Assembleia – Oposição consegue barrar votação de textos

Publicado 14/01/2012

 A oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB) conseguiu ontem, através de manobras, impedir que os projetos enviados à autoconvocação da Assembleia Legislativa para criar o Fundo de Aporte à Celg Distribuição e elevar o piso salarial dos professores da rede estadual de ensino de R$ 1.395 para R$ 1.460 fossem aprovados em primeira votação. Após aproximadamente seis horas de discussões, emendas em plenário e pedidos de vistas levaram as discussões para a noite de hoje, em sessão agendada para às 20 horas.

Ainda ontem, o Parlamento aprovou, de forma definitiva, as matérias da governadoria enviadas para, respectivamente, incluir os serviços prestados pela Defensoria Pública nos atendimentos do Vapt Pupt e aumentar as gratificações de funcionários da Secretaria de Segurança Pública lotados no Entorno.

Conforme o confirmado pelo presidente da Casa, Jardel Sebba (PSDB), a autoconvocação deve terminar amanhã, com nova sessão iniciada às 20 horas.

Numa tentativa de retomar a discussão a respeito das mudanças feitas pelo governo no plano de carreira dos professores durante o mês de dezembro, oposicionistas discutiram longamente as matérias em tramitação e apresentaram emendas.

A mais discutida foi assinada pela bancada do PT e pelos deputados Francisco Gedda (PTN), Bruno Peixoto e José Essado, os dois últimos do PMDB. Na tentativa de eliminar aquilo que chamam de "achatamento" da carreira dos professores, o aditivo, já rejeitado pelos governistas na Comissão Mista e que voltará a ser discutido hoje, concede o mesmo porcentual de aumento salarial para todos os professores.

Apesar de conceder o piso, a proposta, dizem opositores, beneficia cerca de 900 professores e prejudica aproximadamente 29 mil, que receberam aumento inferior. "Temos aqui a possibilidade de corrigir o erro que foi a aprovação daquele projeto que chegou aqui sendo tratado como o pagamento do piso, mas acabou com a carreira", afirmou o líder do PT, Luis Cesar Bueno.

A emenda também tenta retomar para 40% e 50% as gratificações concedidas aos docentes que têm mestrado e doutorado. A proposta governista reduziu o benefício para 10% e 20%.

Conforme argumenta a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), as gratificações serão substituídos através da implantação da meritocracia, cujos critérios ainda estão sendo elaborados pela pasta.

A Seduc também argumenta que o Estado não tem condições de conceder o mesmo porcentual de aumento para todos os professores.

Sem sucesso, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) tentaram negociar ontem com aliados do governador. "Não conseguimos localizar o Marconi. Mas acho que ainda há tempo para debater", afirmou o presidente Jardel Sebba.

+ Notícias