Luis Cesar afirma que empréstimo à Celg pode comprometer administração

Publicado 23/06/2010

O deputado Luis Cesar Bueno (PT) afirma que a Assembleia tem de analisar com cautela o projeto do Governo que pede autorização ao Legislativo goiano para contrair empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Governo Federal, a serem investidos na Companhia Energética de Goiás (Celg).

Para o parlamentar petista, a nova proposta do Governo Federal pode comprometer administrações futuras, pois aumentaria a dívida fundada (dívida total) do Estado de R$ 12 bilhões para R$ 16 bilhões.

Luis Cesar Bueno explica que é preciso cautela, pois a proposta é “radicalmente diferente” do que tinha sido apresentado inicialmente, pela qual haveria aporte de dinheiro com a compra de ações da Celg pela Eletrobras. “Temos de analisar detalhes, como período de carência, juros e prazo de vencimento, para ver qual o impacto dessa dívida em futuras receitas”, explica.

Líder da bancada petista na Assembleia, Luis Cesar Bueno adianta que  ele e seus colegas pretendem discutir o projeto com a secretaria da Fazenda e com o próprio Governador. “ R$ 4 bilhões não são R$ 4 milhões”, ironiza o parlamentar.

Segundo declarações do governador Alcides Rodrigues, o projeto pedindo autorização para o empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), seria enviado à Assembleia Legislativa o mais rápido possível. A proposta foi patrocinada pelo Ministério de Minas e Energia, diante da impossibilidade de se usar recursos da chamada Reserva Global de Reversão (RGR).

Na avaliação do Governo do Estado, os R$ 4 bilhões vão solucionar em definitivo os problemas financeiros da Celg, quitando dívidas com o setor elétrico, além de permitir o repasse de ICMS para o Estado, hoje acumulado em R$ 700 milhões.

Em entrevista à imprensa, Alcides Rodrigues esclareceu que o saneamento financeiro da Celg permitirá também o reajuste da tarifa de energia elétrica, que não é permitido desde 2006 por causa da inadimplência da empresa goiana junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).   

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