É no presente que se constrói o futuro
Publicado 04/09/2018
A falta de segurança é uma variável antiga na construção da identidade do nosso país, tanto que é um dos fatores mais marcantes na nossa projeção internacional. A prova disso são as recomendações de alguns países aos seus cidadãos durante as visitas para as Olimpíadas de 2016, Portugal alertou seus cidadãos para a elevada possibilidade de ser alvo de violência, a Espanha disse que nenhum bairro do Rio oferecia segurança e o governo francês chegou a recomendar que os turistas levassem consigo alguma quantidade de dinheiro para entregar para os ladrões.
A taxa de homicídios em 2016 foi a taxa recorde da história brasileira, chegando a 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, cerca de 30 vezes a taxa média da Europa. Mas trazendo para a juventude, os dados se agravam mais uma vez. A taxa de homicídios de pessoas entre 15 e 29 anos é de 65,5 mortes para cada 100 mil habitantes, o dobro da taxa nacional e mais de 6 vezes a taxa global. E essa taxa se agrava quando consideramos os quesitos regionais e raciais.
É no presente que se constrói o futuro, e o Brasil precisa voltar a desenvolver políticas públicas para conter o avanço da criminalidade e a morte de jovens. Enquanto o Estado brasileiro não retomar a inclusão dos jovens no mercado de trabalho, enquanto não perceber que o lugar dos jovens é na escola e na universidade, continuará enterrando seu futuro e levando seus jovens para o cemitério, local não muito propício para gerar desenvolvimento.
Fonte: Assessoria de comunicação
