R$ 1,93 bilhão do PAC para logística em Goiás
Publicado 19/07/2007
Brenno Sarques Estradas, ferrovias, hidrelétricas, casas. Os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) em Goiás trouxeram o ministro do Planejamento e Orçamento, Paulo Bernardo, a Goiânia, ontem. A pedido do Fórum Goiano Pró-Lula, o ministro explicou que Goiás tem R$ 1,93 bilhão para logística. São R$ 560 milhões para rodovias goianas neste ano. Há também R$ 1,16 bilhão para a construção da ferrovia Norte–Sul, no trecho Anápolis–Palmas, e R$ 211 milhões reservados para ampliação do aeroporto. Todavia, a obra está parada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeitas de irregularidades na licitação. Além de rodovias e ferrovias, Bernardo ressaltou a necessidade de investir em infra-estrutura energética, citando o alcooduto entre Senador Canedo e São Sebastião (SP). “São R$ 4,1 bilhões para a obra”, diz. Há também a previsão para a construção de 16 pequenas hidrelétricas, financiadas pelo BNDES, no valor de R$ 150 milhões cada, capazes de abastecer algumas cidades próximas. “Se tiver projeto e licença ambiental, vamos fazer a obra”, exclamou, lembrando das 26 usinas de biodiesel previstas para 2010. Outros R$ 3,6 bilhões estão destinados para saneamento no Centro-Oeste, com ênfase na região do Entorno de Brasília. O PAC destinou ainda R$ 77 milhões para três projetos de abastecimento de água e irrigação. Rodovias e Habitação Dos 560 milhões para rodovias, ministro destacou a duplicação da BR-070, do Distrito Federal à cidade de Águas Lindas (60 milhões), a duplicação da BR-153, entre Aparecida de Goiânia e Itumbiara, a BR-060 (10,7 milhões) e o trecho da BR-060 entre Goiás e o Distrito Federal, em Anápolis (R$ 29,5 milhões). Os recursos para habitação serão priorizados no Entorno do DF e na Grande Goiânia. O ministro não disse quanto Goiás vai receber, visto que a aplicação do dinheiro depende da contrapartida dos Estados e municípios, entre 10% e 20% do valor de cada projeto. “São R$ 1,7 bilhão neste ano do Orçamento da União para todo o País”, adiantou. O presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Álvaro Lourenço, informa que o governo de Goiás apresentou sete projetos habitacionais, com 500 unidades cada, em sete municípios do Entorno do DF. “São R$ 93 milhões para construção das casas, com toda infra-estrutura”, diz, criticando que Goiás arca com o ônus da região, enquanto o DF fica com o bônus, tirando proveito da mão-de-obra dos trabalhadores goianos. O prefeito Iris Rezende (PMDB) tem pressa: “Se o governo federal liberar recursos, em alguns meses entregaremos milhares de casas”, declarou. O cenário previsto para 2007 é de inflação de 3,7%, com crescimento do PIB (produto interno Bruto) de 4,5%. De 2008 a 2010, a previsão é crescer 5% ao ano, com inflação de 4,5%. Paulo Bernardo salientou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem buscado uma equação que reduza o valor das parcelas da dívida que Goiás paga à União. A declaração veio após o recado da bancada goiana ao presidente Lula (PT). “Tratamos da dívida, mas não podemos mudar nem atingir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, lamentou, considerando que estados também precisam realizar investimentos. Fórum pró-lula O Fórum Goiano pró-Lula reúne 12 partidos, muitas vezes opositores em Goiás. Ao lado do vice-governador Ademir Menezes (PR) – que substitui Alcides Rodrigues (PP) enquanto este está no Pará – estavam os presidentes regionais do PT, PMDB, PDT, PTB, PCdoB e PSC. Todavia, era impressionante a quantidade de políticos de Aparecida de Goiânia. A bancada do PR contava com o prefeito José Macedo, Ademir Menezes e o deputado federal Chico Abreu (PR). O PP aparecidense estava representado pelo deputado estadual Ozair José. Por fim, o presidente do PMDB e pré-candidato à Prefeitura de Aparecida, Maguito Vilela, fechava o grupo que deve se degladiar pelo poder no município. “Viemos aqui para prestigiar o vice-governador”, disse Ozair José. Ademir, por sua vez, apenas sorriu ao ser questionado sobre o assunto. Fonte: Jornal Hoje