PT constrói um Brasil para todos, diz Luis Cesar Bueno
Publicado 11/07/2011
“O PT iniciou mais uma etapa de sua existência, ao celebrar seus 30 anos, durante o IV Congresso, em fevereiro de 2010. Marcada pelo empenho na construção do partido e demarcação de seu espaço na vida política do País, a primeira etapa do PT tem como pontos de referência na sua fase de existência a recusa na participação do Colégio Eleitoral e eleição de 1989. O período que sucedeu a polarização na sociedade brasileira dos anos 80 (direita saudosa da ditadura e defensores da democracia liberal) e as eleições de 1994 e 1998 foi marcado por uma polarização de novo tipo. O desalento em função da imposição da agenda neoliberal no Brasil e na América latina é um fato que até hoje compromete a capacidade do Estado brasileiro em atacar sua desigualdade social”.
A opinião é do deputado Luis Cesar Bueno, no exercício do seu terceiro mandato de deputado estadual pelo PT, em entrevista ao Jornal O Repórter. Professor e especialista em gestão, finanças e políticas públicas, Luis Cesar Bueno, que é presidente do Diretório Municipal e membro do Diretório Nacional do PT, manifestou sua convicção de que o seu partido constrói um Brasil para todos. “Somente a vitória de Lula, em 2002, pôs fim à hegemonia absoluta do neoliberalismo,o que alçou as forças populares e um período de conquistas e convivência com as clássicas contradições entre o exercício do governo e as demandas sociais reprimidas ao longo de séculos de desenvolvimento desigual. Isso foi explorado pelos adversários do esquerdismo, o que nos custou alguns desgastes com aliados históricos do partido, principalmente no movimento sindical, ponto sólido de referência para petistas de todos os matizes e gerações”, frisou.
Para Luis Cesar Bueno, superada a crise de 2005 e o exercício desmesurado do hegemonismo, o PT que se apresenta à população brasileira no presente momento está mais maduro e atento às demandas que recaem sob o partido em função da política de coalizão. “A política de coalizão é a estratégia do governo que, quando compartilhada devidamente com o partido, revela-se eficaz na manutenção da governabilidade. Entretanto, tal política tem suas deficiências, relacionadas diretamente com a fragilidade do sistema político brasileiro que confere aos partidos pouca identidade programática e deficitária representação social. O empenho do PT é para que a política de coalizão adquira contornos mais nítidos, no que diz respeito a seus aspectos de programa e de compromisso com mudanças onerosas ao povo brasileiro”, colocou o deputado.
De acordo com Bueno, o aspecto da desconcentração da terra e fortalecimento da produção dirigida ao mercado interno, ampliando necessariamente os níveis de consumo dos produtos essenciais e cestas básicas, servem como bom ponto de partida. “O forte e acelerado desenvolvimento econômico, conjugado com as políticas sociais e valorização do salário mínimo potencializam de sobremaneira a dinamização da economia brasileira. É ela quem garante que os avanços sejam permanentes e duradouros. Entretanto, o PAC, que já assume conotação de “política social”, na medida em que integra política de moradia popular, instituição e ampliação da rede de saneamento básico, no que diz respeito aos aspectos da mobilidade urbana e superação dos limites de infraestrutura (rede de Portos, Aeroportos, Estradas e estradas de Ferro). Precisamos ter no PT um vigilante na aplicação dos recursos e um garantidor da participação popular na definição das prioridades. O país superou a crise. O setor produtivo reagiu positivamente com uma extraordinária participação da população”, concluiu.
Petista tem mostrado muito trabalho
Luis Cesar Bueno vem se destacando no Parlamento goiano não apenas como excelente tribuno, mas, também na apresentação de projetos de lei. Quando membro da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa e presidente da Comissão de Organização dos Municípios, o deputado petista mostrou muito trabalho a frente do Poder Legislativo. Apenas em dez meses de 2008, apresentou mais de 20 projetos de Lei.
Muitos foram temas de reportagens nos veículos de comunicação e ocasionaram debates entre os parlamentares nas comissões e no plenário. Suas ideias e propostas atingem, sobretudo, as áreas educacional, social e de saúde.