nas pesquisas a reprovar o governo Marconi. E agora vai &agrave; pra&ccedil;a um edital para terceirizar os servi&ccedil;os de esgoto de uma rede que est&aacute; constru&iacute;da e pronta e que a Saneago apenas cobra o servi&ccedil;o nas cidades de Aparecida, Rio Verde, An&aacute;polis, Jata&iacute; e Trindade. A Saneago pode ser a Celg de amanh&atilde;.<\/p>\n<p> A oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dormiu em alguns pontos, como na capitaliza&ccedil;&atilde;o de algumas obras como o aeroporto, ou at&eacute; mesmo na quest&atilde;o da Celg?<br \/> As poucas vezes que o governador Marconi conseguiu fazer uma agenda positiva foi &agrave; sombra do governo federal. Por exemplo, a bancada do PT se reuniu duas vezes com o Ministro da Defesa, com Nelson Jobim e com o atual ministro, Celso Amorim, debatendo o processo de licita&ccedil;&atilde;o do aeroporto e n&oacute;s ouvimos que o atraso &eacute; em decorr&ecirc;ncia do Estado que n&atilde;o cumpriu a contra-partida e tamb&eacute;m por den&uacute;ncias no processo de licita&ccedil;&atilde;o, que foi comandado pelo Estado. Portanto, n&atilde;o &eacute; um problema que o governo federal criou. Em rela&ccedil;&atilde;o a Celg, tamb&eacute;m &eacute; outra agenda positiva que o governo conseguiu criar na depend&ecirc;ncia do governo federal. N&oacute;s da bancada do PT n&atilde;o mudamos de posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao acordo, mantivemos a mesma posi&ccedil;&atilde;o que t&iacute;nhamos a um ano atr&aacute;s. Quem mudou de posi&ccedil;&atilde;o foram os marconistas, que resolveram ir atr&aacute;s da Eletrobr&aacute;s e fazer o acordo. Ali&aacute;s, demoraram, depois de levar um preju&iacute;zo durante um ano de R$ 1,72 bilh&atilde;o. O governo percebeu que isso ia ter um resultado desastroso no fechamento das contas resolveu entregar a Celg para a Eletrobr&aacute;s. Coisa que o governo Alcides negociou por apenas 5% das a&ccedil;&otilde;es. Se tivesse feito o acordo naquela &eacute;poca, a Celg seria do governo de Goi&aacute;s e estaria valendo de R$ 6 a 8 bilh&otilde;es. E agora em fun&ccedil;&atilde;o do efeito bola de neve que ocorreu no d&eacute;ficit or&ccedil;ament&aacute;rio mensal, a Celg est&aacute; sendo entregue com uma contrapartida com 51% das a&ccedil;&otilde;es, ou seja, todo o controle acion&aacute;rio ser&aacute; entregue &agrave; Eletrobr&aacute;s.<\/p>\n<p> Mas o sr. n&atilde;o acha que quem tinha que assumir essa agenda positiva seriam os aliados da presidente?<br \/> N&oacute;s fizemos. No caso do aeroporto, a bancada do PT, tanto estadual, quanto federal esteve em Bras&iacute;lia. Agora, o grande problema &eacute; que em, algumas a&ccedil;&otilde;es do governo do Estado, que envolve recursos federais, omite a presen&ccedil;a e a execu&ccedil;&atilde;o financeiro-or&ccedil;ament&aacute;ria federal e a figura da presidenta.<\/p>\n<p> O governo estadual enfatiza essa rela&ccedil;&atilde;o com o governo federal e capitaliza em cima dessa parceria. N&atilde;o parece que a oposi&ccedil;&atilde;o, que teria esse canal direto com a&nbsp; presidente, tem ficado pelo caminho?<br \/> A presidenta Dilma, diferentemente de Fernando Henrique Cardoso, exerce um mandato republicano. E por ser a presidenta dos brasileiros e brasileiras e n&atilde;o apenas do PT, ela tem um relacionamento institucional com todos os governos e o governador de Goi&aacute;s &eacute; um deles. Ent&atilde;o, n&atilde;o podemos cobrar que o PT venha capitalizar a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por governo. O que temos que fazer &eacute; apoiar. N&oacute;s da bancada do PT temos que, institucionalmente estar presentes. Tivemos tr&ecirc;s reuni&otilde;es com a ministra Ideli Salvatti e com outros ministros, para entre outras coisas defender pleitos dos prefeitos da nossa base que representamos. E conseguimos. Se analisar a situa&ccedil;&atilde;o financeira do Estado de Goi&aacute;s, analisar as obras do PAC, vai perceber que prefeitos do PSDB, do DEM e de todos os partidos t&ecirc;m os seus pleitos contemplados.