Os candidatos do PT a prefeito de Goiânia
Publicado 14/07/2015
- Legenda possui, hoje, quatro opções para sucessão na Capital em 2016
- Adriana Accorsi, Luís Cesar, Humberto Aidar e Edward Madureira na lista
- “Reeleição de João Gomes, em Anápolis, é estratégica”, diz Luis Cesar Bueno
- Presidente da sigla defende aliança com Maguito Vilela, em Aparecida de Goiânia
Renato Dias, Da editoria de Política&Justiça
O PT terá nome próprio na eleição à prefeitura de Goiânia em 2016, avisa o presidente da sigla na Capital, deputado estadual Luis Cesar Bueno e Freitas. Enquanto ele toma um gole de chá gelado no Outback, o dirigente informa que a legenda já possui quatro opções: Adriana Accorsi, Humberto Aidar, deputados estaduais, Edward Madureira, ex-reitor da UFG, e ele próprio.
– Paulo Garcia, prefeito de Goiânia, está animado com a possibilidade de eleição do sucessor.
O parlamentar relata que 80 obras estão em andamento na administração municipal e que Goiânia adotará um estilo de vida sustentável. Jeovalter Correia, secretário de Finanças do município, promove o equilíbrio orçamentário e financeiro, amplia a receita e permitirá a execução de um pacote de obras e serviços em parcerias com o governo federal, registra, animado.
O cardeal do Movimento PT afirma que faz parte também do centro da tática do PT, hoje, a reeleição do prefeito de Anápolis, João Gomes, a celebração de uma aliança com Maguito Vilela em Aparecida de Goiânia para 2016 e a recuperação econômica e financeira da administração de Goiânia para que a estrela vermelha chegue em junho do ano que vem com força.
O capa preta conta que a legenda pretende dobrar o número de prefeitos nas próximas eleições. O partido elegeu 17, em 2012, mas expulsou dois, em 2014, por infidelidade partidária, explica. A meta é pular de 30 para 60 o número de vices, ampliar a quantidade de vereadores e se consolidar, com a criação de diretórios municipais, em mais 80 cidades de Goiás, observa.
De linhagem social-democrata, ele critica o conceito de estado mínimo que supostamente teria inspirado a reforma administrativa do governo do Estado de Goiás, com Marconi Perillo (PSDB). Ele defende, porém, uma reengenharia do Paço Municipal para equilibrar as finanças públicas e promover a retomada das obras, serviços e programas do prefeito da Capital
O presidente do PT Estadual condena os ataques do senador Aécio Neves (PSDB-MG) tanto à presidente da República, Dilma Vana Rousseff Linhares, quanto ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. O ex-inquilino do Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva é o nome na-tural para 2018, adianta.
Animado, ele explica que em um governo de coalizão é preciso ceder espaços e rebaixar o programa. Joaquim Levy, homem de mercado, Kátia Abreu, porta-voz do agronegócio, e Nelson Barbosa, um pragmático, colaborarão de forma efetiva para o sucesso do segundo mandato de Dilma Rousseff e colocarão a economia e os gastos públicos nos trilhos, desabafa o petista.
A Prefeitura de Anápolis fará um ajuste em suas contas públicas, relata. João Gomes determinou um corte de 9% nas despesas e gastos das secretarias e unidades de governo, frisa. A gestão pretende ainda celebrar parcerias e convênios com os governos federal e estadual. Governo não faz oposição a go-verno, acredita. O foco é o atendimento ao cidadão, discursa.
SAIBA MAIS
Limites para consolidação
Legenda não consegue quebrar a polarização entre PSDB e PMDB
Apesar de o PT ocupar a sala principal do Palácio do Planalto há exatos 12 anos, a estrela vermelha em Goiás não conseguiu ainda obter capilaridade social nos 246 municípios do Estado e está longe de constituir-se em alternativa real de poder à polarização histórica entre o PSDB e o PMDB.
É o que apontam os resultados eleitorais das eleições de 2014 e mesmo de 2012. Em 5 de outubro, Antônio Roberto Gomide, ex-prefeito de Anápolis, amargou a quarta colocação, atrás até de Vanderlan Cardoso (PSB). Mais: elegeu apenas um deputado federal e manteve a bancada de quatro deputados estaduais.
