Paulo Garcia evita indisposição com a base
Publicado 27/02/2013
O prefeito Paulo Garcia (PT) tem em mente todas as mudanças que deseja fazer na gestão que se inicia em janeiro próximo. Habilidoso, conhece bem o seu quadro de secretários e as pessoas que trabalharam em sua campanha. Conforme relato de aliados, durante o processo eleitoral, observou todos, guardando as características dos companheiros. Contudo, tem evitado conversar sobre nomes até com as pessoas mais próximas. A estratégia é evitar que as modificações vazem antes de serem concretizadas. O petista evita indisposição com a base. Ele avalia que mudanças, nesse momento, podem desestimular os secretários.
Paulo acredita que qualquer “vazadinha” causaria confusão, diz um aliado. Por isso vai se resguardar nesses quase dois meses e meio que ainda restam para o início do ano. Ainda de acordo com essa fonte, as mudanças só devem ser confirmadas após a eleição da mesa diretora da Câmara de Goiânia e podem não chegar a 80% do quadro. Alguns secretários permanecerão. Do PMDB, devem continuar no governo Dário Campos (Secretaria de Finanças) e Oséias Pacheco (controlador-geral do município). Elias Rassi (Saúde) deve sair, mas não se sabe quem será o substituto.
Do PT, permanece Osmar Magalhães, que assume Secretaria Extraordinária nesta semana. O deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) e o vereador eleito Tayrone di Martino (PT) teriam sido convidados a integrar o time do governo. Luis Cesar substituiria a secretária de Educação, Neyde Aparecida (PT), ou ocuparia outra pasta. Tayrone, que é jornalista, teria aceitado o pedido do prefeito para ser o novo secretário de Comunicação da prefeitura. O atual secretário, Rodrigo Czepack, é conhecido como jornalista de primeiro time no Estado, mas estaria mantido no cargo apenas pelo fato de ser próximo ao ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). Nos corredores do Paço, comenta-se que ele e o prefeito têm pouca afinidade. Serjão, do grupo da deputada federal Marina Sant’Anna (PT), deve assumir uma secretaria extraordinária.
Em conversa com o Jornal Opção, Osmar Magalhães (PT) disse que a discussão sobre o novo secretariado não está em pauta. De acordo com ele, o momento é de foco exclusivo na administração, com ênfase na conclusão das obras em andamento. Reforma administrativa só será tratada em dezembro, afirma. Segundo o petista, todos os partidos que apoiaram a reeleição de Paulo Garcia terão espaço no governo. Indagado se a participação será proporcional ao tamanho da sigla ele respondeu que sim. Partidos maiores têm naturalmente mais espaço.
Uma das preocupações de Paulo Garcia, diz Osmar, é fazer indicações não apenas de caráter político, mas de perfil técnico. A ideia do prefeito é mesclar competência política e ética com capacidade técnica, o que denomina perfil adequado. A mudança não alcançará 100% do quadro, afirma Osmar. “Como no futebol, em time que se ganha não se mexe. O mesmo vale para a política.” Instigado a citar os bons jogadores do Executivo municipal, ou melhor, os secretários de perfis adequados, ele se negou. Respondeu que não ousaria citá-los uma vez que a escolha é pessoal do prefeito.
O deputado estadual Wagner Siqueira (PMDB) diz que não sabe qual será a participação do PMDB no governo porque a composição das secretarias ainda não foi discutida. Mas acredita que a legenda continuará representada de forma expressiva. O PT governará com número significativo de peemedebistas em seu quadro, declara.
Para Wagner, o prefeito tem o direito de escolher seus secretários e o PMDB entende que não pode questioná-lo. Mas pontua que o “PMDB foi decisivo na vitória do PT e é o maior partido da base aliada”. Segundo ele, o prefeito disse que não haverá muitas mudanças, mas não é possível saber por enquanto se assim será.
Câmara
Entre os cotados para a presidência da Câmara estão o vereador Paulo Borges (PMDB), Clécio Alves (PMDB), Tayrone di Martino (PT) — se exercer o mandato — e Denício Trindade (PMDB). A disputa parece estar centrada em Paulo e Clécio.
Quadro