Prefeitura de Goiânia – Composição atende alas petistas
Publicado 21/01/2013
O prefeito Paulo Garcia (PT) conseguiu, na formação de seu secretariado, superar resistências internas do partido que sempre aparecem antes mesmo da disputa de uma eleição. A nova equipe agradou a todas as tendências petistas. No Paço Municipal, as principais ganharam postos no primeiro escalão e as demais, de menor expressão, já dão como certas vagas menos concorridas.
Para os que são ligados à corrente denominada Articulação, liderada pelo próprio Paulo Garcia, ficaram a maioria das secretarias, somando oito. Nelas estão alguns petistas experientes em postos-chave, como Neyde Aparecida (Educação) e Osmar Magalhães (Governo). O critério experiência, contam, foi determinante na maioria das escolhas.
Com lideranças consolidadas dentro do PT à frente das secretarias, o prefeito conseguiu amenizar a disputa interna por espaços. “O espaço maior na cidade de Goiânia nós já temos, que é o prefeito Paulo Garcia no posto mais importante”, diz Luis Cesar Bueno (PT), presidente metropolitano da sigla. No entanto, Luis Cesar admite que sempre tem algum aliado que se sente preterido.
“A Prefeitura de Goiânia agora tem a marca da estrela petista e isso é importante para um projeto maior, em 2014”, avalia o deputado, que vai participar da elaboração de encontros regionais, mirando a disputa oposicionista ao atual governo no próximo ano. Ele lembra que mais de 30% dos eleitores estão na capital e uma boa gestão é essencial também para o fortalecimento das alianças no restante do Estado.
Esta também é a análise do cientista político Pedro Célio. “Goiânia é a principal vitrine eleitoral do partido e o desenho que eles traçaram é de expansão.” Ele acredita que ainda é cedo para falar em uma disputa própria do PT, ou até mesmo de Paulo Garcia, e que o momento é de consolidação das alianças e da base eleitoral.
Para o especialista, a relação com o PMDB, principal aliado do PT e que até agora já levou 12 pastas, também fica mantida com a formação do secretariado. “As possibilidades de composição são muitas e existe também a de Paulo Garcia ser candidato, assim como do Antônio Gomide (prefeito de Anápolis), mas isso é preciso ser analisado em longo prazo. O importante é cacifar o PT neste momento para depois ter uma boa moeda no cenário político e pensar em algo maior.”
Os peemedebistas, que no começo dos anúncios mostraram certa insatisfação, inclusive com manifestações públicas, como do vereador Paulo Borges (PMDB), foram acalmados com as novas listas que foram surgindo. Mas o que a maioria admite é que, na Prefeitura, a grande preocupação de Paulo Garcia era contemplar Iris Rezende (PMDB).
A maioria dos nomes, como de Wagner Siqueira (Habitação), Lívio Luciano (Gabinete Civil), Pablo Rezende (Juventude) e Fernando Machado (Saúde), teve o aval do ex-prefeito. De acordo com um peemedebista, até mesmo o ex-presidente da Comurg e atual secretário de Obras e Serviços Públicos, Luciano de Castro, que mantém estreita relação com o petista, poderia não ter alcançado sucesso em sua pretensão se tivesse veto de Iris Rezende. “Todos buscaram aval do Iris para se manterem ou para entrar na equipe” disse.
O cientista político Pedro Célio também entende que a composição já era esperada. “Pela primeira vez (desde que se aliaram ao PMDB) a Prefeitura é realmente do PT. O governo continua sendo de composição por ter tido muitos apoios e que acabam aparecendo na formação do secretariado.”
Peemedebista diz que agora é a vez do aliado
(R.B.)21 de janeiro de 2013 (segunda-feira)
Samuel Belchior (PMDB), presidente estadual do PMDB, entende que agora é a vez dos petistas comandarem a Prefeitura de Goiânia e é natural que eles ganhem mais espaços. O que Belchior ainda espera é que, como o passar do tempo e o amadurecimento do governo municipal e da parceria, os peemedebistas possam ir ganhando mais terreno.
“Ainda há muita coisa para acontecer e até agora não vejo rupturas nesta união tão importante. E, apesar de ser a capital, é importante pensar que temos todo um Estado para percorrer e fortalecer nossas bases para 2014”, destaca. Belchior admite perdas e ganhos na formação do secretariado de Paulo Garcia, mas afirma que internamente o PMDB não apresenta desgastes.
Outro aliado que espera ser bem tratado no Paço é o PSB. Mesmo que o partido já tenha anunciado que vai lançar o empresário Júnior do Friboi (PSB) como candidato próprio, ele se mantém na base de apoio do prefeito e vai anunciar apoio formal de seus parlamentares na Câmara de Goiânia ao Paço Municipal.
Barbosa Neto (PSB), presidente regional da sigla, espera que seus partidários tenham o mesmo tratamento das outras legendas. “Esperamos ainda o aproveitamento de dois ou três suplentes na equipe de governo, mas não com choque de interesses”. Ele acredita que a busca por mais espaço em qualquer esfera de poder é comum e que os seus partidários não se colocariam de maneira diferente.
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Prioridade do prefeito é concluir primeiro escalão
Thaís Romão21 de janeiro de 2013 (segunda-feira)
Entrando na terceira semana de seu segundo mandato, a prioridade do prefeito Paulo Garcia (PT) nos próximos dias deve ser a conclusão de sua equipe. O anúncio do novo secretariado foi iniciado na primeira semana, mas algumas pastas continuam sem dirigentes definitivos. É o caso da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) e o Procon.
A SMT ainda não foi atingida pelas mudanças do prefeito, mas Senivaldo Ramos não deve permanecer no cargo. De acordo com membros do governo, Senivaldo não é considerado o perfil ideal para a nova fase da pasta, que por determinação do prefeito deve ganhar um perfil mais de planejamento.
Senivaldo é indicação do deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), que também havia indicado seu antecessor, Miguel Tiago, cujo nome começa a ser cotado para reassumir o posto. Miguel se reúne com Paulo Garcia e Luis Cesar hoje. “O encontro é para discutirmos alguns espaços sim, mas insisto na manutenção de Senivaldo. Quero mesmo é me colocar à disposição do prefeito para auxiliar no que for possível”, diz Miguel Tiago.
No comando da Amma, Pedro Wilson continua sendo o nome praticamente confirmado. Ele tem tentado falar com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para comunicar oficialmente sua decisão de deixar a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, mas também articula para garantir seu sucessor. O convite do prefeito já foi aceito, mas ele quer manter influência política no Ministério. No Procon, o atual diretor, José Alício, deverá ser mantido. Paulo Garcia teria dito a aliados que não via motivos para mexer no órgão.