<br \/> &nbsp;<br \/> Mas n&atilde;o falta a&ccedil;&atilde;o dos l&iacute;deres, como Iris Rezende, Rubens Otoni, Vanderlan Cardoso, de capitalizar os esfor&ccedil;os do governo federal? A bancada de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo do Estado n&atilde;o foi omissa. N&oacute;s estivemos sempre presentes e marcamos posi&ccedil;&otilde;es em todas as vota&ccedil;&otilde;es pol&ecirc;micas. Os nossos deputados, tanto Rubens Otoni, quanto Marina Sant&#8217;anna e tamb&eacute;m os parlamentares do PMDB sempre estiveram acompanhado ministros, fazendo inspe&ccedil;&otilde;es de obras e o que &eacute; mais importante: estiveram apresentando emendas e defendendo recursos para o desenvolvimento do Estado. Por ser 2012, um ano eleitoral, acreditamos que a presen&ccedil;a dos deputados federais e estaduais ser&aacute; mais intensa nas cidades. No caso do aeroporto, n&atilde;o era o momento dos deputados aparecerem ao lado do ministro para participar da assinatura do conv&ecirc;nio, j&aacute; que trabalharam para isso? &Eacute; bom lembrar que n&atilde;o tem conv&ecirc;nio assinado. Ali&aacute;s, existe uma a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) para que haja uma outra licita&ccedil;&atilde;o e o governo do Estado trabalha em uma linha que n&atilde;o concordamos, que &eacute; a de salvar uma licita&ccedil;&atilde;o viciada. Achamos que o correto &eacute; ter outra licita&ccedil;&atilde;o. Mas, no acordo, existe expectativa de participa&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o? Existe at&eacute; agora um protocolo de inten&ccedil;&atilde;o. Para este virar um contrato, para o Comit&ecirc; de Risco da Caixa Econ&ocirc;mica Federal liberar o recurso, existe ainda um rio a ser atravessado. Queremos que o governo fa&ccedil;a isto logo, que seja competente para superar os obst&aacute;culos. E, com certeza, por ser assuntos que envolvam o governo federal, n&oacute;s vamos estar presentes. O fato do governador ter dito que n&atilde;o cumpriria o acordo anterior pode fazer com que o Comit&ecirc; de Risco da Caixa vete a opera&ccedil;&atilde;o? &Eacute; importante salientar que a opera&ccedil;&atilde;o foi muito bem amarrada. O governo federal tem o controle total da empresa e os recursos ser&atilde;o descontados mensalmente do Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Estados. Ent&atilde;o n&atilde;o h&aacute; nenhum risco. No ano passado, o vice-governador Jos&eacute; Eliton (DEM), ent&atilde;o chefe da equipe de transi&ccedil;&atilde;o, chamou o contrato de leonino. H&aacute; possibilidade de questionar na justi&ccedil;a? Se naquela &eacute;poca, com a entrega de 5% das a&ccedil;&otilde;es, era um contrato leonino, o que dir&aacute; hoje com entrega de 51%, dez vezes a mais do que foi acordado. Este acordo, comparado com o anterior, &eacute; totalmente desproporcional e desvantajoso para o Estado. Agora, eu gosto de dizer que &eacute; melhor ter a Celg sob o controle da Eletrobr&aacute;s, que &eacute; uma empresa p&uacute;blica, do que ter ela sobre o poder de uma empresa privada. Se com 5% j&aacute; era leonino, ent&atilde;o a possibilidade de Marconi vir a ser questionado na justi&ccedil;a &eacute; muito maior? Com certeza. At&eacute; por ser bem discrepante, era 5% e agora 51%, a bancada de oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria ter sido contra o projeto? N&oacute;s somos coerentes. N&atilde;o queremos a privatiza&ccedil;&atilde;o da empresa. E se ela tem possibilidade de ir para o controle da Eletrobr&aacute;s, que &eacute; uma empresa s&eacute;ria, para