Assembleia – Oposição fala em endurecer o jogo

Publicado 15/02/2013

 Depois de conseguir reunir mais de um terço dos deputados da Casa – suficiente para abrir CPI, convocar secretários e dar trabalho ao governo –, como há anos não ocorria, a oposição da Assembleia Legislativa quer ser mais efetiva nos últimos dois anos do governo Marconi Perillo (PSDB). Mas a primeira reunião da bancada, realizada ontem no gabinete do deputado Bruno Peixoto (PMDB), deu sinais de uma união que ainda não está sedimentada. A ação do grupo ocorreu um dia antes da abertura solene dos trabalhos na Casa, que será realizada na manhã de hoje.

O encontro reuniu deputados de sete partidos – PMDB, PT, PTN, PC do B, PRB, PP e PSC – e durou quase quatro horas. Dos 16 deputados que firmaram posição contrária ao governo, 13 estavam presentes. Humberto Aidar (PT), Nélio Fortunato (PMDB) e Luiz Carlos do Carmo (PMDB) justificaram as ausências e estariam representados pelos colegas de mesmo partido, de acordo com os presentes.

O discurso da maioria dos presentes é de que a base de oposição pode aumentar, até o final do ano, devido a insatisfações de deputados governistas com a pouca atenção que estariam recebendo do governo. Mas nem todo o grupo acredita na tese. “Não acredito que haja aumento desse grupo. Se conseguirmos manter esse número de deputados na oposição já está bom, já dá para trabalhar”, defendeu Luis Cesar Bueno (PT).

De acordo com o anfitrião da reunião e líder do PMDB, Bruno Peixoto, além de cobrar promessas de campanha e apontar falhas do Executivo, o grupo que se forma promete um trabalho mais elaborado do que o desenvolvido pela oposição nos últimos anos. “Ficou acertado, na reunião, que faremos encontros semanais, teremos melhor articulação no plenário e uma assessoria única para os projetos, que serão propostos em grupo”, exemplificou. Mas mais do que preparar uma oposição efetiva ao governo, a intenção do grupo é preparar terreno para 2014.

“Vamos procurar todos os deputados de partidos que compõem a base da presidente Dilma Rousseff”, garante Bruno. O objetivo é conseguir um alinhamento nacional de alianças no ano que vem, repetindo os partidos da base de Dilma.

Para sedimentar a união, um dos combinados dos deputados é realizar visitas, em grupo, aos municípios e verificar as necessidades da região. “Queremos ampliar o diálogo com municípios e a própria população”, justificou o líder do PMDB, que aposta que a atividade deve ter adesão de grande número dos deputados – que aproveitariam para reforçar suas bases, de olho no processo eleitoral do ano que vem.

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