Juvêncio vê “caos” na administração e atribui vitória ao “efeito Cachoeira”

Publicado 28/10/2012

 

 
O prefeito eleito de Guapó (distante 38 km de Goiânia e com 13.900 habitantes), Luiz Juvêncio (PMDB) acusa o prefeito Divino Eterno (PP) de estabelecer, em quatro anos, o "caos" em todas as áreas da administração. "Não há hospital, creche, água tratada, aterro sanitário, limpeza de ruas e avenidas, coleta de lixo, escola de tempo integral", resume. Ele diz que o prefeito contratou, antes das eleições, 500 servidores comissionados e, depois da derrota, já demitiu 300 deles.
 
Luiz Juvêncio, em entrevista à Rádio 730/AM, sustenta que, desde janeiro, a prefeitura deixou de recolher R$ 2 milhões referentes à Previdência Social. "Esse grupo político que está no poder há 12 anos levou a cidade de Guapó ao retrocesso, ao atrasado, sem se levar ao desvio de dinheiro público para as campanhas eleitorais."
 
O prefeito eleito ressalta que, em quatro anos, a prefeitura teve receita de R$ 60 milhões e o dinheiro sumiu. "Com recursos do município, apenas o calçamento, postes e iluminação na avenida principal. Para onde foi o dinheiro?", indaga.
 
O peemedebista atribuiu sua vitória nas urnas (53% dos votos válidos), depois de ter tentado três vezes sem alcançar êxito, ao "efeito Cachoeira", pois, segundo ele, o grupo do empresário-contraventor fez parceria com a atual administração, através da Delta, na pavimentação asfáltica. "A imprensa noticiou o envolvimento da atual gestão com o grupo Cachoeira/Delta." 
 
Luiz Juvêncio diz que o grupo Divino Eterno/Colemar Cardoso se sustentava no poder "através da compra de votos, da corrupção e da malversação do dinheiro público." Para ele, a população de Guapó se cansou de "tanta ladroagem e resolveu dar um basta, retirando do poder aqueles que desviavam recursos públicos."
 
O prefeito eleito garante que, a partir de janeiro, vai "arrumar a casa", com o apoio dos deputados federais Pedro Chaves, Iris Araújo e Rubens Otoni, e os estaduais Bruno Peixoto e Luis César Bueno, e ainda o subchefe para Assuntos Federativos da Presidência da República, Olavo Noleto.
 
Luiz Juvêncio diz que vai procurar o governador Marconi Perillo (PSDB) para solicitar que não discrimine a cidade e que execute as obras que prometeu durante visita realizada em 27 de setembro, como a implantação de duas indústrias e pavimentação asfáltica. "As diferenças partidárias ficam de lado. Agora, temos que governar em benefício da comunidade”.
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