manter a nossa coer&ecirc;ncia votamos a favor. &Eacute; poss&iacute;vel passar para o eleitor que o governo estadual perdeu a Celg para o governo federal? Sim, a popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; diz isto. A marca do governo federal na Celg ser&aacute; totalmente diferente da marca estabelecida at&eacute; agora pelo governo do Estado e dos governos Marconi, haja visto que em 2004, 2005 e 2006, a Celg afundou um d&eacute;ficit de quase R$ 3 bilh&otilde;es, algo jamais visto em um empresa de distribui&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, que recebe do consumidor &agrave; vista, que n&atilde;o tem concorr&ecirc;ncia e ainda consegue operar com um d&eacute;ficit enorme, operar com um rombo deste tamanho. Para se ter uma ideia, a Celg tem um patrim&ocirc;nio l&iacute;quido de R$ 382 milh&otilde;es e uma d&iacute;vida de R$ 6,2 bilh&otilde;es, onde cerca de 50% foi contra&iacute;da nos governos Marconi. N&atilde;o est&aacute; faltando dos l&iacute;deres da oposi&ccedil;&atilde;o irem a p&uacute;blico e defender esta tese? N&oacute;s reunimos o bloco de partidos que comp&otilde;e a base da presidenta Dilma Rousseff em Goi&aacute;s, formamos o movimento Em Defesa de Goi&aacute;s. Os governos do PSDB pagaram muito caro a pol&iacute;tica criminosa de privatiza&ccedil;&atilde;o, desenvolvida pelo governo FHC. Posteriormente houve uma cr&iacute;tica dos governadores e prefeitos do PSDB, contra este processo. Agora, o governo de Goi&aacute;s ressuscita este m&eacute;todo, que &eacute; o da terceiriza&ccedil;&atilde;o, da privatiza&ccedil;&atilde;o a qualquer pre&ccedil;o. Eu n&atilde;o sou contra a privatiza&ccedil;&atilde;o, desde que o empres&aacute;rio fa&ccedil;a investimento, que fa&ccedil;a a constru&ccedil;&atilde;o da ferrovia, da rodovia, investimentos nos aeroportos, para depois cobrar da popula&ccedil;&atilde;o. O PMDB ainda insiste em vincular as elei&ccedil;&otilde;es de 2012 e 2014 para apoiar a reelei&ccedil;&atilde;o do prefeito Paulo Garcia? Volto a reafirmar que a alian&ccedil;a com o PMDB est&aacute; consolidada. Esta alian&ccedil;a &eacute; abalizada em Bras&iacute;lia. A cada elei&ccedil;&atilde;o, o que se decide em Bras&iacute;lia acaba sendo repassado aos Estados e capitais. Em Goi&acirc;nia fomos um parceiro fiel do PMDB e hoje estamos no comando da prefeitura com algo em comum: o enfrentamento contra o DEM e o PSDB. Ressalto que, para n&oacute;s termos sucesso em 2012 e 2014, precisamos estar unidos e eu acredito que a unidade ocorrer&aacute;. N&atilde;o d&aacute;, por&eacute;m, para discutir sucess&atilde;o faltando mais de tr&ecirc;s anos para o t&eacute;rmino do governo Marconi. Acho at&eacute; irrespons&aacute;vel discutir 2014 sem antes passar por 2012. Dem&oacute;stenes &eacute; um nome que assusta? Ele j&aacute; disputou cargos majorit&aacute;rios em Goi&acirc;nia e teve uma vota&ccedil;&atilde;o pequena. Ele tem despontado eleitoralmente nos debates ao Senado. O PT est&aacute; preparado para enfrentar o DEM e o PSDB, seja qual for o candidato. O PMDB tem dado sinais que quer alian&ccedil;a na chapa para vereadores. Isto preocupa o PT? N&atilde;o, porque a nossa chapa proporcional est&aacute; muito boa &ndash; temos 81 candidatos para escolher 60. N&atilde;o falta candidatos na nossa chapa. Esperamos eleger, pelo menos, 20% do legislativo goianiense. Considerando que o PMDB tamb&eacute;m tem uma chapa competitiva e temos uma s&eacute;rie de partidos menores, que precisam de coliga&ccedil;&atilde;o, eu acho que o correto &eacute; o PMDB puxar uma coliga&ccedil;&atilde;o, o PT outra, e os partidos menores montar uma coliga&ccedil;&atilde;o. O prefeito teria tr&ecirc;s chapas bastante fortes, sustentando a candidatura dele em 2012. Isto n&atilde;o pode entrar na mesa de negocia&ccedil;&atilde;o do