DISCURSO PROFERIDO PELO NOBRE DEPUTADO LUIS CESAR BUENO, NO MOMENTO DESTINADO AO PEQUENO EXPEDIENTE, REALIZADA NA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 6 DE NOVEMBRO DE 2012

Publicado 06/11/2012

 Senhor Presidente e Senhores Deputados.

 

Na Legislatura passada fui procurado pelo Jornal “O Estado de São Paulo” e também pela equipe da “TV Justiça” para dar um depoimento sobre o ex-Deputado desta Casa, José Porfírio.

 

Confesso a Vossas Excelências como um Deputado que preocupa com a memória da Casa, fui até o arquivo e não encontrei absolutamente nada nos Anais da Casa sobre um Deputado camponês, que saiu de Trombas e Formoso liderando uma revolução camponesa, uma luta pela terra, que foi eleito com uma das maiores votações deste Parlamento, que tem alguns livros publicados pela Universidade Federal de Goiás, e foi preso pelo Ato Institucional nº 05, pelo Regime Militar, e ao ser libertado sumiu no trajeto da dependência do DOI-CODI de Brasília até a rodoviária.

 

Está Casa perdeu um Deputado atuante da Região Norte em exercício. Não encontrei absolutamente nada sobre o ex-Deputado José Porfírio no arquivo e nos Anais desta Casa. Apesar de que aqui nesta Casa havia um auditório com seu nome. Aliás, existiam dois auditórios que homenageavam dois Deputados queridos desta Casa: Deputado José Porfírio e Deputado Antônio Carlos Moura. Com a reforma do prédio, esses dois auditórios desapareceram e sumiu também a memória de José Porfírio e a memória do Deputado Antônio Carlos Moura.

 

Faço esse pronunciamento, Senhor Presidente e Senhores Deputados, no sentido de que esta Casa tenha atenção em criar uma comissão e rever a memória desses parlamentares históricos, que muito contribuíram com a história do povo goiano ao lutarem contra o regime militar, ao lutarem pela democracia, ao lutarem pelo Estado Democrático de Direito.

 

Senhor Presidente e Senhores Deputados, na segunda parte do nosso pronunciamento, não poderia deixar de fazer coro aos Deputados Francisco Gedda, Bruno Peixoto, Mauro Rubem e a toda população do Estado de Goiás, especialmente da capital Goiânia, que está alarmada com a violência que impera em nosso Estado. São Paulo está em eminência de uma intervenção federal que está sendo discutida neste momento, através do Ministro da Justiça e do Governador Alckmin. Este final de semana em São Paulo morreram sete pessoas, vítimas de homicídio. Apenas  neste final de semana em Goiânia morreram sete pessoas, também e, proporcionalmente, tivemos sete homicídios, Goiânia é menor do que o Estado de São Paulo.

 

Os Deputados da Base do Governo constantemente usam aquela tribuna para dizer que bandido bom é bandido morto. O problema é que quem está morrendo não são os bandidos, quem estão morrendo são os filhos do povo. Quem está morrendo é o cidadão que vai ao restaurante e é assaltado. Quem está morrendo é aquele cidadão de bem que vai à agência bancária e quando sai dela é morto.

 

Bandido bom é bandido morto. Mas, não é o bandido que está morrendo. Quem está morrendo são os filhos do povo, são os trabalhadores.

 

E, nesse sentido, não posso concordar com esta posição constantemente batida pela Base do Governo. Precisamos de uma intervenção federal em Goiás.

 

Se Marconi não dá conta de trazer a paz e resolver o problema da segurança pública, que faça como o Alckmin está fazendo em São Paulo, chame a Força Nacional de Segurança, chame o Exército, ocupe as ruas, mas, garanta a paz para o povo goiano.

 

+ Notícias