Petista propõe CPI para investigar envolvimento de autoridade do Estado com o crime organizado

Publicado 27/03/2012


O deputado Luis Cesar Bueno (PT) em conjunto com os parlamentares da bancada petista (Mauro Rubem, Humberto Aidar e Karlos Cabral) apresentou durante sessão ordinária desta terça-feira, 27, requerimento solicitando da presidência da Assembleia, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o envolvimento de autoridades constituídas do Governo do Estado de Goiás, com a contravenção e o crime organizado, em continuados atos ilícitos, caracterizando em muitos casos formação de quadrilha e as consequências disso na ordem pública.

Até o momento o parlamentar já recebeu assinatura de noves parlamentares e para a CPI ser instaurada ele necessita de 14 assinaturas. Luis Cesar Bueno espera que a Assembleia faça cumprir o seu papel institucional de fiscalizar o executivo, argumentando que enquanto o Estado deveria estar preocupado com a Segurança Pública está envolvido com a contravenção.

Para embasar o pedido de instalação da CPI, o deputado informou que junto ao requerimento foram apensados o inquérito que o Ministério Público Federal enviou à Polícia Federal relativo à Operação Monte Carlo, que desmantelou organização que explorava jogos ilegais chefiada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinho Cachoeira e a cobertura maciça da imprensa local, estadual e nacional, que tem dado destaque a esses fatos nos últimos 27 dias.

Segundo ele, o relatório do inquérito da PF da operação denominada de “Monte Carlo” e “Sexto Mandamento”, deflagrada em fevereiro do ano passado, mostra que foi expressivo o número de autoridades policiais do Estado envolvidas com a contravenção e o crime organizado. “Isso apresenta que um ano e meio após a operação “Sexto Mandamento”, novamente a área de Segurança Pública é foco de mais uma investigação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal”, acrescenta o petista.

O envolvimento de várias autoridades policiais estaduais citadas nestas atividades implica em grave prejuízo para a manutenção da ordem pública e paz social. “O crime organizado tem crescido, com cumplicidade de agentes públicos, repercutindo nos indicadores criminais de Goiás. A violência e o homicídio crescem assustadoramente. Quando se sabe que autoridades policiais recebiam propina para fazer vista grossa à jogativa, isso pode favorecer outros delitos", afirmou o petista.

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