Presidente da Agecom será ouvido, nesta quarta-feira, 15, pela CPI

Publicado 14/06/2011

 Informações serão confrontadas com dados apresentados pelo ex-presidente da autarquia, diz Cláudio Meirelles

 
José Luiz Bittencourt deve esclarecer em que situação estava a
Agecom no ínicio de sua gestão

Cleomar Almeida

O presidente da Agência Goiana de Comunicação (Agecom), José Luiz Bittencourt, vai ser ouvido, nesta quarta-feira, 15, a partir das 9 horas, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades nas contas do último ano de mandato do ex-governador Alcides Rodrigues (PP). A comissão decidiu adiar, para a próxima segunda-feira, 22, os depoimentos da ex-secretária de Saúde Irani Ribeiro, por causa de compromisso de agenda dela.

Presidente da CPI, o deputado Cláudio Meirelles (PR) disse que os depoimentos de Bittencourt serão importantes para confrontar dados apresentados pelo ex-presidente da Agecom Marcus Vinícius Felipe, segundo o qual Alcides gastou menos em publicidade que Marconi.

Segundo Meirelles, em 2010, Alcides pagou R$ 97 milhões em publicidade e deixou outros R$ 15 milhões sem pagar. Felipe reconhece, entretanto, apenas R$ 54 milhões investidos neste tipo de comunicação do governo.

Questionado sobre a confusão gerada em torno dos números apresentados e possível uso político das informações, Meirelles disse que os técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) vão apurar todos os dados e defendeu a base governista. “A falta de perguntas técnicas é uma estratégia da oposição, que está tentando esvaziar a CPI”, disse.

Para o vice-presidente da CPI, deputado Luis Cesar Bueno (PT), os governistas fazem uma enxurrada de números propositalmente, o que, segundo ele, torna a CPI ainda mais inócua. “Os próprios deputados do governo afirmaram que a CPI é política. Nunca vi tanta desordem em um só lugar”, lamentou.

Bueno denuncia a morosidade da Comissão de Finanças, que, conforme alegou, até hoje não encaminhou o balanço das contas de 2010 à CPI. Para ele, os depoimentos do presidente da Agecom não tem importância, porque, defendeu, as contas de Alcides são menores que as de Marconi.

+ Notícias