PT não lança nome a “ferro e fogo”
Publicado 01/03/2013
O PT trabalha para lançar candidato próprio ao governo goiano em 2014 – e já tem dois nomes colocados à mesa: os prefeitos Paulo Garcia (Goiânia) e Antônio Gomide (Anápolis) – que não o fará a "ferro e fogo", pois a prioridade é formatar um "palanque forte" para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff no Estado.
Embora negue que tenha firmado, ano passado, acordo prévio com o PMDB para apoiá-lo na corrida ao Palácio das Esmeraldas, em troca da aliança para a reeleição do prefeito Paulo Garcia, o PT já percebe que o ex-prefeito Iris Rezende se movimenta para que os peemedebistas tenha candidato próprio a governador.
O deputado federal e ex-presidente do PT goiano, Rubens Otoni, acredita que a base partidária do governo Dilma Rousseff estará em um só palanque, unida, para a disputa direta com o PSDB do governador Marconi Perillo, em 2014. Otoni diz que, no interior, a movimentação, no chamado projeto Goiás de Todos Nós que lançou em janeiro, busca elaborar um plano de desenvolvimento econômico e social para Goiás, a ser amplamente debatido nas eleições do ano que vem.
Ele diz que, nesse projeto, estão inseridos não apenas o PT, mas, também, o PMDB, PSB, PDT, PSC e PTN. "Queremos apresentar, na campanha eleitoral, algo consistente e que empolgue a população. E, nesse contexto, os partidos que integram a base de apoio do governo Dilma no Estado estão contribuindo com ideias, sugestões."
Rubens Otoni enfatiza que não é hora de se discutir quem irá concorrer ao governo estadual, pela oposição, o que deverá ocorrer, a partir de janeiro. "Todos os partidos tem os seus pré-candidatos. O PT tem Paulo Garcia e Antônio Gomide, o PMDB, Iris Rezende e outros, o PSB, Júnior Friboi, o PSC, Vanderlan Cardoso. No momento apropriado, sentaremos à mesa e haverá chapa consensual aos cargos de governador, vice, senador, deputado federal e estadual."
A deputada federal Marina Sant´Anna acredita que o PT, "além de estar preparado na Capital e no interior", tem nomes competitivos para lançar à sucessão estadual. A parlamentar reconhece que, isoladamente, nenhum partido da oposição tem condições de vencer o PSDB marconista. "Por isso, vamos conversar com toda a oposição e convergir para um nome forte, capaz de ganhar as eleições. Pode ser do PT ou de outro partido aliado."
O deputado estadual e presidente do PT de Goiânia, Luis César Bueno, argumenta que seu partido e o PMDB, por exemplo, estão amadurecidos e que não irão se desentender por causa da sucessão estadual de 2014. "PT e PMDB caminham juntos desde 2008, quando se formou a chapa Iris Rezende e Paulo Garcia para prefeito e vice de Goiânia. Em 2014, não será diferente, pois estaremos juntos. A reeleição da presidenta Dilma Rousseff é a nossa prioridade, mas temos bons nomes para disputar o governo do Estado."
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, um dos nomes cogitados pelos petistas para a sucessão estadual, concorda com Otoni e Luis César Bueno que a prioridade eleitoral do partido no Estado é a reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Minha preocupação é a de cumprir bem meu mandato como prefeito de Goiânia. Na hora certa, o PT vai conversar com os aliados e definir o que será melhor para a oposição. Vamos tomar decisões maduras e que, seguramente, nos levarão à vitória em 2014".
Também cotado para concorrer ao Palácio das Esmeraldas, o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, comunga com o pensamento de que, ao PT, inicialmente, interessa a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. "Queremos um palanque forte para Dilma em Goiás. Sobre sucessão estadual, o PT tem que dialogar com todos os partidos da base do governo federal e preservar a unidade. O candidato a governador vai surgir dessa ampla aliança dos partidos que estão com Dilma Rousseff em Goiás. Nenhum partido da oposição ao PSDB em Goiás vai lançar candidato a ferro e fogo."
O presidente do PT goiano, Valdi Camarcio, é de opinião que vai se equivocar quem apostar no "racha" da oposição no Estado, principalmente entre o seu partido e o PMDB. "PT e PMDB estão juntos no governo federal e fizemos alianças em 2010 no Estado. Esse entendimento vai prevalecer em 2014, com formação de consenso de chapa aos cargos majoritários, governador, vice e senador. Na hora certa, PT, PMDB e outros partidos, vão sentar à mesa e estabelecer o consenso, com unidade interna."
O tamanho do
petismo em Goiás
O Partido dos Trabalhadores tem 100 diretórios formados de um total de 246 municípios goianos.
Os prefeitos são 16: Paulo Garcia (Goiânia), Antônio Gomide (Anápolis), Geraldo Ferreira (Barro Alto), Edimom Borges (Caldazinha), Maria Inês Brito (Ceres), Erik Reis e Cruz (Goiandira), Selma Bastos Pires (Goiás), Moacir Barbosa – Tulim (Itauçu), Jefferson Louza (Leopoldo de Bulhões), Vilmar Carneiro – Carajá (Nova Aurora), Neldes Costa (Perolândia), Ney Novais (Professor Jamil), José Faleiro (Silvânia), Josaquim Miranda (Teresina de Goiás), Catarino Silva (Trombas) e Lucimar Nascimento (Valparaiso). Conta, também, mais de 10 vice-prefeitos e dezenas de vereadores pelo Estado afora.
Na Assembleia Legislativa, tem quatro deputados: Humberto Aidar, Luis César Bueno, Mauro Rubem e Karlos Cabral, de um total de 41.
Na Câmara Federal, são dois os deputados: Rubens Otoni e Marina Sant´Anna, de uma bancada goiana que conta com 17 parlamentares.