Em seu melhor desempenho desde as eleições de 1982, o PT conquistou 17 prefeituras municipais, em outubro de 2012. Não custa lembrar: o Estado possui mais 229 cidades. Mesmo assim, as administrações do partido enfrentam crises políticas e econômicas. Goiânia é o exemplo das contradições das gestões.
A Prefeitura de Goiânia teria, hoje, uma dívida de quase R$ 1 bilhão para rolar. A receita caiu. A saída, ortodoxa, seria aumentar os impostos. Mesmo assim, ela sofreu derrotas políticas na Câmara Municipal. O que gerou desgastes políticos ao prefeito Paulo Garcia, cujo índice de aprovação popular, hoje, é baixo.
– Mas o cenário mudará!
É o que garante o presidente do PT em Goiânia, deputado estadual Luis Cesar Bueno e Freitas. O reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) seria importante no processo de equilíbrio das contas públicas. Mas o ajuste fiscal executado por Jeovalter Correia pode apresentar resultados já em 2015.
A administração implementará a partir de fevereiro um pacote de obras e serviços para modernizar o município, garante o líder petista. A Prefeitura de Goiânia ampliará a sua capacidade de endividamento, o que permitirá a contração de empréstimos com o governo federal, revela o parlamentar.
– O humor das ruas será outro ano que vem!
Com a derrota nas urnas, em 5 de outubro último, o PT traça estratégia para se fortalecer para as eleições municipais de 2016. A meta é pelo menos dobrar de 17 para 34 o número de gestões petistas. O foco é 2018. Antônio Roberto Gomide e Ceser Donisete, presidente estadual, já deflagraram a operação.
A ideia é manter sob o controle da legenda as administrações de Goiânia e de Anápolis, cujo prefeito João Gomes pode ser ungido à reeleição, e talvez, indicar, em aliança com o PMDB de Maguito Vilela, o ex-deputado estadual e vice Ozair José como nome natural à Prefeitura de Aparecida de Goiânia
Em Goiânia, dois nomes entram na bolsa das especulações petistas. O primeiro, é o da deputada estadual eleita e delegada de polícia Adriana Accorsi. A mais votada do petismo ao Palácio Alfredo Nasser é jovem, sem escândalos em sua carreira e filha do ex-prefeito de Goiânia e ex-deputado estadual Darci Accorsi.
O segundo nome é do ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Edward Madureira. Ele obteve expressiva votação para a Câmara dos Deputados, mas ficou com a primeira suplência. Luis Cesar Bueno e Freitas e Humberto Aidar estão no páreo. Os dois dependem da evolução da gestão petista, marcada por crises.
Em 2016, o quadro será outro, crê o controlador-geral da Prefeitura de Goiânia, uma espécie de xerife das contas públicas, que exerce ainda a função de ouvidor-geral do município e de corregedor, Edilberto de Castro Dias. Ele é ligado ao Paulo Garcia e transita com a facção PT Pra Vencer.
– Marconi Perillo enfrentou grave crise em 2012, o gestor recuperou o político e ele saiu-se vencedor.
Luis Cesar Bueno quer que os aliados de Dilma Rousseff que fazem oposição ao Palácio das Esmeraldas indiquem os nomes para os cargos federais em Goiás. Não há sentido adotar medida contrária, insiste. O coordenador da campanha presidencial da coalizão petista no Estado foi o médico Valdi Camarcio Bezerra.
– O governo federal manteve a estabilidade da economia, controlou a inflação, segurou o dólar, apesar do terrorismo do mercado da reta final da sucessão, ampliou o Bolsa Família e o ProUni, criou o Reuni, implantou o Minha Casa, Minha Vida e concedeu aumento real ao salário mínimo, com expansão do crédito.
PERFIL
Nome: Luis Cesar
Bueno e Freitas
Partido: PT
Cargo: presidente municipal
Funções: deputado estadual e líder da bancada
Tendência interna: Movimento PT
Linhagem: social-democrata
Formação: é
historiador e especialista em Políticas Públicas
NÚMEROS DO PT
1 É o número de cadeira na Câmara Federal do PT
4 É o número de deputados esta-duais do PT
15 É o número de prefeitos do PT em Goiás
1 É o número de vereador em Goiânia
17 É o número de cargos do PT no 1º escalão em Goiân
