DISCURSO PROFERIDO PELO NOBRE DEPUTADO LUIS CESAR BUENO, NA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 02 DE JUNHO DE 2003, NO MOMENTO DESTINADO AO PEQUENO EXPEDIENTE
Publicado 02/06/2003
Senhor Presidente; Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Ocupamos a tribuna, hoje, no Pequeno Expediente, primeiramente, para convidar todos os Deputados para uma audiência pública que a Comissão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, estará realizando amanhã, às 8 horas, no Auditório Solon Amaral, com o objetivo de discutir a viabilidade, os riscos da produção dos produtos transgênicos, alimentos geneticamente modificados. Esta é uma discussão polêmica. Recentemente, o Governo Federal proibiu o cultivo, a produção do produtos transgênicos. Entretanto, há um contingenciamento muito grande de soja e milho geneticamente modificados, estocados em nossos armazéns graneleiros. Essa é uma discussão importante para Goiás, tendo em vista que nosso Estado, com as regras estabelecidas hoje, é o primeiro exportador de soja do País. O Brasil, atualmente, figura entre um dos países que têm condição de ser o primeiro produtor de soja do mundo. Percebemos, então, a importância de um debate sobre as modificações genéticas não somente em relação à soja, mas em relação a todos os alimentos. Estará, aqui, representando o Governo Federal o Doutor Rubens Nodari, gerente de projetos de recursos genéticos do Ministério do Meio Ambiente. Estará presente, também, o Doutor Josias Correia de Farias, pesquisador da área de biotecnologia da EMBRAPA; e o Doutor Lázaro Chaves, doutor em genética e melhoramento do cultivo e professor do curso de Agronomia da Universidade Federal de Goiás; como também, a Doutora Marilda Conceição Ribeiro, Engenheira Agrônoma e Mestre de Produção Vegetal. Portanto, é um debate importante para esta Casa, debate importante para o nosso Estado, tendo em vista que as atuais regras da produçã; da produção agrícola, necessariamente, passa pela questão dos transgênicos. Aproveitamos, também, o nosso horário no Pequeno Expediente, para divulgar que hoje é o dia nacional de combate ao fumo. Dia em que, teoricamente, ninguém deveria acender um cigarro. Lembrando que o Governo brasileiro consegue dois bilhões de impostos e gasta três bilhões com hospitais, com remédios, nas doenças oriundas do tabaco. Então, são extremamente importantes medidas governamentais, políticas públicas de combate ao fumo, tendo em vista que cada dia se faz necessário preservar a vida. Como mata! Essa é a realidade. Nós temos que ter clareza de que as campanhas estão sendo muito radicais na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, apesar de uma campanha agressiva, principalmente veiculada no verso das embalagens de cigarro, ainda vemos uma cruel realidade do que acontece em todos os nossos hospitais. Temos um índice altíssimo de fumantes entre a nossa juventude. Nas corridas de Fórmula I já foi proibida a veiculação de propagandas relacionadas ao tabaco. Mas, lamentavelmente, os altos índices de fumantes persistem. Índices que estão se alastrando em nosso País. Portanto, saudamos aqui, hoje, o dia nacional de combate ao fumo. Era o que tínhamos para o momento, Senhor Presidente.