Paulo Garcia assume prefeitura de Goiânia – Em discurso agradece apoio de Luis Cesar Bueno
Publicado 01/04/2010
O vice-prefeito Paulo Garcia – PT tomou posse nesta quinta-feira, 1, como prefeito de Goiânia para completar o mandato de Iris Rezende, que deixa o cargo para concorrer ao governo do Estado nas eleições de outubro. A carta renúncia do prefeito foi lida em sessão na Câmara Municipal de Goiânia, que contou com a presença do então vice-prefeito, Paulo Garcia.
A posse de Paulo Garcia marca a volta do PT ao governo municipal – o último petista a governar Goiânia foi Pedro Wilson que terminou seu mandato em 2004.
O novo prefeito terá dois anos e nove meses de mandato e assegurou que não fará modificações na estrutura administrativa da Prefeitura. Os partidos que compõem o governo devem manter suas secretarias mesmo com alguns novos titulares, já que muitos precisam se desincompatibilizar para as eleições de outubro.
Paulo Garcia agradece Luis Cesar Bueno
Durante solenidade de posse na administração da prefeitura de Goiânia, na Câmara Municipal, o novo prefeito, Paulo Garcia (PT), agradeceu o deputado Luis Cesar Bueno pelo apoio. Ele argumentou que “no período em que a executiva do Partido dos Trabalhadores trabalhava um nome para ser o vice-prefeito, Luis Cesar Bueno manteve-se inscrito, porém, a favor de uma aliança política maior, ele retirou o seu nome e me deu total apoio. Hoje, assumo a prefeitura, graças ao desprendimento do companheiro Luis Cesar Bueno”. O agradecimento foi feito durante discurso de Paulo Garcia, na Câmara Municipal. A solenidade contou com 27 dos 35 vereadores e de lideranças partidárias. Paulo Garcia ficará no cargo de prefeito de Goiânia até o dia 31 de dezembro de 2012.
Perfil do novo prefeito
Paulo de Siqueira Garcia é casado e pai de dois filhos. Natural de Goiânia-GO é médico neurocirurgião, formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Foi eleito vice-prefeito de Goiânia no dia 5 de outubro de 2008, na chapa que reelegeu o prefeito Iris Rezende para chefe do executivo municipal. Tendo quase meio milhão de votos, o que representa 74% dos votos válidos da capital goiana
Ao longo de sua carreira, exerceu também as seguintes atividades profissionais: foi secretário da Academia Brasileira de Neurocirurgia e conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO).
Na UFG, foi presidente do colegiado do curso de medicina; integrante da Câmara de Pesquisa e pós-graduação; integrante da Câmara de Planejamento; integrante do Conselho Coordenador de Ensino e Pesquisa; coordenador de internato; e também professor de Neurocirurgia na Faculdade de Medicina.
Paulo Garcia teve também uma presença marcante na direção da Unimed Goiânia, a maior experiência de cooperativa de trabalho médico do Brasil. No triênio 1994/96, ele foi Conselheiro Técnico da Instituição; depois, no triênio 1996/99, se tornou diretor-presidente.
Por causa do bom desempenho, foi reeleito para o mesmo cargo no triênio 1999/02. Como diretor-presidente da Unimed Goiânia, por dois mandatos, e dirigente no Sistema Nacional Unimed, Paulo Garcia contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento do Cooperativismo de Trabalho como opção eficaz de geração de trabalho, renda e promoção de justiça social.
Vida Política
Na vida política, Paulo Garcia, que é filiado ao PT, foi secretário de organização do PT Municipal de Goiânia, suplente de vereador do município goianiense em 2000 e deputado estadual de Goiás de 2002 a 2006.
A militância política originou-se nos movimentos da vida acadêmica na UFG e nos movimentos da área da saúde na defesa da prática médica social. Também foi decisiva para sua formação política a participação nos pleitos eleitorais, a partir da década de 80, compromissado com as candidaturas majoritárias e proporcionais petistas no âmbito municipal, estadual e nacional; e, no movimento cooperativista.
Na atuação parlamentar, implantou o Conselho de Mandato, que assegurou de forma sistematizada, por meio de 17 comissões temáticas, a participação popular na sua conduta parlamentar.
Entre as comissões, as que mais apresentavam propostas e acompanhavam sistematicamente as conduções em Plenário estavam as de educação e cultura; saúde e promoção social; serviço de obras púbicas; desenvolvimento de ciências e tecnologia; organização dos municípios; segurança pública e defesa do consumidor; meio ambiente e recursos hídricos; direitos humanos; turismo e lazer; agricultura e pecuária; esporte; habitação e reforma agrária e a de promoção da igualdade e participação popular.