Armas para qual guerra?

Publicado 02/06/2020

Em plena pandemia, quando as autoridades deveriam estar preocupadas com o controle de contágio do Covid-19, preparadas para “enterrar os mortos e cuidar dos vivos”, passamos a semana mergulhados em uma crise política que chegou-se a ameaçar o funcionamento do Estado Democrático de Direito.

É por estas e tantas outras situações que o Brasil lidera, por dias seguidos com mais de mil mortos o ranking diário, superando os EUA.

O vídeo da reunião ministerial liberado na última sexta-feira, 22, pelo ministro Celso de Mello foi um grande serviço para o Brasil, por mostrar a personalidade doentia de quem governa nosso país, um presidente confirmando seu desequilíbrio e falta de preparo, com termos chulos e práticas impraticáveis a administração pública. Nada foi dito sobre apoio e solidariedade as vítimas e combate a constante corrupção e a miséria.

Diante de milhares de mortos e contaminados, que aumentam cada dia mais, o presidente pensa em armar a população com armas para a guerra. Que guerra é esta? Ditadores armam o povo até o momento em que conseguem impor sua ditadura. Depois, desarmam. Quando já não precisam mais do povo, já terão controle total sobre o poder armado do Estado. Foi assim com os ditadores da História, especialmente os líderes do nazismo e do fascismo, que seguiram este caminho. Nas últimas décadas o espelho deste modelo é o Estado Islâmico e ditaduras de alguns pobres países da África e do Oriente.

Distribuir espingardas, garruchas e trabucos para o povo já era o símbolo da última campanha eleitoral. Os objetivos desta simbologia fica evidente e perigoso. Esta delinquência se não for veementemente contestada, objetiva uma guerra civil, onde brasileiros estarão em confronto em nome de uma guerra ideológica imbecil.

+ Notícias