“PT liberou R$ 49 bi para Goiás”
Publicado 25/04/2013
A União teria liberado R$ 9 bilhões de empréstimos, em 2013, R$ 40 bilhões nos últimos 10 anos para o governo de Goiás. É o que aponta o Portal da Transparência do governo federal, diz o presidente do PT em Goiânia e deputado estadual Luís Cesar Bueno.
Cáustico, ele afirma, com exclusividade ao Diário da Manhã, que nunca Goiás recebeu tanto dinheiro da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), como nas gestões do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e na "Era Dilma Rousseff"
O parlamentar contesta o presidente do PSDB Estadual, advogado Paulo Silva de Jesus. O líder tucano afirmou ao DM que a bancada do PT na Assembleia Legislativa bloqueia a liberação de recursos financeiros, obras e serviços federais para o Estado.
"O governador do Estado, Marconi Perillo, e o dirigente do PSDB revelam ingratidão com Lula e Dilma. "O Palácio do Planalto adota uma postura republicana, mantém uma visão de futuro e não discrimina municípios e Estados controlados pelas oposições",diz
O cardeal petista defende a política econômica do ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Apesar de a crise atingir os EUA e a Europa e até desacelerar o crescimento da China, ela não aportou no Brasil. Não temos uma recessão, apenas problemas pontuais".
Luís Cesar garante que as oposições sairão unificadas na eleição ao Palácio das Esmeraldas, em 2014. Ele refere-se a PT, PMDB, PSB, PDT, PCdoB e até o PSC. Pragmático, o petista não descarta o DEM, mesmo com as diferenças políticas e ideológicas.
De linhagem conservadora, o DEM é um feroz crítico das gestões petistas no Palácio da Alvorada, apesar de distanciar-se do governo de Goiás, analisa. "Mas em política alianças entre diferentes não são nada impossíveis", admite o deputado estadual
Casa Verde
Dois nomes, uma vaga apenas. Esse é o dilema do PT para 2014, destaca. Com o PMDB como aliado preferencial, a legenda quer indicar o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, ou o prefeito de Anápolis, Antônio Roberto Gomide, para enfrentar o PSDB.
Com quatro deputados estaduais, dois deputados federais, 17 prefeitos, 147 vereadores, quatro vereadores em Goiânia e diretórios e comissões provisórias instalados em 246 municípios, o PT será protagonista em Goiás, sublinha Luís Cesar.
Ele lembra que pesquisas de opinião pública mostram elevado índice de rejeição de Marconi Perillo. "As estradas foram invadidas por buracos, as Organizações Sociais (OS) na Saúde não funcionaram e o modelo tucano esgotou-se em Goiás", atira.
A estratégia apresentada pelo presidente nacional da sigla, Rui Falcão, é que o Bloco PT & PMDB deve montar um palanque com densidade eleitoral para o projeto de reeleição da presidenta da República, Dilma Rousseff, frisa. A operação já está em andamento.
Mas os nomes deverão ser definidos apenas em fevereiro, informa o parlamentar. A chapa majoritária de 2014 terá três cargos que poderão ser ocupados por representantes de três partidos (governador, vice-governador e Senado), dispara.
Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), ele afirma que o empresário José Batista Júnior (Júnior do Friboi) é um homem bem-sucedido e determinado e que reúne as credenciais para governar o Estado de Goiás.
Um dos critérios de afunilamento de nome deve ser a pesquisa, tanto quantitativa quanto qualitativa, analisa ele. O PT quer eleger, no ano que vem, pelo menos dez deputados estaduais. A atual bancada no Palácio Alfredo Nasser possui quatro representantes.
Hoje com dois deputados federais, o partido em Goiás pretende dobrar o seu número, aponta Luís Cesar. Rubens Otoni, Marina Sant´Anna, Mauro Rubem, Humberto Aidar e Tayrone Di Martino constituem opções petistas para a Câmara dos Deputados.
O presidente do PT na Capital lamenta que o atual Congresso Nacional, que classifica como conservador, não aprove, já para 2014, a reforma política. "Com financiamento público e exclusivo de campanha, voto em lista e fidelildade partidária", desabafa.
Com livre trânsito entre as tendências internas do PT, ele informa ao DM que as facções "Movimento PT" e "Construindo um Novo Brasil" podem consolidar unidade para as eleições internas de novembro. Luís Cesar admite disputar reeleição à presidência.
Luís Cesar lembra que, sob a sua gestão, o PT reelegeu, no primeiro turno, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia. Mais: dobrou a representação na Câmara Municipal de Goiânia. Não custa recordar: a sigla tinha dois vereadores e agora possui quatro.
Segundo ele, é muito cedo para o PT e a base aliada municipal introduzirem as eleições de 2016 na agenda política. O foco é administrar Goiânia. A primeira etapa do processo é a eleição de 2014. E 2016 ficará para 2016, desconversa o parlamentar
Fundador do PT, ele acredita que a Comissão Nacional da Verdade, que concluirá os seus trabalhos em 2014, estabelecerá o direito à memória e à verdade e elucidará os crimes de violações dos Direitos Humanos à época da ditadura civil e militar (1964-1985).
É preciso esclarecer as circunstâncias das prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos de opositores do regime civil e militar, dispara. Luís Cesar participou da resistência democrática e da campanha pelas Diretas Já, em 1984.
Mas o centro da tática do PT e da base aliada federal é a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, destaca. Não existe a possibilidade de Lula ser candidato mais uma vez, garante. O peemedebista Michel Temmer (SP) deve ser mantido na vice da petista, conta.
"A miséria extrema no Brasil (17 milhões de brasileiros) foi erradicada, 32 milhões pessoas acabaram incorporadas às classes médias (B e C), com a estabilidade da economia, o ontrole da inflação, ampliação do Pró-Uni e a expansão do Bolsa-Família."
Ex-presidente do PT, ex-vereador, deputado estadual no exercício do terceiro mandato, Luís Cesar nega intenção em ocupar vaga na chapa majoritária e adianta que o seu projeto político para o ano que vem é concorrer à reeleição.