Mudanças no Ipasgo serão apreciadas em segunda votação
Publicado 27/02/2013
Ketllyn Fernandes de Deus
Foi discutido durante sessão plenária desta quinta-feira, 20, o processo n° 3.793, que altera regras da legislação que institui os serviços administrados pelo Ipasgo. A matéria deverá ser votada em segundo turno na próxima terça-feira, 25.
Na sessão plenária de ontem, o deputado Karlos Cabral (PT-GO) adiantou que sua bancada votaria contra a aprovação do projeto da governadoria. “Somos contra o projeto do Governo e a favor do servidor público”, pontuou Cabral. O deputado também justificou a ausência de Mauro Rubem (PT-GO), que estava em Brasília para entrega do relatório sobre os 37 casos de desaparecidos após abordagem policial em Goiás.
O deputado Samuel Belchior (PMDB) declarou ser contra a matéria; Humberto Aidar (PT-GO) cobrou providências para se descobrir quem foram os verdadeiros responsáveis pela atual dívida do Ipasgo. A matéria recebeu, no último dia 19 (quarta-feira), os votos contrários de Humberto Aidar (PT), Mauro Rubem (PT), Luis Cesar Bueno (PT), Bruno Peixoto (PMDB), Samuel Belchior (PMDB), Lívio Luciano (PMDB) e Wagner Siqueira (PMDB).
As mudanças referentes aos novos agregados, assim como o aumento nas taxas cobradas dos servidores, se tornou polêmica, principalmente, pelo alto percentual de 89% (inicialmente seria de 140%), já que representantes sindicais, juntamente com a bancada do deputado Mauro Rubem, argumentam que um reajuste em torno de 20% seria o suficiente.
O PL também resgatou promessa feita há 13 anos pelo governador Marconi Perillo de passar a gestão do plano aos servidores. A autogestão do Ipasgo foi tema de audiência pública dirigida por Mauro Rubem no último dia 11 (terça-feira), quando foram apresentadas propostas contrarias à matéria, rejeitadas pelo relator do caso, deputado Helio de Sousa (DEM).