Assembleia – Em três dias, parlamentares pedem criação de cinco CPIs
Publicado 22/02/2013
O ano começou quente entre a base governista e a oposição na Assembleia Legislativa. Com apenas três dias de trabalho e duas sessões ordinárias, os deputados já apresentaram cinco requisições para criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Somente na sessão de ontem, quatro pedidos foram protocolados – dois pela base do governo e dois pela oposição. Para que todas sejam instaladas, porém, é necessário aguardar até que a CPI do Cachoeira seja finalizada, já que o regimento interno prevê que somente cinco CPIs podem funcionar simultaneamente. Durante a sessão, Túlio Isac (PSDB) e Mauro Rubem (PT) protagonizaram bate-boca com acusações pessoais e a membros dos partidos de cada um.
Na terça-feira, durante a primeira sessão ordinária deste ano, o deputado Luis Cesar Bueno (PT) já havia apresentado requerimento solicitando a abertura da CPI das Rodovias, para investigar a atuação do governo estadual. Ontem Mauro Rubem apresentou pedido para abrir a CPI da Saúde, que investigará os contratos e atuação das Organizações Sociais (OS) nas unidades de saúde.
Também da oposição, Major Araújo (PRB) quer a abertura da CPI da Segurança Pública para investigar possíveis irregularidades em contratos da Polícia Militar, além da atuação da corporação. “Somente a empresas privadas interessa o caos que se instalou na segurança pública estadual”, apontou o major.
Já a base do governo pediu a criação da CPI da Dengue, de autoria do deputado Joaquim de Castro (PSD), e da CPI dos Cartórios, que teve requerimento apresentado por Daniel Messac (PSDB). “Queremos provar a culpa da prefeitura, que deixou de recolher todo tipo de lixo na cidade logo após as eleições, nesse surto de casos de dengue na cidade”, justificou Joaquim. Daniel Messac disse que a intenção da CPI dos Cartórios é cobrar explicações e providências quanto aos altos valores aplicados.
Nos bastidores, governistas defendem que as CPIs propostas pela oposição têm o objetivo de atacar o governo. De outro lado, parlamentares afirmam que a base quer esvaziar as comissões propostas por oposicionistas. Todos os requerimentos de criação de comissões foram assinados por pelo menos 14 parlamentares – mínimo previsto para a instalação.