DISCURSO PROFERIDO PELO NOBRE DEPUTADO LUIS CESAR BUENO, NO MOMENTO DESTINADO AO PEQUENO EXPEDIENTE, REALIZADA NA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 14 DE JUNHO DE 2011
Publicado 14/06/2011
Senhor Presidente;
Senhores Deputados;
Senhoras Deputadas.
Nós realizamos aqui, há uns vinte dias, uma audiência pública para discutir a situação do Autódromo Internacional de Goiânia. Na audiência, participou o Presidente da Comissão de Turismo desta Casa, Deputado Talles Barreto. Foi uma reunião que contou com ex-campeões, Presidente da Confederação, ex-presidentes, e foi uma reunião produtiva, porque mostrou o carinho que os desportistas goianos têm com o Autódromo Internacional de Goiânia.
Na sequência, por iniciativa do Deputado Talles Barreto, nós estivemos na AGETOP, numa audiência muito importante, quando todos os desportistas disseram que é importante manter o Autódromo Internacional de Goiânia, o hoje traçado autódromo, por ser o quarto melhor traçado do mundo, por ter autorização da Federação Internacional de Automobilismo e, também, por fazer parte do patrimônio histórico, cultural e esportivo do nosso Estado. Na sequência, foi apresentado um projeto muito interessante para construir a pista
E, naquela época, eu disse: vocês não têm autorização judicial. Eu conheço essa escritura, eu sei que quando o Senhor Lourival Louza doou essa área, ele vinculou a área à construção do Autódromo Internacional de Goiânia. E pedia que antes que gastasse dinheiro com o novo projeto, aliás, na época do Governo Alcides Rodrigues foram gastos recursos significativos na construção de um projeto para recuperar o autódromo onde ele se encontra hoje. E o que nós percebemos foi a vontade de fazer, tanto que o Governador já assinou uma autorização para autorizar o projeto, que vai ser feito, para depois lançar e depois começar a obra. E eu dizia: olha, temos que ficar atentos à questão jurídica. E o Senhor Lourival Louza entrou com uma ação na Justiça que entendo, no meu ponto de vista é justa, porque ao doar aquela área de quase vinte alqueires goianos para construir o autódromo, ele pediu que rubricasse na lei e que rubricasse na escritura, pois aquela área tinha um fim específico, ou seja, a construção do Autódromo Municipal de Goiânia. E na petição, eu tive em mãos, li inclusive, encontra-se em fase de julgamento, ele argumenta que dentro do projeto de construção do autódromo existe até uma concepção de shopping que vai concorrer com o “Shopping Flamboyant”, e ele disse: “Como eu posso doar uma área de quase vinte alqueires para alguém no futuro construir um “shopping” para disputar comigo mesmo?”
Entendo que esta Casa deve abrir esse debate. O jornal “Diário da Manhã” colocou uma matéria hoje. O “Popular” na semana passada também colocou uma matéria na sessão Direito e Justiça. Chamo a atenção das forças políticas, principalmente da base do Governo, para um consenso. Com mais ou menos três milhões podemos recuperar o autódromo, recuperando três mil e quinhentos metros de pista, colocando a pista em condições de receber as competições internacionais.
Vamos aprovar nesta Casa um projeto de lei que faz do Autódromo Municipal de Goiânia um patrimônio público e cultural do povo goiano, e sem essa de vender aquela área. Privatizar, terceirizar é bom para o empresário, mas não pode ser bom para o povo. Ali é uma praça de esportes que tem memória e exige respeito.
Muito obrigado.