﻿{"id":24941,"date":"2010-09-15T00:00:00","date_gmt":"2010-09-15T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/artigo-a-retomada-da-politica-ferroviaria-brasileira-de-luis-cesar-bueno-foi-destaque-no-jornal-diario-da-manha\/"},"modified":"2010-09-15T00:00:00","modified_gmt":"2010-09-15T03:00:00","slug":"artigo-a-retomada-da-politica-ferroviaria-brasileira-de-luis-cesar-bueno-foi-destaque-no-jornal-diario-da-manha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/artigo-a-retomada-da-politica-ferroviaria-brasileira-de-luis-cesar-bueno-foi-destaque-no-jornal-diario-da-manha\/","title":{"rendered":"Artigo \u201cA retomada da pol\u00edtica ferrovi\u00e1ria brasileira\u201d de Luis Cesar Bueno foi destaque no Jornal Di\u00e1rio da Manh\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><P>O Jornal Di\u00e1rio da Manh\u00e3 publicou na edi\u00e7\u00e3o dia 14 de setembro, um artigo do deputado Luis Cesar Bueno que trata sobre a retomada da pol\u00edtica ferrovi\u00e1ria brasileira. O artigo foi muito questionado e lido pelos leitores goianos, e vale a pena voc\u00ea tamb\u00e9m ler e ver o que o deputado pensa sobre o assunto. <BR><BR><STRONG>A retomada da pol\u00edtica ferrovi\u00e1ria brasileira<\/STRONG><BR>Nos anos 1950, o Brasil possu\u00eda uma malha ferrovi\u00e1ria totalizada em pouco mais de 35 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o em rede, a maior parte dos trilhos concentrada nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Centro-Oeste, pela ordem. Era o p\u00f3s-guerra (1939-1945), \u00e9poca em que as primeiras montadoras transnacionais de autom\u00f3veis chegavam por aqui, \u00e1vidas de novos mercados e bastante incentivadas como indutoras de um novo modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico. <BR>A princ\u00edpio com Get\u00falio Vargas em seu segundo governo (1951-1954), e depois aprofundado com o desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), o novo direcionamento da log\u00edstica de transportes nacional baseou-se desde ent\u00e3o no sistema sobre rodas como estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio brasileiro. Essa estrat\u00e9gia traduziu o in\u00edcio de uma pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica correta no ocidente. Por\u00e9m, na medida em que se assentava e progredia, simultaneamente se revelava predadora e excludente, vez que os estrategistas do novo modelo movimentavam-se com a\u00e7\u00f5es destinadas a inibir e encarecer a infraestrutura ferrovi\u00e1ria predominantemente estatal.<BR><BR>Nos espa\u00e7os urbanos a nova elite industrial interferiu nos planejamentos municipais notabilizando-se por desmantelar calculadamente os sistemas de bondes urbanos de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, culminando com o sucateamento da ind\u00fastria de vag\u00f5es e locomotivas e a privatiza\u00e7\u00e3o de seus setores estatais. No ambiente rural, a manobra pol\u00edtica e o marketing industrial ressuscitaram o lema do presidente Washington Lu\u00eds (1926-1930), qual seja, \u201cgovernar \u00e9 abrir estradas\u201d \u2013 apelo que viria a se instalar definitivamente como estrat\u00e9gia desenvolvimentista e de integra\u00e7\u00e3o nacional nos sucessivos governos da \u00faltima ditadura militar (1964-1985). <BR><BR>Esse breve hist\u00f3rico \u00e9 para justificar a raz\u00e3o de o Brasil ter reduzido de 35 mil para 29,7 mil quil\u00f4metros a sua malha ferrovi\u00e1ria entre 1945 e 2000, conforme anota Juciara Rodrigues em seu estudo 500 Anos de Tr\u00e2nsito no Brasil. \u00c9 para entender o porqu\u00ea pela qual, simultaneamente a este mesmo espa\u00e7o de tempo, a malha rodovi\u00e1ria brasileira saltou magnificamente de 38 mil para 1,6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Em fun\u00e7\u00e3o desta invers\u00e3o o Brasil de hoje transporta por rodovias 96% de seus passageiros e 62% de suas cargas,&nbsp; enquanto a matriz ferrovi\u00e1ria transporta 1,5% e 20% na mesma sequ\u00eancia.<BR><BR>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, o Jap\u00e3o tem praticamente a mesma quilometragem ferrovi\u00e1ria do Brasil, mesmo sendo 23 vezes menor em territ\u00f3rio e possuir topografia montanhosa em 71% de sua \u00e1rea (o Brasil possui apenas 3% de territ\u00f3rio montanhoso). Os EUA, pouco maiores que o Brasil, possuem 14 vezes mais quilometragem ferrovi\u00e1ria. Em ambos os casos os sistemas ferrovi\u00e1rios acompanham, em desenvolvimento constante, suas matrizes rodovi\u00e1rias.<BR><BR>Nesse contexto, alenta-nos o avan\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o da Ferrovia Norte-Sul, cujo tra\u00e7ado longitudinal de 3.100 km entre Panorama (SP) e Bel\u00e9m (PA) permitir\u00e1 o encontro de outros sistemas, como a Ferrovia da Integra\u00e7\u00e3o Bahia-Oeste, prevista a ligar Ilh\u00e9us-BA e Figueir\u00f3polis-TO como ramal da Norte-Sul (1.490 km) e a Ferrovia Transcontinental, que ligar\u00e1 o norte do Rio de Janeiro a Boqueir\u00e3o da Esperan\u00e7a-AM, na fronteira com o Peru \u2013 um percurso de 4.400 km.<BR><BR>Iniciada em 1987 no governo Sarney, a Ferrovia Norte-Sul progrediu lentamente nos governos seguintes de Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, conclu\u00eddo em 1996 apenas o trecho entre A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) e Porto Franco (MA). Ou seja, em nove anos, sob a gest\u00e3o de quatro presidentes da Rep\u00fablica, essa ferrovia estrat\u00e9gica alcan\u00e7ou apenas 215 quil\u00f4metros.<BR><BR>Sob as duas gest\u00f5es de Lula, mais de 500 quil\u00f4metros foram conclu\u00eddos at\u00e9 agora, e os 1.359 quil\u00f4metros entre Aguiarn\u00f3polis (TO) e An\u00e1polis (GO) dever\u00e3o ser totalizados ainda este ano, 516 quil\u00f4metros dos quais em Goi\u00e1s. Os 50 quil\u00f4metros de trilhos percorridos por autoridades federais e estaduais nesta semana entre An\u00e1polis (GO) e Petrolina (GO) s\u00e3o apenas uma rever\u00eancia a isso que denominamos de invers\u00e3o de prioridades rumo a uma plataforma desenvolvimentista que permita recuperar a importante pol\u00edtica abandonada l\u00e1 atr\u00e1s na hist\u00f3ria do Brasil. Uma conquista, sem d\u00favidas!<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jornal Di\u00e1rio da Manh\u00e3 publicou na edi\u00e7\u00e3o dia 14 de setembro, um artigo do deputado Luis Cesar Bueno que trata sobre a retomada da [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[57],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24941"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}