apoio do PMDB para o prefeito? Acredito que n&atilde;o seria inteligente para o PMDB propor isto, porque eleitoralmente os nossos nomes s&atilde;o competitivos. Esta alian&ccedil;a significaria, pelo menos, 40 candidatos fora do pleito. Isto seria, pelo menos, 80 mil votos a menos. Mas o PMDB n&atilde;o quer perder as nove vagas que possui na Casa, espera que o PT complemente esta alian&ccedil;a. O PT nunca foi partido de complementar. Nunca fomos rabo de chapa. Sempre fomos cabe&ccedil;a de chapa proporcional. Isto &eacute; uma caracter&iacute;stica do PT que ele n&atilde;o abre m&atilde;o. Podemos fazer alian&ccedil;as? Podemos fazer, mas entendo que os dois partidos fortes desta alian&ccedil;a devem ter chapas pr&oacute;prias, inclusive para crescer eleitoralmente. Na Assembleia, 2011 foi um ano de embates que foram al&eacute;m das ideias, com trocas de acusa&ccedil;&otilde;es. Como o sr. viu este clima quente? A base do governo Marconi assustou com a oposi&ccedil;&atilde;o que um grupo de deputados come&ccedil;ou a fazer. Na medida que fizemos oposi&ccedil;&atilde;o, eles vir&atilde;o que n&atilde;o seria f&aacute;cil a aprova&ccedil;&atilde;o. E isto irritou alguns deputados que n&atilde;o est&atilde;o acostumados com o debate pol&iacute;tico, levando inclusive a a&ccedil;&otilde;es pessoais. Estas a&ccedil;&otilde;es poderiam se complicar mais, n&oacute;s poder&iacute;amos apelar para o decoro parlamentar, tamanha eram as agress&otilde;es que est&aacute;vamos recebendo. Mas o presidente da Casa, em uma medida s&aacute;bia, reuniu os deputados e estabeleceu um pacto de conduta. O que queremos &eacute; que o respeito seja mantido. &Eacute; importante, para o governo, que tenha oposi&ccedil;&atilde;o. Somos uma minoria, mas uma minoria que questiona. Recentemente percebemos que o l&iacute;der do governo (Helder Valin) passou a emendar projetos criar estrutura administrativa, como cria&ccedil;&atilde;o de cargos, aumento de sal&aacute;rios. Segundo a Carta Magna da Uni&atilde;o, &eacute; de compet&ecirc;ncia exclusiva do executivo elaborar mat&eacute;rias que versam sobre aumento de sal&aacute;rios e cria&ccedil;&atilde;o de cargos. Aqui em Goi&aacute;s, porque o Regimento Interno permite, atropela-se a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e a Estadual. O que queremos &eacute; que a legalidade seja cumprida. O sr. acha que, diante de todos estes percal&ccedil;os, &eacute; dif&iacute;cil manter a alian&ccedil;a que elegeu, em consenso, as tr&ecirc;s &uacute;ltimas mesas diretoras? Falta um ano para encerrar a gest&atilde;o do presidente Jardel Sebba. Tenho muito respeito pelo deputado, uma pessoa coerente com seus princ&iacute;pios. Mas acho que esta gest&atilde;o est&aacute; bastante complicada. O governo Marconi cobra al&eacute;m da aprova&ccedil;&atilde;o dos projetos. O peso de ser governo &eacute; muito caro para o poder legislativo, considerando que a base &eacute; maioria. O poder passa a entregar a sua autonomia, a extrapolar. Em outras casas legislativa, permanece a maioria, mas o poder continua intoc&aacute;vel. Hoje o executivo n&atilde;o exige uma maioria, mas exige a submiss&atilde;o do legislativo. O governo tem maioria tranquila para aprovar todas as mat&eacute;rias, n&atilde;o precisa atropelar os mecanismos constitucionais que n&oacute;s custamos a fazer. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O petista prega que &eacute;&nbsp; necess&aacute;rio mais &ldquo;respeito&rdquo; do governo e da bancada governista ao poder legislativo. &ldquo;Hoje o executivo n&atilde;o exige uma maioria, mas [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25385,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25384"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25384\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}