﻿{"id":23768,"date":"2006-11-10T00:00:00","date_gmt":"2006-11-10T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/relatorio-da-onu-aponta-brasil-como-exemplo-no-combate-a-desigualdade\/"},"modified":"2006-11-10T00:00:00","modified_gmt":"2006-11-10T02:00:00","slug":"relatorio-da-onu-aponta-brasil-como-exemplo-no-combate-a-desigualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/relatorio-da-onu-aponta-brasil-como-exemplo-no-combate-a-desigualdade\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da ONU aponta Brasil como exemplo no combate \u00e0 desigualdade."},"content":{"rendered":"<p>Apontado at\u00e9 o Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano de 2005 como refer\u00eancia de desigualdade, o Brasil \u00e9 agora apresentado, no RDH 2006, como exemplo de melhoria na distribui\u00e7\u00e3o de renda.    \u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que a desigualdade extrema n\u00e3o \u00e9 algo imut\u00e1vel. Nos \u00faltimos cinco anos, o Brasil, um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo, tem combinado um s\u00f3lido desempenho econ\u00f4mico com decl\u00ednio na desigualdade de rendimentos (&#8230;) e na pobreza\u201d, sustenta o texto do relat\u00f3rio 2006 do Pnud (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento).    Atualmente, o Brasil \u00e9 o 10\u00aa mais desigual numa lista com 126 pa\u00edses e territ\u00f3rios. Ele est\u00e1 melhor que Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia, Haiti e cinco pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana.   Os avan\u00e7os ainda tiraram o Brasil da pen\u00faltima posi\u00e7\u00e3o no ranking de distribui\u00e7\u00e3o de renda da Am\u00e9rica Latina \u2014 no \u00faltimo relat\u00f3rio, s\u00f3 a Guatemala estava em situa\u00e7\u00e3o pior.    Apesar de os progressos terem permitido que o indicador brasileiro superasse o colombiano, duas coloca\u00e7\u00f5es foram ganhas gra\u00e7as \u00e0 intensa amplia\u00e7\u00e3o do fosso de renda entre pobres e ricos na Bol\u00edvia e \u00e0 entrada do Haiti no ranking.    A Guatemala passou da primeira para a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o na lista dos piores da regi\u00e3o, superando inclusive o Chile.    O desempenho brasileiro \u00e9 avaliado no relat\u00f3rio principalmente com base no \u00edndice de Gini \u2014 indicador de desigualdade de renda que varia de 0 a 1, sendo 0 em uma situa\u00e7\u00e3o na qual toda a popula\u00e7\u00e3o possu\u00edsse uma renda equivalente, e 1 se apenas uma pessoa detivesse toda a riqueza do pa\u00eds.    No relat\u00f3rio, o \u00edndice do Brasil \u00e9 0,580, menor que o da Col\u00f4mbia (0,586, nona no ranking dos piores) e pouco maior que os de \u00c1frica do Sul e Paraguai (0,578, empatadas na 11\u00aa coloca\u00e7\u00e3o).    A evolu\u00e7\u00e3o brasileira nos \u00faltimos anos vai na contram\u00e3o da tend\u00eancia de alta de pa\u00edses como Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia e Paraguai.   <b>Bolsa Fam\u00edlia<\/b> O RDH 2006 destaca o programa Bolsa Fam\u00edlia como um dos respons\u00e1veis pelos avan\u00e7os do Brasil.    \u201cO crescimento econ\u00f4mico criou empregos e promoveu aumento real de sal\u00e1rio. E um amplo programa social \u2014 o Bolsa Fam\u00edlia \u2014 tem feito transfer\u00eancias de renda para 7 milh\u00f5es de fam\u00edlias que vivem na pobreza extrema ou moderada para ajudar na alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, criando benef\u00edcios hoje e bases para o futuro\u201d, frisa.   O n\u00famero apontado no relat\u00f3rio refere-se ao total de fam\u00edlias atendidas em 2004. Hoje, j\u00e1 s\u00e3o mais de 11 milh\u00f5es.   Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil ainda \u00e9 mais desigual do que todos os pa\u00edses com IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano) superior ao seu \u2014 o que mais se aproxima \u00e9 o Chile, que tem um \u00edndice de Gini de 0,571.    Al\u00e9m disso, em apenas oito pa\u00edses os 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o se apropriam de uma fatia da renda nacional maior que a dos ricos brasileiros. No Brasil, eles abocanham 45,8% da renda, menos que no Chile (47%), Col\u00f4mbia (46,9), Haiti (47,7), Lesoto (48,3%), Botsuana (56,6%), Suazil\u00e2ndia (50,2%), Nam\u00edbia (64,5%) e Rep\u00fablica Centro-Africana (47,7%).   No outro extremo, s\u00f3 em sete pa\u00edses a parcela da riqueza apropriada pelos 10% mais pobres \u00e9 menor que no Brasil. Os pobres brasileiros det\u00eam apenas 0,8% da renda, fatia superior \u00e0 dos pobres de Col\u00f4mbia, El Salvador e Botsuana (0,7%), Paraguai (0,6%), e Nam\u00edbia, Serra Leoa e Lesoto (0,5%).    A compara\u00e7\u00e3o entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres mostra que, no Brasil, a fatia da renda obtida pelo quinto mais rico da popula\u00e7\u00e3o (62,1%) \u00e9 quase 24 vezes maior do que a fatia de renda do quinto mais pobre (2,6%).    O relat\u00f3rio destaca que reduzir a desigualdade \u00e9 importante porque \u00e9 uma das formas de acelerar a redu\u00e7\u00e3o da pobreza. \u201cA taxa de redu\u00e7\u00e3o da pobreza de um pa\u00eds se d\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o de dois fatores: o crescimento econ\u00f4mico e a parcela desse incremento apropriada pelos pobres. Em outras palavras, quanto maior a parcela apropriada pelos pobres, maior ser\u00e1 a efici\u00eancia do pa\u00eds em transformar crescimento em redu\u00e7\u00e3o da pobreza\u201d, afirma.    O RDH 2006 ainda ressalta que a desigualdade n\u00e3o \u00e9 um problema apenas dos pa\u00edses em desenvolvimento. O texto afirma que nos Estados Unidos, a diferen\u00e7a entre ricos e pobres cresceu \u201cdramaticamente\u201d.    Nos \u00faltimos 25 anos, segundo o relat\u00f3rio, a renda dos 1% de lares mais ricos cresceu 135% e a participa\u00e7\u00e3o deles no PIB (Produto Interno Bruto) dobrou para 16%, enquanto os sal\u00e1rios da manufatura tiveram queda real de 1%.    \u201cEm outras palavras, os frutos dos ganhos de produtividade que promoveram o crescimento dos Estados Unidos foram fortemente direcionados para as partes mais ricas da sociedade\u201d, afirma.   <b>Para ver o relat\u00f3rio na \u00edntegra, <a href=\"http:\/\/hdr.undp.org\/hdr2006\/report_pt.cfm\" target=\"_blank\">Clique aqui<\/a>.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apontado at\u00e9 o Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano de 2005 como refer\u00eancia de desigualdade, o Brasil \u00e9 agora apresentado, no RDH 2006, como exemplo de melhoria [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23769,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[57],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23768"}],"collection":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23768"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23768\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/luiscesarbueno.com.br\/lcb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}