﻿{"id":25202,"date":"2000-01-17T00:00:00","date_gmt":"2000-01-17T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/populacao-de-rua-em-goiania\/"},"modified":"2000-01-17T00:00:00","modified_gmt":"2000-01-17T02:00:00","slug":"populacao-de-rua-em-goiania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/populacao-de-rua-em-goiania\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o de rua em Goi\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p>Ao propormos o Projeto de Lei que disp&otilde;e sobra a pol&iacute;tica de acolhida na cidade de Goi&acirc;nia atrav&eacute;s de albergues e servi&ccedil;os para a popula&ccedil;&atilde;o de rua desta cidade, pretendemos incitar a cria&ccedil;&atilde;o de um local apropriado para facilitar o enfrentamento da realidade pelas pessoas que experimentam a viv&ecirc;ncia desumanizante das ruas das cidades, na busca pela sobreviv&ecirc;ncia.   Falamos de amparo com perspectivas de um projeto social maior que termine por reproduzir, atrav&eacute;s de uma viv&ecirc;ncia comum &#8211; n&atilde;o isolada, aspectos positivos para o desenvolvimento humano e social desta popula&ccedil;&atilde;o de rua de Goi&acirc;nia da aviltada e destitu&iacute;da de direitos e valore, n&atilde;o enquanto provenientes de uma situa&ccedil;&atilde;o natura, mas de uma constru&ccedil;&atilde;o humana.   Analisamos a consci&ecirc;ncia que o home tem de si mesmo, e percebemos que ele &eacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua experi&ecirc;ncia no mundo, ao seu significado no Ambiente que determina o seu modo de ser no mundo.   Da&iacute; a id&eacute;ia de que quando fazemos caridade, quase sempre pretendemos minorar n&atilde;o o sofrimento do outro, mas o nosso pr&oacute;prio, a nossa impot&ecirc;ncia, massageado nosso ego, crendo &#8211; nas pessoas de bem, sem a &quot;compreens&atilde;o de ser, em ser acolhimento do outro&quot;.<\/p>\n<p>&nbsp;Recentemente, ap&oacute;s as festas natalinas e &agrave;s v&eacute;speras, poderemos ver, com certeza, in&uacute;meras destas pessoas, que quase nunca t&ecirc;m casa, comida, roupas, sa&uacute;de, higiene, conforto espiritual. S&atilde;o pessoas, que n&atilde;o por op&ccedil;&atilde;o o, mas por condi&ccedil;&atilde;o de pen&uacute;ria, n&atilde;o podem deixar de pedir ou, de perambular pelas ruas em busca de sobreviv&ecirc;ncia. Em meio &agrave; tantas outras que dar&atilde;o aux&iacute;lio, outras que criticar&atilde;o, outras que ignorar&atilde;o, e outra que em menor quantidade, questionar&atilde;o.   Dialogicamente, queremos provocar a reflex&atilde;o sobra a marginalidade, n&atilde;o enquanto tra&ccedil;o da personalidade, mas enquanto condi&ccedil;&atilde;o objetiva de car&aacute;ter hist&oacute;rico. No Brasil, n&atilde;o se trata a medinc&acirc;ncia como na &Iacute;ndia, onde este &eacute; um ato de desapego, humildade e resigna&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;Tampouco, no Brasil ocorre por falta de produtos ou recursos humanos.   A estagna&ccedil;&atilde;o social que vemos, com a cultura e o poder mal distribu&iacute;dos, nos revela uma sociedade individualista, que reproduz as rela&ccedil;&otilde;es de domina&ccedil;&atilde;o dos sistema capitalista, em que no m&aacute;ximo persevera o &quot;&eacute; dando que se recebe&quot; em despeito do cultivo de valores humanisticamente &eacute;ticos que conduzem &agrave; uma exist&ecirc;ncia mais plena, com a compreens&atilde;o do outro, das coisas e do mundo, e do ser no mundo.   Trabalhemos sim, e muito, enquanto podemos.<\/p>\n<p>&nbsp;E sem incitar o &oacute;cio, reconhe&ccedil;amos a m&aacute; sorte do outro, sabendo o nosso papel, auxiliando se pudermos, se nosso cora&ccedil;&atilde;o mandar, sem que a m&atilde;o esquerda saiba o que fez a direita.   N&atilde;o se trata aqui de institucionalizarmos a mendic&acirc;ncia, simplesmente.   Propomos o enfrentamento pr&aacute;tico de um problema que atinge cada vez mais pessoas nas cidades. Um problema que reflete o descaso do governo diante das mis&eacute;rias humanas. E que indigna, maltratada, e fere a nossa condi&ccedil;&atilde;o humana de ser, de ser humano, de ser &quot;um mano&quot;.   Luis Cesar Bueno &eacute; professor, historiador, vereador e l&iacute;der da bancada do PT de Goi&acirc;nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao propormos o Projeto de Lei que disp&otilde;e sobra a pol&iacute;tica de acolhida na cidade de Goi&acirc;nia atrav&eacute;s de albergues e servi&ccedil;os para a popula&ccedil;&atilde;o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[59],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25202"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}