Bancada do PT vota a favor do acordo da Celg mais contesta alguns pontos
Publicado 08/12/2011
Assembleia aprovou nesta quarta-feira, 7, por unanimidade, o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a contrair empréstimo de R$ 3,527 bilhões junto à Caixa Econômica Federal para aporte de capital e pagamento de obrigações à Companhia Energética de Goiás (Celg).
A bancada do PT argumenta que votou a favor por preferir a Celg sob o comando do Governo Federal do que privatizada. Mas durante votação chegou a apresentar emendas que visavam o pagamento integral do ICMS da energia aos municípios, e outra não permitindo aumento na tarifa dos consumidores. Segundo o projeto, a aumento pode chegar a 39%, assim que for assinado o acordo.
Durante audiência pública, que contou com a presença do presidente da Celg, o vice-governador José Eliton e do secretário da Fazenda, Cimão Sirenou, que apresentaram um balanço da estatal, tanto Luis Cesar Bueno, como Mauro Rubem e Karlos Cabral, esclareceram que acordo feito pelo governo Marconi é bem pior do que o feito na gestão de Alcides Rodrigues.
Segundo o líder do PT, Luis Cesar Bueno, no acordo passado, o Estado cedia apenas 8% do valor acionário da empresa para o Governo Federal, neste, o governo cede 51% do valor acionário e perde o controle da gestão. O petista lembra que assim que o atual governador foi eleito, enviou uma carta à Caixa Econômica Federal, pedindo o cancelamento do citado acordo. Logo, a Celg contabiliza um prejuízo de R$1, 600 milhões.