Confira os principais trechos do discurso de Dilma Rousseff na FIEG
Publicado 04/06/2010
Um dos momentos mais esperados de sua visita a Goiânia, foi durante o seu discurso para aproximadamente 300 pessoas que estavam presentes na reunião-almoço promovida Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG).
Confira os trechos da fala da pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff.
Crise Econômica
O Brasil passa hoje por um momento especial, foi demonstrado quando o país foi capaz de resistir a crise, e fomos o primeiro a sair. É muito interessante perceber que nós superamos isso, pois o Governo usou de todos os mecanismos tributais, fiscais e monetários que tinha na mão. A crise nos encontrou num ponto de equilíbrio, a inflação estava sob controle, tínhamos reduzido sistematicamente o nossa endividamento e mais especificamente em 2008, o ano da crise. Além disso, sobretudo tínhamos pago a dívida do dólar, a dívida externa, e ao mesmo tempo, uma decisão política para fazermos uma reserva de US$ 250 milhões de dólares hoje. Isso segurou o Brasil diante de toda a turbulência que ocorreu.
Acredito que temos um grande fator que explica a realidade do País, que é a política de estabilidade fiscal, no controle da inflação, o “Brasil não mais quebrado”, enquanto os outros países em crise. Fizemos uma política de inclusão social clara e de mobilidade social, uma primeira vez no país, após a crise que vemos a ascensão social das pessoas. Temos condições de nos transformar numa economia desenvolvida, temos de investir e acho que esse objetivo é importante, investimento público e privado. Não podemos manter uma taxa de investimento baixa, para os nossos padrões é alta, mas para os padrões é baixa, e a nossa meta é de uma taxa de 22%.
Pobreza / Miséria
Nós conseguimos reduzir tanto a miséria como a pobreza. Para vocês terem uma ideia, em 2003, 77,8 milhões de brasileiros eram pobres e miseráveis; sendo que eram 37 milhões de brasileiros considerados pobreza extrema quem ganha ¼ do salário mínimo; e tinha 40 milhões de pessoas que eram consideradas pobres, com ½ salário mínimo. Hoje nós reduzimos dados de 2008, 19,6 milhões de pessoas em condições de pobreza extrema e estão dentro do próximo 34,1 milhões de brasileiros.
Vamos perseguir a redução desses números. A questão principal é que temos que colocar esse fato como meta clara no Brasil e discutir a pobreza no país. Quando aumenta o salário mínimo, a referência de pobreza também tem de variar. Uma coisa é ser pobre a preço de salário mínimo, aos dados de 2008, que é R$ 414; e de R$ 510 de hoje é outra coisa.
Também vamos centrar a questão da pobreza e criar mecanismos de resolução. É importante para todos nós, é importante economicamente. O nosso mercado interno é a nossa maior riqueza, mas devemos perceber isso, porque o dia que isso ocorrer teremos 190 milhões de consumidores e esse país terá um potencial de crescimento muito grande. E isso é muito fundamental para que a gente cresce e perceba que é necessário para o nosso desenvolvimento.
Educação
A oposição entre o Ensino Básico: Médio e Fundamental versus Ensino Universitário é falso. O Brasil tem que investir nos dois, desde a creche à pós-graduação. Só faço educação de qualidade se eu apostar no profissional, professsor; senão é impossível fazer uma educação de qualidade. O professor tem que ter formação superior, tem que ter formação continuada.