Aumento da renda e do emprego impulsionam vendas no comércio.

Publicado 18/11/2006

A Comissão de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, em sua última reunião dia 17/11/2006, debateu a participação dos assalariados na economia do estado e os critérios de distribuição do ICMS para os municípios goianos. Durante os debates foram apresentados pela assessoria técnica da comissão os resultados da pesquisa mensal de vendas do comércio varejistas. Presidindo a sessão, o deputado Luis Cesar Bueno destacou a necessidade de elaboração de uma nova lei estadual atualizando os critérios de distribuição do ICMS para os municípios e também cumprimentou o governo federal pela recuperação do poder de compra dos trabalhadores. O aumento da renda dos trabalhadores e dos empregos com carteira assinada fizeram as vendas no comércio varejista crescer 2,06% em setembro, na comparação com agosto, segundo o IBGE, que divulgou nesta sexta-feira (17) os resultados de sua Pesquisa Mensal do Comércio. Este é o segundo mês consecutivo de crescimento nas vendas. De janeiro a setembro, o comércio varejista acumula alta de 5,83%. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 5,49%. Na comparação com setembro de 2005, o aumento é de 10,10%. O maior impacto para o índice veio do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cuja alta nas vendas chegou a 11,04% na comparação com setembro de 2005. Segundo o IBGE, o desempenho positivo é reflexo da melhoria no rendimento médio dos trabalhadores e do aumento do emprego com carteira assinada, que, conforme ou pesquisa mensal da instituição – a de emprego –, variaram respectivamente 2,7% e 5,6% em relação a setembro do ano passado. “Houve um ganho muito expressivo de renda, principalmente para aquelas camadas de menor poder aquisitivo. Como há uma demanda reprimida pelo consumo produtos básicos e alimentos ainda bastante acentuada, então qualquer aumento de renda as pessoas correm e começam a comprar, passam a se alimentar melhor”, explicou o economista Nilo Lopes. Ele também destacou a redução nos preços dos alimentos como fator determinante para o aumento nas vendas. A expansão no volume comercializado foi observada em sete das oito atividades do varejo. Embora tenha menor peso no resultado global, móveis e eletrodomésticos também apresentaram crescimento significativo, alcançando alta de 20,61% no volume de vendas. O segmento foi beneficiado, principalmente, pela permanência de condições favoráveis ao crédito ao consumidor e pela redução dos preços por causa da concorrência com os produtos importados. Também houve alta no volume de vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (27,18%); de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (25,67%); de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,14%) de tecidos, vestuário e calçados (2,58%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,05%). A atividade de combustíveis e lubrificantes foi a única a apresentar redução. Com a taxa de -6,48%, na comparação ao mesmo período do ano passado, o segmento chega ao 21º mês consecutivo com desempenho negativo do volume de vendas.

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