Vereadores e população de Turvelândia não aceitam a existência de “dois” prefeitos.

Publicado 21/11/2006

Vereadores e a população de Turvelândia contestam ato do Governador Alcides Rodrigues que prorroga por mais 100 (cem) dias a intervenção no Município. Com a assinatura da maioria dos vereadores, representantes do povo, foram protocolados documentos junto à Presidência da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás e demais órgãos competentes do Poder Executivo Estadual solicitando o fim da intervenção estadual no Município. Os membros da Câmara Municipal consideram a situação constitucional e administrativa do município restabelecida e que não justifica a continuidade da intervenção estadual. Como é do conhecimento público, Turvelândia passou por grave crise política e administrativa. O então Prefeito Eduardo Mendonça de Carvalho foi cassado, houve o assassinato do Presidente da Câmara Municipal levando a cidade ao caos, o que motivou o pedido de intervenção pelos membros do Poder Legislativo local. Passados 120 (cento e vinte dias) da intervenção, instituídos pelo Decreto nº 6.465 de 26 de maio de 2006, os vereadores Eurípides Pimenta Neves, Itamar das Neves, Joel Lubarino da Silva, José Carlos Mendes Vieira e Lamunier Fernandes dos Santos PEDEM DE PÚBLICO A REVOGAÇÃO DO DECRETO QUE PRORROGA A INTERVENÇÃO NO MUNICIPIO DE TURVELÂNDIA e que seja garantida a continuidade administrativa pelo então Vice-Prefeito, Sr. EZEQUIEL RICARDO DA SILVA, constitucionalmente empossado após a cassação do Prefeito José Eduardo Mendonça de Carvalho. O Deputado Luis César Bueno, após conhecimento do pleito dos membros do Poder Legislativo do Município de Turvelândia, entende que a autonomia administrativa do Município deve ser retomada. A intervenção, inicialmente necessária, perde sua eficácia à medida que a ordem administrativa foi restabelecida, o que não justifica a sua prorrogação. O Deputado entende que mantida a vontade do Governador, fere-se o direito do povo de Turvelândia de ter um Prefeito legalmente instituído.

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