“Ajuste fiscal de Marconi beneficia os ricos”

Publicado 07/05/2011

 “Ajuste fiscal de Marconi beneficia os ricos”

O deputado estadual Luis Cesar Bueno, do PT, diz que a Celg é um assunto preocupante. “Percebe-se que o governo de Marconi Perillo não conseguiu delinear um projeto objetivo e transparente a respeito da companhia energética. E se o Banco de Credit Suisse receber 30 milhões de reais e não colaborar para resolver o problema da empresa? O presidente da Celg, José Eliton Júnior, é determinado, mas está engessado.”

Luis Cesar diz que, no início, acreditou no rigoroso ajuste fiscal do governo de Marconi Perillo. O petista está decepcionado. “O tucano está aumentando impostos e cortando despesas, seguindo o receituário liberal.

Marconi enviou um pacote para a Assembleia Legislativa concedendo perdão para apenas seis laticínios. São R$ 200 milhões de perdão. Ora, ao vender o leite, o produtor já paga o ICMS. Agora, o grande laticínio, a parte que mais lucra com o negócio, não paga imposto e, mesmo assim, é isentado pelo governo. É um contrassenso.”

O petista diz que o ICMS de 29% sobre energia elétrica, “pago pelo consumidor, é um dos mais altos do país. O ICMS da telefonia, também de 29%, é pago pelo usuário. O ICMS da gasolina saltou de 21% para 29%. De cada 100 reais que o consumidor gasta para abastecer seu veículo 29 reais é de ICMS. Quem paga? O consumidor. Agora, o imposto do combustível para aviões caiu de 7% para 1%. De novo, os ricos são favorecidos”.

Embora admita que Marconi esteja certo ao fazer caixa, para organizar a casa e recuperar a capacidade de investimento do Estado, Luis Cesar insiste que o governante tucano “tira dinheiro dos pobres e dá dinheiro, por meio de isenções e perdão fiscal, aos ricos”. O deputado afirma que “os buracos nas estradas são provocados, em parte, pelos pesados caminhões de soja e cana-de-açúcar. Mesmo assim, Marconi reduziu o ICMS da soja e da cana para 1%. Como se vê, quem está pagando o ajuste fiscal é o consumidor. Enquanto os programas sociais estão desativados, o governo estadual cria, digamos assim, programas ‘sociais’ para os ricos. Percebe-se que o governo tucano está fazendo concessões especiais ao seus parceiros econômicos”.

Para Luis Cesar, o remédio fiscal do governo “é amargo, sobretudo quanto ao consumidor. As pessoas estão reclamando da falta de perspectiva”.

Sobre a gestão do prefeito Paulo Garcia, Luis Cesar diz que começa a deslanchar. “A suspensão das obras do Parque do Mutirama é uma injustiça”, frisa.

O diretório metropolitano do PT reuniu-se, segundo Luis Cesar, para discutir a formatação da chapa de vereadores. “Nós queremos eleger pelo menos 20% dos vereadores de Goiânia, ou seja, de seis a oito vereadores.” O PT só tem dois vereadores.

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