PT goiano quer maior participação no governo federal

Publicado 05/01/2011

 Após perder a indicação de Pedro Wilson (PT) para a Secretaria de Direitos Humanos do governo Dilma (PT), lideranças do partido em Goiás articulam a presença do ex-prefeito de Goiânia em ministérios importantes como Saúde, Educação, Desenvolvimento e Integração Nacional. Outra prioridade da sigla é o comando de autarquias, fundações e empresas públicas que têm superintendência no Estado.

 
Com duas das maiores prefeituras do Estado (Goiânia e Anápolis), quatro deputados estaduais e dois federais – caso Marina Sant’Anna (PT) assuma a vaga deixada pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto (PMDB) –, o PT tem como única garantia a manutenção do jornalista Olavo Noleto na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.  Ele assume o cargo de Subchefe de Assuntos Federativos. É um cargo importante.
 
De acordo com o deputado estadual  Luis Cesar Bueno (PT),  existem “conversas intensas” entre a direção estadual do partido e a cúpula nacional. Luis Cesar disse que, além de Pedro Wilson (cotado para Brasília), seu nome, o de Marina e do presidente regional do partido, Valdi Camarcio, foram colocados à disposição (Camarcio já está na Prefeitura de Goiânia e assegura que não vai para o governo Dilma). “O PT tem participação muito pequena nos cargos do governo federal em Goiás, queremos estabelecer um percentual mínimo de participação.” 
 
No entanto, a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT) de suspender qualquer nomeação até fevereiro, anunciada ontem, 4, esfriou, segundo petistas, as articulações. Outra dificuldade enfrentada pelos representantes goianos da sigla seria o fato de Goiás ter apenas 2,3% do eleitorado brasileiro. “As pretensões estão lá (com cúpula nacional do partido). O problema é que essas decisões precisam contemplar os anseios de outros 26 Estados”, afirma Camarcio.
 
Alvos do PT em Goiás
 
Apesar de listar como alvo das articulações petistas as superintendências regionais de instituições como Funasa (Fundação Nacional de Saúde), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) e Petrobrás, Luis César Bueno é cauteloso e evita falar em preferências.
 
Entretanto, lideranças petistas têm demonstrado, nos bastidores, interesse pela superintendência regional do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Goiás, cargo ocupado por Rogério Arantes (PTB). A alegação é de que a Reforma Agrária não tem apresentado bons números no Estado.
 
Mesmo sem negar a possibilidade de deixar o posto, Rogério, que falou com a reportagem do Opção na tarde de hoje, 5, afirmou não ter discutido o assunto dentro ou fora do INCRA. “Estou tranquilo, fechei o ano com bons números e não houve este tipo de conversa. Continuo meu trabalho normalmente.”
 
O petebista ressaltou o caráter de sua nomeação como uma justificativa para a permanência dele à frente da autarquia em Goiás. “Foi um acordo de bancada. Não dá para falar que foi só o PTB que me indicou. Ainda assim, o (deputado federal) Jovair Arantes tem um relacionamento muito bom com a Dilma. Acredito que, no mínimo, vamos manter o que já temos,” finaliza.
 
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